Na última segunda feira, dia 09, o American Film Institute divulgou sua lista com seus 10 melhores melhores filmes e 10 melhores séries, neste post irei falar brevemente sobre 3 das 10 séries e os motivos pelos quais você deve assisti-las. 

Vamos começar pelas séries "originais" da Netflix que merecem seu espaço na lista não apenas pela inovação serem exclusivamente transmitidas pelo veículo online, mas por suas histórias bem escritas e personagens bem desenvolvidos. 


House of Cards é uma série sobre o cenário político norte americano baseado, porém, em uma série originalmente Britânica. O ambicioso Frank Underwood, interpretado por Kevin Spacey, é um político em busca de poder com pouquíssimas limitações éticas para conseguí-lo. 


Uma das coisas mais interessantes da série é a construção dos personagens e a brincadeira do protagonista com a quarta parede, que em diversos momentos conversa diretamente com o espectador, revelando "segredos" para quem assiste a série que os outros personagens não são capazes de ouvir, o que cria uma dinâmica interessante para todo o plot. 

Orange is the new Black é uma comédia dramática que trata da condenação de uma jovem por tráfico de drogas, crime que ela cometerá anos antes quando ainda era uma adolescente inconsequente e apaixonada. Ao ser presa, Piper Chapman (Taylor Schilling) vê a sua vida tomar uma direção inesperada e é obrigada a aprender novos truques e adaptar velhos conhecimentos para sobreviver na prisão.


Uma série baseada em personagens e backgrounds, Orange is the New Black, oferece ao mesmo tempo a emoção de acompanhar a história de uma personagem carismática e comovente e a visão cômica das situações extremas que a personagem é forçada a viver na prisão. A apresentação do passado das personagens e como esse passado as levou para a prisão é uma das coisas mais interessantes da série, provando mais uma vez que o passado dos seus personagens é tão importante quanto o presente. 



Por último vou falar de uma série que me surpreendeu em sua qualidade técnica e principalmente narrativa: Scandal é uma série norte Americana que narra a vida de Olivia Pope e as pessoas ao seu redor, incluindo sua equipe formada por um ex-agente da CIA, um advogado ex-presidiário, uma investigadora particular e uma ex-suspeita de terrorismo doméstico, além é claro do presidente dos Estados Unidos da América, seu chefe de equipe e a primeira Dama. 


O ritmo da série foi uma das coisas que mais me chamou a atenção até agora (ainda estou na segunda temporada e já aconteceu tanta coisa que eu nem saberia por onde começar). Os roteiristas de Scandal não deixam uma página passar em branco e parecem levar isso muito a sério, cada minuto da série é um possível momento de plot twist, o espectador mais desatento, como eu, estará em constante alerta para não perder nada. 





Vamos continuar explicando a luz da psicologia por que os valentões fazem tanto sucesso. Na primeira parte que você pode ler aqui, explicamos por que um dos ingredientes de um bom valentão é uma pitada de perversão. Agora entenda o que a obsessão tem a ver com isso:
PARTE 2:
Além da fixação do objeto de desejo, como vimos no artigo anterior, a perversão está conectada a ausência de culpa mesmo diante dos atos mais macabros, o que tira o seu carisma. Então em geral os anti-heróis como eu e você são neuróticos. Mais especificamente neuróticos obsessivos onde há uma idéia de fixação do objeto de desejo, assim como na perversão.
Porém, eles têm em sua personalidade conceitos de moral e ética, ao contrário dos perversos e a transgressão destes conceitos pesa em sua consciência, o que torna o personagem mais cativante.
Um neurótico obsessivo irá ter objetivos claros e transgredir regras para alcança-los, o que o torna forte. Mas haverá momentos de vacilo em que ele irá refletir sobre seus atos e arcar com as consequências. O perverso não tem esse momento de reflexão porque é um sociopata, ou seja, incapaz de viver em sociedade.
É por isso que personagens como o serial-killer Dexter, apesar de serem “diagnosticados" como perversos em suas histórias são na verdade neuróticos obsessivos, pois em algum momento refletem sobre seus atos. Enquanto outros como o doutor Hannibal Lecter geralmente são vistos como vilões ou personagens secundários, porque não existe possibilidade deles hesitarem em suas ações pois são sociopatas.
Descobrimos até aqui que ser um valentão é diferente de ser o perverso, apesar de ambos compartilharem traços de personalidade. Mas será que é possível ser um valentão durante todo o tempo? Descubra na última parte do artigo!

Fique ligado no site!



A série Breaking Bad acabou e seu criador, Vince Gilligan, já anunciou uma possível nova série dentro do mesmo universo. “Better Call Saul” conta as peripécias de um dos personagens de Breaking Bad, o advogado Saul Goodman. Mais um “spin off”, como definimos na semana passada, este não é o único que caberia na série de Walter White. Quantos podemos enumerar?


  1. A começar pelo próprio protagonista, a história de White antes de se tornar Heisenberg, quando ainda era um promissor estudante de cristais e fundou, junto de Elliott e Gretchen, a Gray Matter Technologies renderia uma história e tanto.
  2. Gus Fring e seu misterioso passado sulamericano é mais um personagem que mereceria uma série só para a sua história até o comando da “Pollos Hermanos”.
  3. Mike Ehrmantraut, o braço direito de Gus, é outro que seria capaz de render uma série entre sua exímia habilidade na organização do crime e sua paixão por sua neta, como avô.
  4. Ainda que preso em uma cadeira de rodas e sem voz, Hector Salamanca é um dos personagens mais intrigantes da série, e caberia desenvolver a sua história muito além de seu sino.
  5. Do outro lado da lei, o agente Hank Schrader se mostrou incorruptível e, junto de seu parceiro Gomez, poderia dar frutos a mais uma série de investigação policial de que tanto o americano gosta.
  6. O que dizer, então, da história de Walter Jr e Skyler, após a perda do patriarca, no aniversário de Junior, quando o casal Schwartz faz uma misteriosa doação de 10 milhões de dólares de presente ao filho de Walter White?
  7. E Jesse Pinkman, teria largado o crime após sair vivo de Breaking Bad, ou se consagrado como, agora, o único a produzir a “Blue Sky” com seu nível de pureza?
Isso sem falar em Lydia, Todd, Jack, e outros personagens tão profundos que também seriam dignos de suas próprias séries. Se Breaking Bad é considerada uma das melhores séries já produzidas, um dos segredos da pureza de 99,1% que só Walter White conseguia alcançar, é a complexidade de todos os personagens envolvidos na trama.

Consumir narrativas e estudá-las é um dos passos mais importantes na vida de um storyteller, o repertório é a sua principal ferramenta nos momentos em que a 'inspiração' te deixa na mão. Por isso decidi listar aqui três séries com personagens que valem a pena estudar. 

White Collar 

A série trata sobre as aventuras de uma dupla inusitada formada por um agente do FBI responsável pela investigação de casos de colarinho branco e um falsificador cheio de estilos que parece nunca ficar sem troques na manga. Ambos os personagens merecem a nossa atenção, mas Neil Caffrei, o falsificador é um caso a parte. Um personagem complexo e constante e bastante condizente com o que imaginamos ser o resultado de alguém com a sua história de vida. Ou seja, um personagem crível com uma história bem definida e bem apresentada para justificar a maior parte de suas ações. 

Californication 

Hank Moody, um escritor americano em decadência faz justiça ao seu nome (Moody pode ser traduzido como um adjetivo para pessoas mal-humoradas) e está sempre em busca da felicidade. O personagem é 100% humano, cheio defeitos, falhas de caráter e sonhos. A série, recheada com uma porção bem servida de referência literárias a Charler Bokowiski, é voltada para os dramas e 'aventuras' de um grupo de personagens 100% humanos, sem super-poderes, ou habilidades especiais os personagens se aproximam do telespectador de maneira invejável. 

Life 

Apesar de seu final repentino na segunda temporada, a série vale a pena. Contando a história do Detetive Crews, um policial que passou 12 anos preso por um crime que não cometou e foi inocentado recebendo um acordo milionário do estado e voltando para a polícia para fazer o que mais gosta de fazer: investigar crimes. Com uma boa dose de comédia a série é na verdade um drama sobre como Crews irá recuperar sua vida após 12 anos preso. Um personagem construído nos detalhes, Crews é um exemplo de como dar credibilidade para o protagonista da narrativa.  


Ontem à noite terminei de ler o 5º volume da série Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. A única coisa que consigo pensar hoje é na história da série e no que vai acontecer no próximo livro.


George Martin faz isso com seus leitores. Ele conquista suas mentes. Não é à toa o tamanho do seu sucesso: mais de 15 milhões de cópias vendidas pelo mundo e uma das séries de TV mais aclamadas dos últimos tempos.

O autor diz que o segredo de tanto sucesso é simples: ele faz com que seus leitores sintam medo ao virarem as páginas, nunca sabendo o que pode acontecer, exatamente como na vida real. Como assim?, você pode estar se perguntando. Bem, a trama que George Martin criou é extremamente complexa e não dá para se ter certeza do que vai acontecer em nenhum momento. Seus personagens possuem múltiplas facetas e os rumos da história são tão imprevisíveis que muitas figuras principais da trama morreram logo no primeiro livro.


É daí que podemos extrair uma grande e importante lição: a audiência quer mais emoção! Quer o imprevisível! O público está cansado de coisas óbvias. E isso não vale só para literatura e televisão. Vale para tudo!

Quer um exemplo? Então dê uma olhada no briefing de segurança da Air New Zeland. Não é porque o assunto é chato que a comunicação precisa ser chata também.



Quer outro exemplo? Que tal as apresentações em PPT, Prezi e Keynote da Monkey Business, uma empresa com vários cases de sucesso, especializada em apresentações profissionais. A Monkey oferece uma contraproposta às apresentações previsíveis costumeiras, adicionando elementos diferenciados dentro das apresentações de seus clientes. Nesse caso, não é porque o formato é tido como maçante que o conteúdo e a forma de passá-lo também precisam ser.


Então, se seu público pede por emoção, dê emoção a ele. Seja no formato, seja no conteúdo, seja na trama, tente fazer algo original e diferente. Não se apegue ao previsível. Se for para se apegar a alguma coisa, faça como George R. R. Martin: se apegue ao imprevisível.