Fantasy Roleplay City Map by Adhras


Um dos gêneros de games online que mais fazem sucesso nos dias de hoje é o MMORPGs, como World of Warcraft, Ragnarok e Aika.  Um Massively multiplayer online role-playing game ou MMORPG é, basicamente, um jogo de interpretação de pesronagens virtuais em um ambiente de videogame ou computador conectado a uma rede (como a internet) permitindo assim, que várias outras pessoas participem do mesmo cenário.

O elemento comum a esse gênero é um mundo persistente, ou seja, mesmo que o player não esteja logado, a história continua. Isso cria certas particularidades como alguns graus de storytelling emergente com diálogos direcionados separadamente.  Steve Danuser, Game Designer da Sony, que trabalhou em games como Everquest II nos dá uma ideia do formato de narrativa para estes jogos.

[...]suas histórias são contadas em um formato semelhante aos seriados de filmes antigos da década de 1930. O herói é colocado em perigo por um bandido cruel, o vilão é vencido em uma batalha angustiante, na próxima semana surge outro inimigo ainda mais cruel para repetir o processo.


Os mais atentos leitores dos nossos artigos podem perceber que o segredo desse tipo de escrita é a fórmula clássica do romance, o Quest Romance.  Ele tem um caráter episódico, sempre termina com a sensação de que existe mais a se explorar. Esse algo mais pode, muito bem, ser uma DLC de nova região, raça, mapa, classe... ou tudo isso junto em uma expansão.  Porém, saiba que os players não aceitam qualquer coisa, o arco tem que ser muito bem trabalhado.

Depois de escrever tudo isso vai se deparar com o maior desafio em um MMO: A falta de protagonista. Isso quebra toda a tradição do storytelling clássico. Parece uma missão impossível, só que não é.  Vamos deixar isso pra outro post ;)





O segredo de uma boa história é a sua capacidade de contagiar o leitor, desenvolver ao longo das páginas de texto uma empatia com o protagonista, ou ocasionalmente os outros personagens.

Essa conexão emocional se dá, em muitos casos, pelo conflito central da narrativa. Então ela deve ser muito bem resolvida. Enquanto você não conseguir explicar o conflito central de sua história em poucas linhas, os leitores não compreenderão nem em uma centena de páginas.

Esse é o ponto inicial. Um escritor não pode cair na armadilha de não conseguir responder sobre o que é a sua história, tampouco ficar em cima do muro com ela.  Segmentar é uma prática saudável aos futuros planos comerciais de sua obra.  A sinopse é uma das, senão a melhor maneira de avaliar se o seu conflito está funcionando.  Percebam:

A Guerra dos Tronos - Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias.


Nada demais, não é? Sim, sim. O segredo está dentro do livro, o importante é você saber que não se perdeu e que seu leitor vai entender sobre o que está lendo.  Eu, particularmente fujo de obras que não consigo compreender na contracapa.  Frequentemente me deparo com novos autores que  descrevem suas obras mais ou menos assim: "... um personagem misterioso e desconhecido,  que na verdade está sofrendo uma dominação de raças superiores.  Essa raças vieram de um lugar distante, que na verdade é o planeta terra em um futuro e dimensão diferente da timeline padrão do universo." 

Isso não deve funcionar.  Se quer tentar produzir um conflito relevante para o seu público, procure saber o que é esse conflito, o que está em jogo e quais as consequências.  Depois disso sua escrita vai fluir naturalmente.





​"Será que essa história vai chegar em algum lugar?", "Consigo imaginar mais pelo menos três outras formas de compor essa cena, qual será que fica melhor?", "Será que a audiência vai se importar com essas personagens?". Estas são algumas perguntas recorrentes àqueles que desenvolvem qualquer tipo de processo narrativo.

O Storytelling parte de técnicas de diferentes formatos - a literatura, a dramaturgia, o audiovisual, os games, a música, o jornalismo, a publicidade e as artes plásticas -  para chegar à mesma finalidade: contar uma história de forma interessante ao interlocutor.

Fernando Palacios iniciou sua carreira como redator publicitário. Há anos no mercado, já produziu centenas de roteiros para filmes e eventos corporativos. A partir de sua experiência, ele passou a compilar as técnicas em um modelo funcional que garantisse uma jornada mais suave para a criação de Storytellings, desde a ideia até publicações de cada obra.

O curso é voltado para profissionais da área criativa - jornalistas, escritores, cineastas, compositores e letrista, gamers, publicitários curiosos em como intensificar narrativas de 30 segundos e em redes sociais, empresários e executivos que precisam contar a história da sua marca e artistas que buscam outras formas de expressar seus conceitos e todos aqueles que são aspirantes a autores e que desejam libertar aquela história que vive trancada.

Durante as aulas, serão abordados os seguintes temas:

- Storytelling, a grande inovação: De onde veio, por que surgiu, o que é e como usar Storytelling. Por que se tornou uma tendência no mundo corporativo e como empresas, agências e pessoas criativas podem se beneficiar;

- O Story do Storytelling: Como compor uma história realista capaz de englobar tudo aquilo que se quer e que se precisa expressar;

- O Telling do Storytelling: Como contar a sua história da forma tão intrigante que roube horas de sono da audiência e faça com que seja adotada por uma cultura;

- Placement: Como inserir um elemento novo na narrativa sem perder o fio da meada;

-Transmídia - como planejar a distribuição da história em diferentes veículos de forma orquestrada e harmônica;

- Content marketing - como conseguir visibilidade para suas histórias, através de um ecossitema de conteúdos interligados pelas redes sociais;

- Pitch e querry letter - para apresentar sua história a editores, canais, produtoras e possíveis patrocinadores.

A cada módulo haverá uma atividade prática para exercitar os aprendizados. Autores que possuírem obras em andamento poderão atuar diretamente sobre elas.

De 27 a 31 de julho
Segunda a sexta,
das 19h30 às 22h30

Inscrições: até 27 de julho
pelo site:    http://barco.art.br/storytelling-e-transmidia 




Por motivos de agenda, a oficina "Storytelling para a construção de marcas e conceitos", que seria em julho foi postergada para setembro. A oficina abordará, entre outras coisas, a forma encontrada pelas empresas de "contar histórias" sobre seus produtos e criar vínculos mais fortes com o consumidor.

A oficina será ministrada por Fernando Palacios, sócio-fundador da Storytellers, que é o primeiro escritório especializado no assunto do Brasil. Além de falar sobre como "contar a história de seu produto", o curso vai trazer dicas sobre construção da identidade da marca e o estabelecimento de conexão com o público.

O curso é promovido por IMPRENSA Editorial, em parceira com ADNews. As inscrições podem ser realizadas até o dia 11 de setembro, por meio do site Oficinas IMPRENSA.

Serviço:

Oficina "Storytelling para a construção de marcas e conceitos"
Data e horário: 12 de setembro de 2015
Local: Sede da IMPRENSA EDITORIAL
Endereço: Rua Camburiú, 505 - 2º Andar - Alto da Lapa - São Paulo/SP



J.K. Rowling, autora da aclamada saga "Harry Potter" já deu algumas dicas para novos autores em que disse escrever personagens, que não apareceram nos livros.  Muitos podem se perguntar: qual é a função de tudo isso?

De certo, os leitores não terão contato imediato com a profundidade dramática que existe em pedaços de personagens, surgindo na narrativa. Mas sabe aquele olhar sofredor, ou aquela frase dita de maneira desesperançosa por pessoas que ocasionalmente encontramos em situações degradantes da vida real?  Eles podem ser reveladores, como os do seu personagem... Qualquer um que pare naqueles segundos e reflitam sobre a entonação, as rugas e a construção das palavras, vai encontrar uma narrativa incorporada dentro da cena.  É como se você contasse, de maneira subjetiva uma outra história ali dentro.

Aliás, a série Orange is The New Black define bem o conceito de trama da história, como este aglomerado de linhas (vidas) se entrelaçando de uma maneira, que faça sentido para a audiência. 


Sinceramente, a protagonista parece ser a peça que dirige o show, enquanto entramos em contato com outras personagens que nos comovem. É o caso de Suzanne "crazy eyes", uma detenta que tem sua sanidade questionada por ela mesmo e pelo espectador constantemente.  Em um dos momentos mais interessantes da primeira temporada ela, que está se aproximando emocionalmente de Chapman (a protagonista) pergunta: "Por que as pessoas me chamam de Olhos Malucos?" ... a pergunta ecoa em nosso próprio julgamento sobre ela





É engraçado que ela está entre as detentas mais queridas pelos fãs da série e ao mesmo tempo em que nos conectamos profundamente a esta (e outras personagens) figura, todo o seu passado e o que a levou a prisão é um tremendo mistério.  O que sabemos [SPOILER] 

... 


Foi revelado na segunda temporada. Suzanne foi adotada por um casal que pensava ser infértil, mas que no final conseguiu ter por “milagre” uma filha biológica, Grace. E alguns flash backs revelam que sua relação com a irmã adotiva pode ter sido prejudicada, principalmente por ela ser negra.

Mais tarde vemos Suzanne perder o controle no momento de cantar uma música, na escola.  Algo que ela já havia sugerido no episódio final da primeira temporada "não quero que aquilo aconteça de novo".

O que seria aquilo? Como a mesma pessoa é capaz de apresentar traços de doçura e insanidade? Fortaleza e desestabilidade emocional? 


A resposta, apenas a série pode nos conceder. Evidentemente, o que encontramos é um primoroso trabalho, aonde a autora Lauren Morelli precisou chegar a um nível de realismo detalhado da personalidade e das motivações de cada mulher que passasse pela penitenciária de Lichfield.  Este parece ser o segredo, se embrenhar nas emoções humanas e descobrir o que traz elas a tona.