Entrei na sala de aula sem saber o que ia acontecer, curioso, ansioso e animado. Há algum tempo eu não participava de um curso novo e aquela seria, definitivamente, uma novidade. Com a participação do W'nderer Writer, do Macaco Magenta e do Slide Sidious, aquele seria o primeiro workshop, que eu conheço pelo menos, a ser 100% apresentado por personagens.

O mundo mudou e com ele mudou a nossa forma de comunicação, estamos cada vez mais soterrados por informação, com isso tivemos que aprender o que não é novidade para um geração que já cresceu com tantas telas, com isso tivemos que aprender a prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo e dividir nossos pensamentos entre elas. Tal aprendizado nos tornou dispersos e muitas vezes desatentos. Professores, palestrantes, pesquisadores, vendedores, enfim, qualquer um que dependa da atenção para realizar o seu trabalho agora é obrigado a competir com o mundo virtual. A namorada que está no facebook, o filho que não para de mandar mensagens ou até mesmo o jogo de futebol que é narrado pelo twíter. Como podemos então, tornar nossas apresentações concorrentes dignas e vitoriosas de todas essas facilidades do século 21? 

Nós acreditamos no poder de se contar bem uma boa história e por isso o Macaco Magenta e W'nderer Writer se uniram para ajudar Slide Sidious em sua jornada. Como arma princípal nós usamos uma ferramento que não é novidade pra ninguém e que muitas, e muitas vezes já foi erroneamente culpada pela falta de criatividade de quem a usa. No fim das contas uma das primeiras lições que devemos aprender é que não adianta usar o Power Point, pois sozinho o programa não faz uma apresentação. 

"O fim do Slide sidious" foi o workshop do CIC-ESPM de ontem, dia 16, e juntou na sala um grupo eclético de professores, publicitários, rpgistas, pesquisadores e empreendedores, todos buscando uma nova forma de apresentar ao mundo suas ideias e produtos. Afinal, ninguém aguenta mais ficar sentado numa sala ouvindo bullet points, gráficos e argumentarios sendo jogados contra o público e engolidos a seco. Todos saímos de lá ontem com ideias novas de apresentações que serão ouvidas e entendidas sem nenhum suspiro ou bocejo pairando pela sala. Como empresário o curso foi bom pois me ensinou uma nova maneira de apresentar meus serviços. Como publicitário, mais uma vez, descobri um jeito legal de apresentar minha ideias e como professor eu gostei muito do curso pois agora confirmei minha teoria de que se a aula é boa não precisa mandar os alunos baixarem os celulares e tablets, afinal a atenção deles estará na aula. 

Obrigado à todos que participaram desse workshop, desde os professores que dividiram seu conhecimento até aos alunos que promoveram discussões construtivas e inspiradoras. Agora eu estou ansioso de novo para ver quais serão as causas, serviços e produtos que irão ganhar minha atenção e a consulturia da Monkey Business e da Storytellers. 


Enquanto físicos e astrônomos discutem a infinitude do universo em mais uma capa da Scientific American, no cinema pode-se dizer que um universo ficcional já conhecido tem passado por mais um “Big Bang”.  O nome da vez é “Oz – Mágico e Poderoso” do diretor Sam Raimi.
Não espere nada de Dorothy Gale, Homem de lata e Cia. O filme de 2013, que conta com o escopo de nada mais nada menos que a Walt Disney, é na verdade um prólogo do clássico “Mágico de Oz” eternizado nas telonas por Victor Flemming, em 1939. Desta forma o filme conta a história de como Oscar Diggs tornou-se o grande mágico da terra de Oz.
Mágico e poderoso como o próprio nome indica, o personagem encenado por James Franco foge do pacato estado do Kansas, onde seus fracassados espetáculos o limitavam ao arquétipo de “coringa” ou “trickster”, para ao fim da história conquistar a áurea de um “criador” bem como, em suas próprias palavras, “Harry Houdini e Thomas Edison em uma só pessoa”.
Fora dos rolos do filme, ainda que tenha deixado a desejar na relevância da história, a Disney formou uma parceria de causar assombro só de imaginar com o Google para lançar o fantástico e interativo “Find Your Way to Oz”. Além disso, repetiu a fórmula de sucesso com a Imangi Studios na animação “Valente” e lançou uma versão paga para “Oz” do sempre divertido “Temple Run”.
Por fim, se o filme “Oz – Mágico e Poderoso” não tem um “fim” muito claro, ele deixou ao menos uma pista do começo de um próximo filme que esteja por vir, quando Annie, affair de Oscar, avisa ao mágico que um sujeito chamado John Gale a pediu em casamento. Não é preciso ter bola de cristal pra perceber que daí deverá sair a protagonista da história e do próximo filme. 

Que tal um livro de zumbis sem nenhum zumbi? Se a ideia parece estranha, então ela tem ao menos uma promessa para ser boa.

Esse é o caso do World War Z, que vai chegar ao Brasil como filme e vai se chamar Guerra do Mundo Z.



Na semana passada o Gaspar escreveu um ótimo post sobre o mesmo assunto, afirmando para não se esquecer os zumbis. Pois é, pelo jeito os roteiristas do filme pensaram a mesma coisa e, assim, o filme não vai ter grande relação com o livro... até porque, ele já mostra zumbis.

Na versão literária o autor tem algumas sacadas. Pra ser mais técnico, posso afirmar que ele faz ótimo uso de alguns recursos de Storytelling.

Começa pelo Ponto de Vista. O título do livro pode ser traduzido como "Guerra Mundial Z: uma história oral da guerra contra os zumbis". Ao invés de mostrar o que acontece durante o ataque dos zumbis, ele conta tudo depois que a guerra foi vencida pelos humanos. É assim que num livro sobre zumbis, nenhum zumbi aparece. Pra ser honesto, zumbis até aparecem, aqui e ali nos relatos das memórias, só que nunca são o foco da narrativa. Os zumbis são uma espécie de metáfora para um outro assunto...


A versão do cinema ignora essa técnica e opta por posicionar a narrativa durante o acontecimento. Preferem substituir a curiosidade pela adrenalina. Talvez funcione. Mas ainda assim é como colocar um véu na Monalisa: parte da graça foi perdida.

Update em 28/03/2013 - com o lançamento do segundo trailer, algumas coisas foram explicadas... e, não, talvez o filme não estrague a ideia do livro. A narrativa na película vai mudar um pouco a história do livro, mas no intuito de adaptar pra linguagem audiovisual de Holywood... afinal, ao que tudo indica, no caso do filme o protagonista assume um papel muito mais primordial para a transformação dos fatos. Enquanto no livro a missão dele é como a de um jornalista - de investigar e relatar - no filme ele será como um detetive e terá que descobrir a tempo para evitar o pior. Bom, seja como for, promete!



Quando for criar ou contar uma história, procure por ângulos inexplorados. Mesmo os temas mais clichês - como vampiros e zumbis - podem surpreender.



Se não tinha ouvido antes, não se preocupe, é realmente uma novidade...
Pela primeira vez um curso será inteiramente apresentado como uma história, sendo que cada slide do PPT será um quadrinho. Essa é a proposta do FIM DO SLIDE SIDIOUS, em que cada professor irá atuar como um dos personagens em cena.

De quebra, cada aluno sai do workshop com seus próprios personagens e um pré-roteiro que aborde os principais pontos de uma proposta, projeto ou apresentação.

O conteúdo é dos professores Fernando Palacios, Martha Terenzzo e Marco Franzolim;
A criação e o roteiro são da Storytellers;
As ilustrações são do Studio Sunset.

Mais informações no site



Histórias podem ser sobre pessoas comuns e acontecimentos excepcionais. Todos, de um jeito ou de outro, experimentamos um ou outra parte da jornada do herói, vencendo e perdendo batalhas contra nossos próprios dragões. Passando ação à reação até chegarmos no "felizes para sempre" que estamos buscando.

Tom é um gato normal, que gosta de água fresca e de caçar, mas tudo muda quando aparece um ratinho muito do esperto que Tom não consegue pegar de jeito nenhum. John Connor também era um garoto comum até começar a ser caçado por máquinas do futuro, assim como Marty McFly parecia não passar de "um qualquer" até descobrir a viagem no tempo.

Criar um herói para um narrativa vai além de criar um salvador, ou vestí-lo em roupas coladas com as cuecas por cima das calças. Na verdade criar um herói é um processo complicado e trabalhoso, mas o vídeo abaixo, além de ser inspirador, nos ajuda a dar o primeiro passo desse processo, apresentado originalmente por Matthew Winkler no TED Ed, o vídeo é baseado na teoria da jornada do herói de Joseph Campbell:

Do que é feito um herói?