Era 7 de janeiro de 2015 quando dois terroristas invadiram a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo e mataram 12 funcionários – entre eles 4 cartunistas. Em resposta, cartunistas de todo o mundo pegaram em seus lápis e expressaram seu luto, sua indignação, sua revolta. Por que a reação ao humor é a violência, quando deveria ser o riso?


A resposta para essa questão também está no Storytelling. Isso porque, quando falamos em história, não falamos apenas na arte da escrita, mas também de muitas outras ciências – entre elas a psicologia. É dela, mais precisamente de Jung, que se baseiam os doze arquétipos que trabalhamos na construção de personagens e de marcas. Entre os doze, um em especial tem se destacado nos últimos tempos e no atentado ao Charlie Hebdo: o Coringa.

O Coringa é o bobo da corte, o “trickster”, o arquétipo do humor e do bom humor. É o que diverte a todos, trata dos mais pesados assuntos com a maior leveza possível. O arquétipo do Coringa está, da capa à última página, em Charlie Hebdo. Mas porque justamente o Coringa está na mira constante de uma arma?

Desde o bobo da corte, o súdito responsável por entreter o rei, ele vive com a corda no pescoço. Afinal, o arlequim deveria ser ousado o suficiente para trazer o riso, mas comedido o bastante para não ofender sua majestade. Em um mundo onde o politicamente é cada vez mais correto, o Coringa e o humor sofrem as suas consequências.

Duas palavras definem o humor do Coringa: verdade e dor. Não se iluda com as piadas do arquétipo do trickster, elas só fazem rir porque carregam em si uma grande verdade. Em sua primeira edição após o atentado terrorista, Charlie Hebdo saltou de uma tiragem de 60 mil unidades para 5 milhões. Ao mesmo tempo em que o bom humor anda na mira do moralismo, todos queriam ver qual seria a piada do coringa Charlie Hebdo quando a verdade e a dor está dentro de sua própria redação. E essa é outra característica do Coringa, fazer piada de si mesmo.

Sátira da primeira edição do Charlie Hebdo após o atentado, costureiros de Bangladesh aproveitam
a comoção mundial para produzir camisetas com as inscrições "Je suis Charlie".





by MikeAzevedo


Pode parecer muito abstrato falar de limites ou fronteiras da fantasia, porém elas existem e muito mais do que dar coesão a narrativa é neste espaço que o seu leitor ou consumidor deve habitar e desenvolver raízes.

 Longe de tentar impor diretrizes aos autores, estamos falando de consolidar o mundo, em que uma narrativa fantástica transporta pessoas para terem suas próprias experiências.  Vamos evocar algumas definições de autores que dedicaram grande parte dos seus estudos a elas:


Storyworld 



O termo cunhado por David Herman se relaciona com o "Universo da história" ou toda a realidade que o autor construiu em torno da narrativa.  Longe de um simples fornecimento de descrição para o background ou uma ornamentação para a ação principal da história, referências espaciais ajudam a construir domínios narrativos.

Estes domínios se propagam pela história, e se perpetuam na mente dos fãs. É o que faz as pessoas sentirem vontade de sentar no "trono de ferro" em uma exposição ou de beber a cerveja Duff e ter um breve contato com aquele mundo fantástico representado na TV ou Cinema.

Mundo Sintético 


Esta definição é de Castronova, direcionada para o cyberespaço e ambientes simulados por games, porém podemos perceber que a cerne do mundo sintético é a mesma que delimita uma narrativa:

"Um mundo semelhante ao nosso,  capaz de hospedar um enorme grupo formado por seres humanos, para os seres humanos, e que é mantido e gravada por um computador." - Podemos expandir essa definição para a TV, Tablet e por quê não, um livro!

O mais interessante do conceito de um mundo sintético é que ele foca em manter humanos dentro do seu domínio.  E que não apenas se restringe em mantê-los, mas em criar uma gama de características do mundo real que dão forma a funções sociais.  E, tudo isso baseado em uma história fantástica.




Círculo Mágico 


Talvez esse seja o termo mais conhecidos desses três, trazido a nosso conhecimento por Huizinga no livro Homo Ludens.

“o círculo mágico de um jogo é onde o jogo acontece. Jogar um jogo significa entrar em um círculo mágico, ou talvez em criar um quando o jogo começa. O círculo mágico de um jogo pode ter um componente físico, como o tabuleiro(…). Mas muitos jogos não têm limites físicos (…). O jogo simplesmente começa quando um ou mais jogadores decide jogar“. Aí encontramos o limite do círculo mágico, ou seja, desde que os jogadores queiram jogar, um jogo pode durar o tempo que eles quiserem, no espaço que eles desejarem.

Vale ressaltar que para Huizinga o jogo é muito mais do que uma atividade lúdica com intenção de se divertir, mas uma atividade primordial quase que essencial para o ser humano.

Dentro desses parâmetros podemos estar em contato ou criar um círculo mágico quando decidimos nos envolver com uma história, seja pela literatura, cinema ou jogo. É onde o mundo real sai e entra o fantástico.

Os três conceitos trazem coisas em comuns, eles lembram que para os limites da narrativa e da fantasia ganharem notoriedade, eles precisam definir regras e serem apresentadas de forma intuitiva pelo contato com o mundo.  Também convergem na ideia de que as fronteiras entre realidade e mundo de fantasia desaparece em vários momentos, produzindo um tráfego de coisas e sentimentos entre os dois mundos. Mas criar esses domínios da narrativa é algo que a gente não consegue passar em um só post.

Quer uma dica? Que tal aproveitar o mês de Janeiro e descobrir o Storytelling? Se inscrevam no curso INOVAÇÃO EM STORYTELLING NA ESPM-SP -  www.espm.br/storytelling


Ontem foi um dia triste,

e não apenas pelas mortes de pessoas inocentes, o que seria motivo suficiente para isso. Ontem, cada profissional que trabalha com opinião, com a transmissão de informação, foi ferido.

Nós da Storytellers defendemos o direito de todos contarem as histórias que quiserem, sejam elas sobre profetas, marcianos ou mesmo sobre as ironias da vida real.

Nous sommes Charlie. 


INOVAÇÃO EM STORYTELLING NA ESPM-SP
Como ir do Branded Content à Transmídia para inovar na habilidade de contar histórias?

DO QUE ESTAMOS FALANDO?
Contar histórias não é algo novo. Fazemos isso desde os primórdios e ao longo desse período, pela experiência, aprendemos: as boas histórias agradam, entretêm e tornam-se inesquecíveis. 

Quer que um fato seja lembrado? O grande guru do marketing Philip Kotler garante que para isso você precisa repetir esse fato muitas vezes. Mas existe um truque: embale-o numa história. Você terá 20 vezes mais chance de ter sucesso. Palavra do grande psicólogo norte-americano Jerome Bruner.

MUITO BEM, MAS POR QUE FAZER O CURSO?
Ora, porque vai aprender a contar histórias com quem entende disso: a indústria do entretenimento, que vive de criar e contar histórias. A literatura, o cinema, os seriados, os games... o produto de toda essa gente são boas histórias.

Com tanta informação no mundo em que vivemos, quem precisa ser mais atraente e eficaz ao transmitir uma ideia, fazer uma apresentação, vender um produto ou serviço? Eu, você, a startup, a multinacional e seus executivos, as ONGs, as B2Bs... Todos saem do curso sabendo como contar histórias profissionais inclusive para a vida pessoal.

Se ainda precisa de mais motivos, lá vai: esse curso da ESPM foi o primeiro a ser ministrado no Brasil e chamou a atenção do mundo inteiro e já foi apresentado em diversas universidades internacionais como a PUC do Perú e a UBI de Portugal. 

O mais legal é que a cada edição os professores atualizam pelo menos 30% do conteúdo. Isso quer dizer que todo o ano o curso está inteiramente remodelado com os exemplos mais atuais e os métodos mais avançados.


COMO VAI SER?

O curso é dividido em seis dias, sendo que o último é uma OFICINA!

A jornada é mais ou menos assim: Era uma vez uma história, que graças a um storythinker virou um importante ativo de uma marca. Num belo dia, esse universo foi recortado em intrigantes narrativas. Essas narrativas foram dispostas de forma transmídia. E dessa maneiras os consumidores viveram felizes para sempre.

Dia 1. COMO O STORYTELLING PODE MUDAR SUA VIDA
- Você sabe o que prende a atenção das pessoas? 
Dia 2. ENDOTELLING - O STORYTELLING DENTRO DAS EMPRESAS
-  Qual a diferença entre contar uma simples historinha e Storytelling?
Dia 3COMO O STORYTELLING PODE DAR VIDA À SUA MARCA
Qual o arquétipo da sua marca?
Dia 4TRANSMÍDIA: COMO TRANSFORMAR EM ATIVO O UNIVERSO POR TRÁS DA HISTÓRIA 
- como pegar uma história e disseminar em diversas plataformas?
Dia 5COMO PROGREDIR DO STORY AO TELLING
Você sabe a diferença entre história e narrativa? 
Sábado. WORKSHOP: O STORYTELLING NA PRÁTICA
- Chegou a hora de colocar a mão na massa e mostrar o que aprendeu. Vamos transformar páginas em branco em conteúdo que vale ouro ao dar vida a uma história fabulosa.
QUEM SÃO OS PROFESSORES?
FERNANDO PALACIOS
Também é o editor responsável pela Redação Storytellers, primeiro blog sobre o assunto. Em seu projeto autoral narra de forma transmidiática sua busca pelas maravilhas da humanidade, enquanto escreve uma obra de ficção a partir de um aparelho celular. É o ganhador do prêmio Widbook Top Authors, sendo eleito entre os 5 melhores entre 120.000 autores de todo o mundo.
MARTHA TERENZZO
Coordenou projetos de grande porte em empresas como: Cargill, Sadia, Parmalat, Bombril, União, Reckitt & Benckiser, Melhoramentos de Papéis, Seara e Ajinomoto. Estabeleceu processos e metodologias específicas de marketing com visão na gestão de negócios e inovação.
Implementou áreas de inovação, marketing de alta performance nas empresas, arquitetura de marcas, gerenciamento de portfólio, lançando mais de 400 itens de consumo e novos serviços com sucesso.

QUANDO, COMO E ONDE?
AULAS A partir de 26 de janeiro, das 19:30 às 22h30.
WORKSHOP na manhã do sábado.
ESPM-SP, Rua Álvaro Alvim, 123. Vila Mariana. 
Próximo ao metrô Ana Rosa.

Ficou alguma dúvida?
Estamos aqui: contarei@storytellers.com.br


PRÓXIMO PASSO?
Basta fazer sua inscrição aqui: www.espm.br/storytelling

Passados os 365 dias de 2014, quantos deles realmente valeram a pena – de fato dariam uma boa história?

Muitos responderão aniversários, feriados, datas comemorativas, mas não conseguirão fugir do previsível – do rol de histórias que já foram contadas. Quantos foram os dias em que não se daria nada a princípio, as segundas-feiras bravas, os monótonos domingos, mas que surpreenderam e que caberiam num filme, num livro ou numa série?

Isso porque qualquer um comemora aniversários, páscoas e natais. Mas que dia imprevisível torna você e a sua história única em meio a todos que também viveram os 365 dias de 2014?

Trazendo a reflexão para o mundo corporativo, as questões são as mesmas quando pensamos em histórias para empresas. Que histórias tornam a sua marca diferente de todas as concorrentes? E de nada adianta 10, 50, 100 anos de história se não houver um filtro para o que houve de melhor nesse tempo. Assim como não lembraremos de 2014 por cada uma das coisas que aconteceu em seus 365 dias, aquilo que aconteceu em cada um dos 100 anos de uma empresa é desinteressante.


Quando trabalhamos com Storytelling de verdade, um dos passos é transformar históricos em histórias. E para isso usamos o que chamamos de topografia de interesse. Se todo o histórico de uma marca se transformasse em um relevo, qual trecho alcançaria o topo do Everest?

De forma literal, imagine que um dia você conheça o ponto mais alto do monte Everest. Você esqueceria desse momento? São essas as histórias que valem a pena ser contadas, que dão ao Storytelling o S capitular.