As melhores histórias contadas por marcas e empresas são as verdadeiras. E antes que entre na polêmica explico que ela não é sobre o que é verdade ou mentira, mas sobre o que soa verdadeiro ou falso na comunicação de uma marca para o mercado. 

Antes de qualquer coisa, porque tudo o que vai para o "papel" (e aqui entende-se tudo que passou pelo olhar e caligrafia do autor) se torna ficção. Sendo assim, ficcional,  uma boa história, principalmente no que tange a comunicação mercadológica e repleta de mídias, se percebe nos detalhes. 

A marca de sorvetes Diletto, conhecida como um caso de sucesso pela sua comunicação toda pautada em storytelling, teve 20% de sua empresa vendida para o multimilionário Jorge Paulo Lemann (dono de nada mais nada menos que Ambev, Lojas Americanas,  Burger King e Heinz) na semana passada.

A empresa conta a história do senhor Vittorio Scabin, que em 1922 fundou uma sorveteria na Itália, mas que com a guerra teve de largar o negócio e fugir para o Brasil. Anos e anos depois, seus netos decidem reabrir o negócio do avô seguindo sua receita original. 

Ainda que no cartório conste o registro de pouco mais de 5 anos atrás, a história contada pela empresa cativa e nos faz acreditar justamente por seus detalhes, como esse no número do telefone de seu delivery:





Há muitas maneiras de se olhar para o trabalho de um escritor, seja ele literário, publicitário ou apenas amador. Mas a escrita é uma arte complexa cheia de estruturas, segredos e técnicas e a única maneira de tentar, pelo menos, alcançar um nível de controle disso tudo é através do estudo e do conhecimento do processo criativo de quem admiramos, ou de quem os outros admiram.

J.J. Abrams é um dos caras mais respeitados (e mais malucos) que eu conheço no mundo de contar histórias. Fascinado por como as coisas são feitas e como elas funcionam o produtor e roteirista norte americano atribui a estrutura de suas narrativas ao conceito de uma caixa de mistérios. Pensando assim fica fácil entender de onde vem tantas perguntas e tantos mistérios para quem assiste Lost, por exemplo. 
Para entender melhor o processo criativo de J.J. Abrams é só dar o play no vídeo ai de baixo e se preparar pra 18 minutos de mágica, mistério e segredos das narrativas.




Logo de cara o filme “João e Maria: Caçadores de Bruxas” já nos da uma prévia do que não iremos ver: João e Maria. Se você esperava assistir ao filme para reviver a clássica história da sua infância, saiba que ela ficou no passado junto da inocência dos dois personagens principais da história.
 Os irmãos João e Maria são agora dois implacáveis caçadores de bruxas que, contratados pelo prefeito de um pequeno vilarejo, vão em busca das várias crianças desaparecidas na cidade. Valentes e imperdoáveis com as maléficas bruxas, eles pouco lembram e até decepcionam quem se recorda das crianças que eram na clássica história. É quase como ver Macaulay Culkin em “Esqueceram de mim” e nos dias de hoje.
Junto a “Oz: Mágico e Poderoso”, “João e Maria” se enquadra nas recentes produções que se basearam em clássicos literários infantis, adaptados para as telonas do cinema. Ainda que isso não signifique a escassez de boas histórias nos roteiros atuais, o filme do diretor Tommy Wirkola alerta para uma delicada realidade na ressignificação de histórias clássicas da literatura: a quebra do imaginário coletivo em detrimento da história original.
Quem consome a história dos irmãos na telona, com todos os artifícios e tecnologia que a sétima arte permite, vive menos tensões e dúvidas sobre o sucesso dos protagonistas do que quando ouvia a história da boca de sua mãe. E isso em nada tem a ver com a inocência e a fantasia da infância.





Entrei na sala de aula sem saber o que ia acontecer, curioso, ansioso e animado. Há algum tempo eu não participava de um curso novo e aquela seria, definitivamente, uma novidade. Com a participação do W'nderer Writer, do Macaco Magenta e do Slide Sidious, aquele seria o primeiro workshop, que eu conheço pelo menos, a ser 100% apresentado por personagens.

O mundo mudou e com ele mudou a nossa forma de comunicação, estamos cada vez mais soterrados por informação, com isso tivemos que aprender o que não é novidade para um geração que já cresceu com tantas telas, com isso tivemos que aprender a prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo e dividir nossos pensamentos entre elas. Tal aprendizado nos tornou dispersos e muitas vezes desatentos. Professores, palestrantes, pesquisadores, vendedores, enfim, qualquer um que dependa da atenção para realizar o seu trabalho agora é obrigado a competir com o mundo virtual. A namorada que está no facebook, o filho que não para de mandar mensagens ou até mesmo o jogo de futebol que é narrado pelo twíter. Como podemos então, tornar nossas apresentações concorrentes dignas e vitoriosas de todas essas facilidades do século 21? 

Nós acreditamos no poder de se contar bem uma boa história e por isso o Macaco Magenta e W'nderer Writer se uniram para ajudar Slide Sidious em sua jornada. Como arma princípal nós usamos uma ferramento que não é novidade pra ninguém e que muitas, e muitas vezes já foi erroneamente culpada pela falta de criatividade de quem a usa. No fim das contas uma das primeiras lições que devemos aprender é que não adianta usar o Power Point, pois sozinho o programa não faz uma apresentação. 

"O fim do Slide sidious" foi o workshop do CIC-ESPM de ontem, dia 16, e juntou na sala um grupo eclético de professores, publicitários, rpgistas, pesquisadores e empreendedores, todos buscando uma nova forma de apresentar ao mundo suas ideias e produtos. Afinal, ninguém aguenta mais ficar sentado numa sala ouvindo bullet points, gráficos e argumentarios sendo jogados contra o público e engolidos a seco. Todos saímos de lá ontem com ideias novas de apresentações que serão ouvidas e entendidas sem nenhum suspiro ou bocejo pairando pela sala. Como empresário o curso foi bom pois me ensinou uma nova maneira de apresentar meus serviços. Como publicitário, mais uma vez, descobri um jeito legal de apresentar minha ideias e como professor eu gostei muito do curso pois agora confirmei minha teoria de que se a aula é boa não precisa mandar os alunos baixarem os celulares e tablets, afinal a atenção deles estará na aula. 

Obrigado à todos que participaram desse workshop, desde os professores que dividiram seu conhecimento até aos alunos que promoveram discussões construtivas e inspiradoras. Agora eu estou ansioso de novo para ver quais serão as causas, serviços e produtos que irão ganhar minha atenção e a consulturia da Monkey Business e da Storytellers.