George R.R. Martin tem atraído milhões de leitores às livrarias e um número igualmente incrível de assinantes para o HBO, canal por assinatura que tem adaptado sua série de livros Crônicas de Gelo e Fogo para a TV na forma da série "Game of Thrones". Mas qual seria o segredo deste sucesso?
Um deles é que Martin é um autor de carreira e está por aí solidificando seu nome obra atrás de obra desde a década de 80.

Além disso, o autor parece utilizar técnicas conhecidas pelos storytellers, pois diz que "autores podem ser como arquitetos ou jardineiros" deixando bem claro o equilíbrio que mantém entre o estilo pantzer, dos autores que escrevem guiados pelo espírito artístico e os plotters, storytellers meticulosos que planejam cada passo de sua história.

Ele também revela que a experiência pessoal é muito importante quando se quer cativar o público, por isso aconselha que os storytellers escrevam sobre aquilo que os emociona e ordena que eles vivam antes de escrever.

O autor, que tem seu sucesso atribuído as suas narrativas magneticamente cativantes e imprevisíveis, ressalta ainda que a revisão pragmática e a prática constante são fatores decisivos na carreira de um escritor.

Quer mais dicas de George R.R. Martin? Veja 20 delas no link abaixo (em inglês):



COMO NÃO SE PERDER NAS REDES SOCIAIS? MONTE UM ENREDO!
Publicado inicialmente na Revista Interface, por Fernando Palacios.

Você ainda nem chegou ao trabalho e pelo celular já descobriu que tem mais de uma dezena de e-mails à sua espera. Entretanto, a péssima ideia de dar uma olhada no Face antes de começar as atividades do dia o faz perder boa parte da manhã e os e-mails que estavam em cativeiro agora se multiplicaram como gremlins em dia de chuva. Tem gente que chama isso de Information Overload. No Brasil, o apelido chega a ser engraçado: Obesidade Informativa. Independente do nome, o fato é que o problema é global.

Quarenta anos atrás o economista ganhador do Nóbel previu o que estamos vivendo agora. Ele disse que “o que a informação consome é um tanto óbvio: a atenção do seu receptor. Assim, riqueza de informação provocará pobreza de atenção.”

Só que ele não contava com os Storytellers, ou seja, os contadores de história. Esses que aparecem na sociedade como escritores, roteiristas, poetas, quadrinistas, cineastas, romancistas, dramaturgos e novelistas, enfim, pessoas que vivem a vida de contar boas histórias. Eles são um tipo de pessoa capaz de fazer com que você desligue seu celular numa sala escura ou largue tudo e segure seu livro com as duas mãos por horas e mais horas, às vezes roubando até mesmo as preciosas horas de sono.

Os mais atentos ao texto já devem ter se perguntado: “Se o problema é excesso de informação, como que produzir ainda mais informação – em forma de narrativa de histórias – pode ser a solução?”. Parece contraditório, mas não é. Primeiro porque toda história é capaz de aglutinar e organizar toneladas de informações de forma coesa e fácil de ser compreendida. Tudo o que seria dito em 10 comunicações com finalidades diferentes – desde o comunicado do RH pros colaboradores até o anúncio publicitário – pode ser orquestrado numa única história. Segundo porque toda narrativa é uma coletânea de melhores momentos. É uma exploração em profundidade daquilo que importa para a história e nada mais. Então se o narrador diz que o personagem se ajoelhou, pode ter certeza que alguma coisa vai decorrer desse ato… ou ele vai escapar de um tiro, ou é porque achou a Moeda #1 do Tio Patinhas.

No caso da presença das marcas nas redes sociais, por exemplo, digo que sim, não só é possível combater o excesso de informação com histórias, como ainda é possível melhorar o conteúdo publicado com técnicas narrativas.

O fundamento principal do Storytelling é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar se a narrativa despertar emoções. Para isso, o personagem precisa sentir essa emoção para contagiar os leitores. Só que para o personagem sentir essa emoção, o autor precisa sentir primeiro.

Se você estiver rindo enquanto estiver escrevendo, os leitores vão rir. Se estiver chorando, vão chorar. Se você estiver bocejando, aí vai estar falando sozinho, porque no primeiro bocejo eles vão virar de página… da sua para a de outra marca.

A seguir vou contar 5 dicas de como melhorar a sua narrativa nas redes sociais:

1. Tenha sempre um personagem. O personagem é alguém para carregar a ação. Ele pode funcionar como narrador ou protagonista. Ele pode até mesmo atuar como os dois ao mesmo tempo. O importante é que ele tenha a consistência de alguém com vida própria.

2. Pense o post como um episódio. Por mais curta que seja a postagem, organizer de forma ressonante é fundamental. A estrutura de “começo, meio e fim”, funciona a partir de três frases. De preferência, faça com que “o fim” contenha a moral da história. E que a moral não seja uma pregação, mas um aprendizado pessoal do personagem.

3. Comece o post no meio da ação. Pule as explicações.

4. Citações como frases de um diálogo Releia o começo do artigo e repare como eu estabeleço uma conversa imaginária. Para fazer isso, é simples: ao invés de “fazer um texto para a massa amorfa da internet”, tenha alguém em mente na hora de escrever. Ao se conectar com uma pessoa, você acaba se conectando com milhares.

5. Escolha um sentimento que quer provocar, e cutuque! O fundamento principal que garante o sucesso do Storytelling na Humanidade é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar como narrativa se despertar emoções.



Já se tornou natural a gente falar de como os games estão se aproximando dos filmes holywoodianos, cada vez mais com cutscenes que poderiam ser filmes a parte. Melhores trabalhadas, não apenas nos roteiros, mas também nas animações.

Mas a gente também sabe de como vários games já superaram (e muito) o faturamento do cinema e então podemos pensar em um movimento inverso, sim, o cinema se aproximando dos games para tentar aumentar o seu faturamento.  Vamos tentar trazer a luz alguns elementos que podem apresentar ideias de como isso aconteceria. 

A exploração do mundo das histórias 


A primeira característica marcante dos games é a construção do mundo das histórias e sua exploração. Por mais que o jogador não passe por todas as fases ou se engaje pouco com um lugar, ele existe com toda sua complexidade.  Quando um desses mundos de histórias nos games conhecidos como "Game World", através do jogo, consegue atrair a audiência, pessoas podem passar vidas inteiras descobrindo coisas novas lá dentro. 

É assim no caso da série Transformers, que esconde uma imensidão de informações sobre os autobots e seu antigo planeta. Aliás a ficção científica por si, já carrega consigo todo um background capaz de construir esse Storyworld para quem a acompanha - seja na TV, Cinema ou Etc.  O novo filme do ator Tom Cruise, nos leva pra uma reflexão mais intensa. 
Em um futuro próximo uma raça de alienígenas invadiu a Terra, o Major Willian Cage (Tom Cruise) fica preso no tempo, condenado a voltar sempre ao dia anterior a uma guerra. Entretanto, com as repetições, suas habilidades de guerreiro melhoram, e ele tem uma possibilidade de mudar o curso do dia. - Edge of Tomorrow, lançamento em Junho de 2014


Além das informações implícitas no texto, o cinema e o game são obras visuais. Alguns gêneros de jogos como o First Person Shooter tem na exploração visual uma das chaves do seu sucesso.  Lucien Soulban Lead Writer, Ubisoft Montreal chega a dizer que "o objetivo básico e primordial da narrativa em um jogo FPS é a exploração do gamespace."

A tecnologia visual impacta este tipo de jogo podendo ser decisivo no sucesso da história. Os gráficos e efeitos visuais acabam se tornando também a própria mensagem do jogo, cada elemento planejado minuciosamente em um intenso esforço de tecnologia pra conceder notoriedade.  Quando voltamos ao filme Edge of Tomorrow, está tudo ali. O esforço tecnológico criando elementos visuais que serão explorados através da narrativa, por qualquer um que for assistir o filme.  



Eu escolhi o gênero FPS de jogo para fazer esse paralelo, pois não há como olhar a sinopse desse filme e não pensar em uma sinopse de um jogo como Dead Space por exemplo:  O jogador toma o papel de um engenheiro chamado Isaac Clarke, que luta contra uma infestação alienígena. - Apesar desse ser um jogo de Tiro em Terceira pessoa, são temas recorrentes, o combate entre exércitos, armaduras futurísticas e coisas do tipo. 

O que ambos podem ganhar com isso, tanto o game quanto Holywood é um poder maior de faturamento, baseado na transmídia. Eu acredito e defendo bastante que num futuro bem próximo, quase a um passo, veremos produções que surgiram naturalmente para os dois meios, sem necessidade de adaptações. 





Qual é o prazer que todo publicitário conserva em assistir Mad Men? Por que químicos (Ou traficantes? Ou professores?) podem se interessar mais pela história de Breaking Bad? A verdade é que, se as histórias nos comovem, de modo geral, por contarem a nós um pouco mais sobre nós mesmos, exemplos como esses se encaixam nisso de forma literal.
O que dizer, então, do fanatismo de Barack Obama por House of Cards? Sim, a série de Francis e Claire Underwood, que retrata os dramas e jogadas políticas da capital americana Washington, dentre várias, está entre as preferidas do presidente dos Estados Unidos da América. E ele não pretende esconder isso de ninguém.



Para quem acompanha a série, até que ponto isso pode comprometer o presidente americano? Ele não parece estar preocupado com isso e, pelo contrário, já revelou a sua admiração pelo personagem de Kevin Spacey.

“Esse cara está conseguindo fazer muita coisa. Eu gostaria que as coisas fossem implacavelmente eficientes desse jeito”, afirmou Obama sobre seu companheiro de profissão Frank.


Indo ainda mais longe nessa relação Obama e House of Cards, em uma recente reunião, em dezembro, na Casa Branca, o CEO do Netflix, Reed Hastings teria convidado Obama para uma participação especial na próxima temporada da série. Quantos favores Frank Underwood conseguiria negociar com Barack Obama?

Nesse passeio entre realidade e ficção, Casa Branca e Netflix, histórias nos fazem rever dogmas, repensar conceitos, e quando menos notamos, o homem mais poderoso do mundo também está entre nós, e é fã declarado de um personagem que, no fundo, é um político assassino e inescrupuloso.


Para concluir, não precisamos nem ir muito longe, cruzar as Américas, para ter exemplos como esse. As melhores histórias mesmo são aquelas que derrubam fronteiras e diferentes culturas, e se encaixam em todas as sociedades. Você já viu a Revista Istoé da semana passada?





Storytelling: Conceitos, práticas e cases
Ferramenta utiliza técnicas narrativas e pode ser usada pelas empresas na busca por uma maior aproximação com seus públicos.

O termo Storytelling, traduzido como “narrar histórias”, não representa algo novo, já que o hábito de relatar fatos reais ou fictícios sempre existiu. O termo e sua aplicação, no entanto, destacam a importância da narrativa como forma de levar conhecimento e diversão às pessoas. Além disso, evidencia o quanto a técnica pode ser estratégica para que as empresas criem vínculos emocionais com os consumidores. O hábito de contar histórias faz parte da vida dos homens desde que começaram a se comunicar.

No início, as informações transmitidas eram focadas em passar ensinamentos e crenças aos mais jovens, mas ao longo dos séculos algumas narrativas ultrapassaram barreiras geográficas e culturais, persistindo até hoje. Caso, por exemplo, das que falam sobre os deuses da mitologia grega. As histórias criadas tornaram-se mais complexas conforme acompanharam o desenvolvimento humano e inúmeras técnicas foram sendo elaboradas para que os enredos fossem mais cativantes. A literatura e o cinema – bem como o teatro e até os videogames - se apropriaram delas e se transformaram em importantes fontes de informação e entretenimento das sociedades.  Sendo assim, podemos dizer que o storytelling não é algo novo, mas que o termo e sua aplicação trouxeram a consciência da importância de boas histórias como forma de transmitir sentimentos, expectativa e emoção para levar conhecimento e diversão às pessoas.

A palavra em inglês pode ser traduzida como a expressão “narrar histórias” e consiste em um método que utiliza palavras ou recursos para narrar acontecimentos ou fatos que sejam reais ou ficcionais. Seu uso pode servir para a aprendizagem, já que tem a capacidade de levar conteúdos de forma acessível e agradável a um grande público por meio de significados compartilhados que facilitem a disseminação.

Também é um recurso que pode dar sentido a um determinado contexto para que ele possa ser melhor assimilado, caso de técnicas de psicoterapia, ou para transmitir boas emoções em momentos de tensão. Em 1997/1998, por exemplo, o storytelling foi utilizado pelos pesquisadores Dennis Bromley, Marina Bers, Edith Ackermann, Justine Cassel e Beth Donegan para ajudar jovens pacientes cardíacos do Hospital Infantil de Boston a suportar os medos e problemas decorrentes da doença, da internação e dos procedimentos médicos. Eles utilizaram o kit em base web chamado SAGE para que fosse possível a criação de histórias que cativassem as crianças. Tal método serve ainda para passar elementos culturais, como regras e valores éticos, a um público por meio de um discurso que faça o receptor repensar suas crenças ao mesmo tempo que aproxima os interlocutores. Isso só é possível porque o que está sendo passado não são dados ou argumentos técnicos, que estimulam análises críticas, e sim a emoção, que permite uma visão menos cética e um posicionamento mais aberto ao que está sendo apresentado.

Por todos esses aspectos, Fernando Palacios, Professor dos cursos de Inovação em Storytelling da ESPM, afirma que “o storytelling é uma ferramenta primitiva, porém muito sofisticada de transmitir uma mensagem”. Ou seja, acaba sendo atemporal.


Storytelling no contexto das marcas
Por trazer conceitos muito conhecidos, o storytelling sempre fez parte da comunicação comercial e tem sido especialmente utilizado pela publicidade na construção da identidade das marcas e de uma conexão com o público. Um caso famoso é o do clássico comercial “O Primeiro Sutiã a Gente Nunca Esquece”, que Washington Olivetto fez para a marca Valisère em 1987. O sutiã foi apresentado como personagem principal e representou a chegada da maturidade da menina. O recurso, no entanto, nem sempre foi bem aplicado pelas organizações e são poucos os exemplos memoráveis.

Nos últimos anos, o método tem ganhado uma relevância nunca antes vista devido à maior importância dada ao vínculo emocional entre empresas e pessoas. Isso tem obrigado os profissionais de Marketing e Comunicação a entenderem melhor do que se trata e a buscarem formas mais eficazes de envolver o consumidor. Antes, havia um número limitado de estações de rádio, emissoras de televisão e jornais, mas hoje, além de as opções serem mais amplas, a Internet e outras tecnologias trouxeram novas formas de interação entre as organizações e o público.

Com isso, conquistar a atenção dos consumidores está cada vez mais difícil e as marcas precisam oferecer um conteúdo com o qual eles se identifiquem e simpatizem. Além disso, as pessoas conseguem saber tudo sobre os produtos e seus fabricantes com simples buscas online e, dessa forma, alteraram o equilíbrio do poder. As marcas são avaliadas não só pelos seus produtos, como pelo seu envolvimento com questões socioambientais, inovação e pelo grau de afinidade que são capazes de criar junto aos stakeholders.

Hoje a noção de que as marcas pertencem aos consumidores e não às corporações é mais forte. As pessoas naturalmente estabelecem vínculos emocionais com as empresas e exigem que haja uma relação de troca explícita. Por isso, estabelecer conexões emocionais duradouras é fundamental para que a fidelização seja possível. O storytelling aparece nesse contexto como um elemento capaz de ajudar a disseminar uma ideia, construir uma imagem para a marca e até alavancar vendas. E, ainda que a venda não seja uma consequência direta, boas histórias são capazes de dar um espaço maior às marcas em meio as abundantes informações disponíveis.

As narrativas são capazes de entreter e emocionar, promovendo interação e troca de mensagens e experiências entre os consumidores e as marcas. Segundo Seth Godin no livro “Todo Marqueteiro é Mentiroso!”, as pessoas não compram produtos, mas histórias que as cativam por corresponderem à visão que têm do mundo. As mercadorias trazem uma promessa sutil que não impede um raciocínio lógico, mas que apela para os sentidos fazendo com que o indivíduo acredite e até embeleze uma história, mesmo que seja uma fantasia, para que ela lhe proporcione algum tipo de satisfação. Ou seja, as pessoas naturalmente querem acreditar nas narrativas.

É devido a isso que grandes companhias como Coca-Cola, Nextel, Ford e Natura já investem no storytelling como forma de estarem no coração e mente das pessoas. A questão da lembrança é especialmente importante porque muitos psicólogos e neurocientistas afirmam, com base em pesquisas, que as narrativas ajudam informações passadas a serem melhor processadas pelo receptor. O psicólogo e professor de Harvard e Oxford Jerome Bruner constatou, por exemplo, que um fato tem 20 vezes mais chance de ser lembrado se estiver ancorado em uma história.


Storytelling transmídia
Além de uma história interessante e convergente, é necessário saber em qual plataforma ela estará presente. Muitas vezes, a melhor opção é escolher mais de uma para que o alcance seja maior, já que o perfil do público que consome um meio não necessariamente é igual ao que utiliza outro.

O storytelling transmídia consiste em transcender diversas mídias para contar uma mesma história, tendo cada uma sua participação no todo.  Em um cenário em que os consumidores se cercam de diferentes fontes de informação, às vezes até as utilizando simultaneamente, é importante que o conteúdo - formato e linguagem - seja adaptado e respeite às particularidades de cada mídia.

Via televisão, web ou dispositivo móvel, o storytelling transmídia serve para que o público não apenas compreenda o conteúdo, mas vivencie uma imersão na narrativa e se engaje independente do canal pelo qual se conecta. Uma inserção comercial de 30 segundos na televisão pode ter uma continuação na Internet e promover uma ligação entre YouTube, site e outros canais. O filme “Poderosas do Brasil”, da C&A, mostrava meninas que estavam começando a modelar através de dois ângulos diferentes. Na televisão, apresentava o glamour da passarela e o backstage, já na web, focava em explorar a história individual de cada uma. Ou seja, cada parte se complementava para mostrar uma única narrativa.

A mensagem deve ser a mesma em todos os canais para manter a conectividade e a coerência. Por isso, a marca precisa ter muita consciência sobre sua proposta para não provocar nenhuma contradição ou ruído na forma como se comunica. Caso consiga demonstrar algo relevante e agregar as plataformas em uma mesma ação, ela terá muito mais chances de que o conteúdo mantenha-se em evidência e que as pessoas interajam com ele, seja comentando ou compartilhando.

Para os profissionais envolvidos, monitorar e gerenciar a proporção que a ação tomou é outra questão a qual devem ficar atentos. Por mais que em um primeiro momento pensar em storytelling, especialmente transmídia, pareça algo exclusivo para as grandes companhias, essa é uma ferramenta que pode ser bem aproveitada também pela pequenas. As mídias sociais permitem que empresas de todos os tamanhos contem histórias sem gastar as gigantescas verbas  exigidas pelos veículos tradicionais, como televisão.

Entre as possibilidades está a de produzir um vídeo de baixo custo – porém bem feito – que se alastre pela força de seu enredo e não pelo quanto foi gasto para isso. A grande vantagem desses canais também é a maior proximidade com o público-alvo.

O Facebook e o Twitter, por exemplo, podem ser usados também para buscar uma interação com os consumidores e estimulá-los a compartilhar suas histórias. A criatividade e o uso das técnicas necessárias é o que basta para realizar um storytelling bem elaborado. Ideias simples podem se tornar grandes cases.

O Google, por exemplo, criou um dos comerciais de maior sucesso do Super Bowl – final da liga nacional de futebol Americano e principal evento esportivo dos Estados Unidos – de 2010 com o filme “Parisian Love”. O comercial mostrava a história de um amor que começava em uma viagem de estudos a Paris e se desenrolava mesmo com a distância, tudo mostrando uma narrativa que se desenvolvia apenas com as buscas feitas pelo Google. Apesar de ter sido uma das produções mais baratas e com menos ação e efeitos especiais do evento, foi uma das mais lembradas pelos telespectadores. É claro que o Google pôde mostrar sua criação no intervalo comercial mais disputado nos Estados Unidos, mas a simplicidade da ideia demonstra que as pequenas empresas não precisam de grandes investimentos para se conectar mais profundamente com o seu público. Elas têm, inclusive, a vantagem de ter consumidores mais íntimos, que melhor conhecem a trajetória da marca e que a empresa também mantém uma relação mais próxima.

Nesse caso, basta analisar como a história poderá ser contada da forma mais direta possível e investir nesse relacionamento, que é ainda mais fácil de ser conquistado do que no caso de grandes corporações.

Post publicado inicialmente pelo Mundo do Marketing / Estudos