Que tal um curso que mostre como transformar uma ideia, uma apresentação ou uma proposta de negócio numa história. Literalmente. Tão literalmente que o próprio curso vai ser apresentado de forma narrativa.

Na verdade, mais do que um curso, é um workshop.

Quem participar, já sai com o roteiro pronto.


Se quiser aprender como fazer para contar uma boa história e ainda praticar em sua própria apresentação, inscreva-se agora no Workshop O Fim do Slidesidious.

Em apenas 8 horas você vai sair com um roteiro pronto, revisado e com a possibilidade de apresentar para os professores.

O melhor roteiro vai ser produzido profissionalmente!

Contemplado com uma consultoria StoryDoctr da Storytellers, equivalente a R$ 15 mil, e a produção em Power Point pela Monkey Business, equivalente a R$ 8 mil.

O curso na ESPM-SP é aberto para todos os interessados 


Recomendado para quem lida com transmissão de conhecimento, em especial para: quem tem uma ideia que precisa encantar o cliente, um projeto a ser aprovado com a alta gestão, uma start-up que precisa captar capital de investidores, e, finalmente, para quem leciona ou ministra cursos e palestas e busca vencer a guerra contra os smartphones... mais do que vencê-los, torná-los poderosos aliados.


Você pode conhecer a agenda dos cursos de storytelling aqui: https://www.storytellers.com.br/p/sobre-nossos-cursos.html




As grandes tempestades dão destaque a um velho companheiro que anda esquecido das manchetes: o rádio. Você até pode sacar o telefone celular do bolso para escapar de rios transbordando, queda de árvores e engarrafamento. Comentar no Facebook a respeito de raios e trovões. Nada, porém, tira do radinho aquela cobertura dinâmica sobre os estragos da chuva nos diversos pontos da cidade.

Alimentado pelas grandes tempestades, o rádio é um difusor de alertas à população, tragédias e feitos heroicos. Há desde a turista eletrocutada ao homem que sobreviveu aos alagamentos agarrado às grades do prédio.

Ouve-se a narrativa daquele que perdeu a casa inteira e do que chegou a tempo de salvar mulher e filhos. De gente que atravessou a rua em cima de uma prancha, com a água nos joelhos, o guarda-chuva quebrado, o laptop novo, o sanduíche de mortadela intacto, o cachorro de estimação da vizinha. Sem energia elétrica, do sujeito que ficou preso no elevador com a amante, o pior inimigo, um síndico tagarela, o tablet sem bateria.

O Rio de Janeiro sofreu ontem com uma forte tempestade, que poderia ter atingido qualquer município brasileiro. Qual a sua história desta ou de outras chuvas? Valem os fatos reais ou imaginários, claro.  Sintonize o seu rádio interior antes que a pilhe acabe e mande brasa – ou melhor, pingo.

Para inspirar, vale dar uma olhada na galeria de fotos do jornal O Globo: http://ow.ly/iroza    

Foto: Zero Hora


Certa vez ouvi dizer que a maior invenção do ser humano até hoje, ou até a data na qual ouvi dizer, foi o controle remoto. Incerto se concordo ou discordo dessa proposição, faço uso do mesmo controle remoto e pulo direto à cena em que me apresento ao blog: Olá, eu sou Pedro Kastelic e estou oficialmente me apresentando como colaborador do Stories We Like.


O botão “fast forward” nos trouxe até aqui, o momento em que você lê sem muito entender aonde eu quero chegar e eu torço para que você tenha paciência de lê-lo até o fim. Para isso vamos deixar o controle remoto de lado e começar onde tudo começou.
Meus pais eram um tanto bairristas e não quiseram que eu nascesse na pequena e pitoresca Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Assim correram contra as luas da gestação rumo à São Paulo, onde eu deveria nascer. Por um triz - quase na divisa - fui nascer em Presidente Prudente. Essa é a história que ouvi por toda a minha infância e que, mal sabiam eles, faria todo sentido quando alguns anos depois, em resposta à clássica pergunta “O que você vai ser quando crescer?”, eu dizia: Presidente!
E da maternidade já saí trajado como um bom fanático que um dia viria ser: de Corinthians da cabeça aos pés. Pra tirar qualquer sombra da dúvida, assim que cheguei em casa já recebia uma bola de futebol, meu primeiro presente. Tiro e queda, anos mais tarde minha resposta à clássica pergunta passou a ser: Jogador de futebol!
Filho único, durante boa parte de minha infância meu maior medo era irônico: ficar sozinho. Desta forma ia “trabalhar” com os pais e minha distração era papel, caneta e tesoura. Não tardou e a resposta aos colegas de trabalho de meu pai ou de minha mãe já era outra: Quero ser artista!
A magia de minhas respostas parou por aí por muitos e muitos anos, até que há pouco tempo encontrei um fim onde toda esta trama se encaixa a formar a primeira parte de minha história. Onde eu posso ser presidente da república, jogador de futebol e artista com apenas algumas páginas escritas, ou tão só um clique em meu controle remoto. E que quando me perguntarem, responderei sem titubear: Quando crescer quero ser um storyteller!


Ninguém viu a principal técnica de Storytelling das Aventuras de Pi. Literalmente. Ela não pode ser vista nem pelos olhos de quem apreciou o filme na maior das telas de cinema. Nem os óculos do Google seriam capazes de revelar esse segredo bem oculto.

Pois é, apesar de todo aplauso para os elementos estéticos e visuais, desde os efeitos especiais alucinógenos até a fotografia hipnótica. Ainda que a direção atenciosa seja digna de Oscar. Mesmo com toda a estética capaz de traduzir imaginação, a principal técnica de Storytelling do filme é invisível aos olhos.

A técnica tigre de Pi está presente desde o livro, mas também não pode ser vista nas palavras. Aliás, é o contrário disso. Assim como um ninja ou uma mensagem escrita em entrelinhas, a técnica em questão não quer ser vista e vai fazer de tudo para se camuflar. É isso que confere seu poder.

Assim que a Storytellers vai revelar dentro de algumas linhas que técnica é essa. Mas não sem antes alertar que o post só deve continuar sendo lido por aqueles que viram o filme e/ou leram o livro, sob pena de estragar a experiência de uma grande história.

A técnica tigre de Aventuras de Pi é chamada de diegese. Ainda falando tecnicamente, é tudo aquilo que não extrapola os limites da quarta parede. São todas as coisas que nascem dentro do próprio universo da história.

Começando pelo próprio autor. Yann Martel. Ele existe no mundo real, mas ele também está presente na ficção. O motivo é simples: ele diz que é mais barato viver na Índia do que no Canadá enquanto ganha tempo para escrever um romance.

Depois vem a questão do barco com os animais, incluindo nosso amigo, o tigre Richard Parker. Um tigre com nome e sobrenome, que para alguns é uma metáfora, mas que faz sentido no universo da história... afinal, tanto o menino quanto o tigre compartilhavam o navio que naufragou pelo mesmo motivo: o Zoológico fechou.

Uma técnica fundamental para quem quer inserir marcas e produtos numa narrativa. Uma forma simples e eficiente para melhorar numa numa escala geométrica o chamado product placement, também conhecido como merchandising de novela. Se não fizer sentido para a história, então, qual o sentido?



"Ela tinha 8 anos de idade no nosso primeiro dia do terceiro ano fundamental, quando a chamaram de feia. Nós dois fomos colocados no fundo da sala para não sermos mais alvo de bolinhas de papel e cuspe. A escola virou zona de guerra e nós, sempre em menor número, ficávamos do lado de dentro no intervalo, pois o lado de fora era ainda pior e nós teríamos que ensaiar corridas de fuga ou aprender a ficar parado sem deixar pistas da nossa presença. Na quinta série eles colaram um papel, que dizia "Cuidado com o cão", na mesa dela. Até hoje, apesar no marido apaixonado, ela não acredita que é bonita por causa de uma marca de nascença que cobre menos da metade de seu rosto. As crianças costumavam dizer que ela era como uma resposta errada que tentaram apagar e não conseguiram. Eles não vão nunca entender que ela está criando duas crianças para as quais a definição de beleza começa com Mãe, só por que suas filhas enxergam seu coração antes de olhar para a sua pele." - Shane Koyczan 

O Texto acima foi retirado (e traduzido livremente por mim) do vídeo "to this day" criado pelo poeta, especializado em poesia oral, Shane Koyczan. "To this day" é um projeto do poeta para combater o bullying nas escolas americanas, e o vídeo conta três histórias de arrepiar, muito bem contadas e muito bem escritas. O texto bem trabalhado sabe usar os pronomes certos para te convidar para dentro da história ou te distanciar dela de acordo com a intenção do autor. Além disso as frases curtas e ritmadas usadas pelo poeta facilitam o entendimento e o uso constante de verbos mantém a narrativa em movimento. Além disso, o autor soube usar muito bem o conflito e a complexidade dos personagens para dar aquela sensação de "nossa, esse sou eu!" em muita gente. 

O vídeo está em inglês e até onde eu vi não tem legenda, mas é inspirador.