Storytelling: o case IT Forum

Essa entrevista foi publicada originalmente pela Revista EBS

Depois de quase 20 anos, um dos maiores congressos de tecnologia da América Latina, reformulou a sua grade e incluiu o Storytelling para motivar os participantes


Storytelling nada mais é que a arte de contar histórias, método que consegue promover um negócio gerando identificação. Através de inúmeros recursos, principalmente, o audiovisual, podemos persuadir os consumidores de uma maneira tão efetiva como nas propagandas diretas. Inegavelmente é um conceito bem antigo, já que o ser humano na Pré-História utilizava os desenhos nas cavernas para transmitir conhecimento. Hoje, a técnica já domina o universo das empresas de Marketing e Publicidade e segue agregando valores às marcas. Até por isso extrapolou o ambiente da comunicação, chegou ao setor de eventos e gerou ótimos resultados. Um dos exemplos mais recentes do êxito nessa junção de Storytelling/Eventos é o IT Forum que, recentemente, mudou toda sua programação e se tornou muito mais interativo. O IT Forum é um congresso organizado pela IT Mídia, empresa que há 20 anos conecta os líderes de tecnologia do país. O evento que é realizado durante cinco dias em um resort na Bahia reúne 180 CIOs (chief information officer) das maiores empresas brasileiras, e mais de 70 executivos de empresas fornecedoras de soluções de tecnologia dentre as 100 maiores empresas desse setor no Brasil. Os conteúdos e palestras presentes no evento tem como função gerar reflexões, instruir os CIOs e apresentar soluções para o dia a dia. O IT Forum é hoje o maior e mais importante evento de Tecnologia da Informação da América Latina, tem como objetivo principal a interação entre os participantes.
O problema é que com o crescimento do evento ao longo dos anos, a IT Midia foi perdendo a proximidade que tinha com seus clientes. Além disso, os concorrentes estavam investindo no intimismo. Foi quando em 2015, o sociólogo e escritor, Domenico de Masi, que foi Keynote Speaker da edição, fez uma reflexão: “Os eventos devem ser mais estéticos e cada item decorativo, cada cenário, precisa fazer sentido para as pessoas ali presentes”.

A inspiração no Tomorrowland

A missão era reformular o IT Forum, torná-lo mais moderno e gerar ainda mais interação. Os organizadores fizeram inúmeras reuniões para decidir os novos rumos, mas o insight de incluir o Storytelling surgiu depois que o CEO da IT Mídia, Adelson Sousa, participou do Tomorrowland, maior festival de música eletrônica do mundo, que cria um universo de fantasia para envolver o público. “O Tomorrowland é, sem dúvidas, um dos cases mais incríveis de Storytelling que conhecemos. O Adelson esteve presente e ali teve certeza que tinha achado um novo jeito de fazer eventos”, afirmam os organizadores do IT Forum.
A empolgação com o Tomorrowland não foi à toa, o festival nasceu de uma ideia entre dois sócios, que tinham um propósito de melhorar o mundo. Eles criaram um o evento onde as pessoas pudessem experimentar algo fora de seus cotidianos, onde elas pudessem ser espontâneas, serem elas mesmas. Pessoas diferentes, de lugares diferentes, mas unidas pela música, por uma história, pelo mesmo propósito.

IT Forum e o storytelling – um case de sucesso

Definido como seria o It Forum em 2016, faltava achar um profissional com expertise para ajudar a executar o projeto audacioso. Até que em um evento da IT Mídia, na Escola superior de Propaganda e Marketing (ESPM), houve uma palestra com um professor que falava sobre Transmedia e Storytelling. O profissional era o pioneiro em Storytelling e Branded Content no país e sócio-fundador do Storytellers, Fernando Palacios.
Logo depois de assumir o projeto Palacios participou de inúmeras reuniões com o CEO da IT Mídia para elaborar todo o conceito do IT Forum até a entrega da primeira edição do evento em sua nova configuração, em abril de 2016. A entrada do Storytelling no IT Forum fez com que os participantes imergissem em uma outra realidade. Ao chegar no local a pessoa recebia um livro que contava a história de um deus do tempo que havia sido aprisionado.
Uma ordem secreta controlava o tempo e havia uma disputa entre três grupos para saber qual a melhor maneira de usar o tempo. O primeiro era favorável para que houvesse uma desaceleração maior, pois segundo eles evoluímos muito rápido e a consequência foi a desordem e a poluição. Já o segundo, concordava que o tempo estava exatamente onde ele deveria estar, não era para ficarmos contemplando o passado e nem sonhando com futuro. O último grupo acreditava que o tempo estava passando muito devagar, pois ainda não tínhamos tecnologias como os carros voadores, logo os ponteiros do relógio deveriam correr.
Os profissionais de TI eram convidados a participar de um dos três times apresentados e o jogo começava. Durante todo o evento houveram várias ações como teatro no final de cada dia, os participantes também recebiam vídeos nos celulares. Era uma espécie de vídeo game com vários caminhos possíveis. No encerramento, que contou com a presença dos familiares dos jogadores, o tempo foi libertado pelo time vencedor.


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Por que contar histórias é tão importante para a saúde?

Essa entrevista foi publicada originalmente pelo YouCare



Storytelling é uma estrutura usada por roteiristas de Hollywood para que seus filmes sejam apreciados por diferentes audiências em todos os cantos do mundo. O conceito já vem sendo usado por outros segmentos há algum tempo, mas na saúde é ainda muito novo.
Desde 2016, o Inrad promove Workshops de Storytellig na saúde, ministrados pelo Storyteller Fernando Palacios.
Convidamos ele para nos explicar melhor sobre este conceito e porque contar histórias é importante também para a saúde.

YC: O que é Storytelling e como surgiu este conceito?
Palacios: Storytelling é o ato de se contar uma história. Mas esse resumo é como dizer que para fazer música basta soprar uma gaita. Se formos definir mais a fundo, storytelling é a habilidade de saber como (escolher ou criar e) contar da melhor forma uma história. Mas ainda assim falta um elemento importante. Uma pessoa pode contar uma história em seu diário e deixá-la escondida para sempre. Storytelling remete ao tempo das homens das cavernas que sentavam ao redor de fogueiras ancestrais e contavam histórias uns para os outros. Uma narrativa implica na existência de uma audiência. Nesse sentido, ninguém conta uma história por acaso. Os ancestrais ensinavam técnicas de caça e sobrevivência com suas histórias. Nós buscamos influenciar consumo e comportamentos. Storytelling, então, é saber escolher ou criar uma história que consiga transmitir uma mensagem para uma audiência e para isso é preciso saber narrar de forma que capture a atenção.

YC: O Storytelling é fácil de ser aplicado na prática?
Palacios: Contamos histórias todos os dias, mas não nos damos conta do processo. O difícil é saber contar histórias direcionadas a um objetivo.

YC: Quais setores que mais utilizam? Por quê?
Palacios: O entretenimento é quem mais se utiliza do Storytelling, já que é impossível pensar num filme, seriado ou game sem uma boa história.

YC: Como ele pode auxiliar as empresas de saúde?
Palacios: De várias formas, desde pequenas empresas como dentistas, como grandes empresas como hospitais e farmacêuticas.
Por exemplo, um dentista pode contar histórias para estimular uma criança a escovar melhor os dentes.
Um médico pode contar histórias para explicar que o Dr. Google nem sempre tem razão e com isso engajar seu paciente a seguir à risca um tratamento.
Um hospital pode contar histórias que mostrem seus diferenciais diante dos demais.
A equipe de enfermagem pode contar histórias que conscientizem todos a realizar tarefas que parecem simples, mas que muitas vezes são ignoradas e com isso causam problemas, como o hábito de lavar as mãos a cada vinte minutos.
Uma farmacêutica pode contar histórias sobre seus medicamentos e assim explicar a eficácia.
Para executivos da área de saúde, inclusive das áreas de consultoria e pesquisa, Storytelling também ajuda a preparar melhor seus projetos e apresentar com mais impacto suas descobertas, ideias e cases de sucesso.
E para os médicos que são professores, Storytelling pode ajudar muito na sala de aula.

YC: O que os participantes aprenderão com o Workshop de Storyteling na Saúde?
Palacios: Desde o conceito geral, passando pela importância de se adquirir essa habilidade, até métodos para contar histórias de forma rápida e eficiente.

YC: Esta é a segunda edição do curso, na sua opinião, o conceito está sendo utilizado no setor de saúde? Poderia nos dar um exemplo/case?
Palacios: Ainda é muito recente o uso na saúde, mas já estamos vendo algumas iniciativas, em especial na pediatria em que o universo lúdico é mais próximo.

Sobre Fernando Palacios
Quando vê tudo que se diz e se produz de Storytelling no Brasil, Fernando lembra do passado – quando o tudo ainda era nada. Lembra-se do seu estudo, o primeiro acadêmico sobre o Storytelling na América Latina. “Primeiro”, aliás, é um adjetivo que lhe cai muito bem. O primeiro escritório de Storytelling do país, o primeiro portal de conteúdos de marca, o primeiro curso sobre o tema em território brasileiro, na ESPM, ainda em 2010. Fernando já ministrou cursos em dezenas de países e que, junto ao seu projeto W’nderer Writer, o consagram como um explorador congênito que é.
https://www.storytellers.com.br




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Há diversas definições sobre a técnica, o que, inclusive, é um problema que acaba confundindo o mercado brasileiro.
Essa matéria foi publicada originalmente no Administradores.
Sempre que se tenta restringir algo abstrato a um conjunto de palavras, acaba-se entrando na situação de uma noite fria com um cobertor curto: ou o pé vai ficar descoberto, ou os ombros, ou o conceito vai ter que ser encolhido para caber.
Há diversas definições sobre storytelling, o que, inclusive, é um problema que acaba confundindo o mercado brasileiro. Storytelling é um termo em inglês que traz duas informações fundamentais: Story – que é a construção mental feita de memórias e imaginações que cada pessoa tem sobre uma determinada história – e o Telling – que é uma versão da história expressa por um narrador. Uma só Story pode gerar um grande número de Tellings. O Conde Drácula foi um só, mas muitos autores deram versões diferentes.
Por isso, para algumas pessoas, storytelling pode ser apenas contar uma historinha qualquer. Mas é possível ir muito além. Vale lembrar que a prática de contar histórias é pré-histórica, o que significa que antes mesmo de poderem ser registradas, as histórias já eram transmitidas oralmente. Inventamos o storytelling para não termos que reinventar a roda a cada geração.
Com o passar do tempo, essa prática de contar histórias foi se tornando cada vez mais complexa e até por isso tão difícil definir. Um humorista que conta uma piada está contando uma história tanto quanto um romancista que escreve uma saga com sete livros. Além disso, algumas pessoas vão levar em conta o aspecto emocional que uma narrativa pode promover, afinal, quem nunca foi ao cinema e saiu com um nó na garganta?
Outros autores vão considerar mais o poder de argumentar sem ter que racionalizar, já que você só conta uma história e deixa que a audiência decida por conta própria o que fazer com essa informação que foi transmitida.
Quem assiste aos seriados modernos como Dexter, Dr. House, Homeland, Game of Thrones, House of Cards, Breaking Bad e tantos outros, sabe que é difícil decidir se o protagonista é “bonzinho ou malvado”, se ele está certo ou errado. Essas decisões os roteiristas e diretores deixam para a audiência responder.
Storytelling como disciplina empregada pelas organizações e seus prestadores de serviço é algo mais recente, surgiu inicialmente nos relatórios de tendência internacionais como Iconoculture, WGSN e Trendwatching em meados de 2005. Até por isso complica ainda mais sua classificação.
Muitos autores consideram o storytelling como uma ferramenta para marcas e negócios. Há os que focam no storytelling como o registro de relatos de histórias de um determinado público. Existem estudiosos especializados em narrativas como forma de aperfeiçoar a comunicação. Finalmente, muita empresa vai dizer que “fez um storytelling” porque isso ajuda na hora de divulgar. Soa como algo “in”. Esse processo começa nas agências, que conseguem aprovar o projeto com o cliente com mais facilidade ao dizer que “isso aqui não é um projeto qualquer, é um projeto de storytelling”.
Esse é o problema de aplicar storytelling como um instrumento ou ferramenta: a empresa irá compreender apenas uma parte de um composto de técnicas. Storytelling vai muito além da utilização do léxico, do uso de um personagem, de expressão através a linguagem de quadrinhos ou de transmitir uma mensagem com começo, meio e fim ou mesmo de fazer um videozinho emotivo. Pensar storytelling como uma ferramenta pontual é como comprar um aparelho celular, mas não contratar uma operadora.

Até por isso prefiro a definição de que storytelling não é apenas contar histórias. O Storytelling - escrito assim, com S capitular - é uma metodologia que implica saber contar uma história fabulosa, de forma fantástica, com um propósito messiânico. O que quero dizer com isso é que não basta contar de qualquer jeito uma história aleatória que não leve a nada.

Para ser prático, aplico sempre dois critérios, um para a audiência e outro para o executivo. Para a audiência pergunto: se você tivesse pago para ler/ouvir/ver essa história, você recomendaria aos amigos ou pediria o dinheiro de volta? Para o executivo pergunto: essa história traduz o diferencial do seu produto e o valor da sua marca? Se o executivo não responder sim duas vezes e a audiência não recomendar, não considero que seja Storytelling com S capitular.

Com esse critério, podemos dizer que o Storytelling ainda engatinha. São poucos os cases que realmente conseguem passar por esse filtro.

Fernando Palacios - um dos pioneiros de advertelling e branded content no Brasil. É fundador da Storytellers, o primeiro escritório especializado do Pais. Implementou o primeiro curso universitário de Transmídia Storytelling na ESPM-SP. Desde então ministra palestras e cursos no Brasil e internacionalmente, somando, até o momento, mais de 60 apresentações.



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Por que a sua história interessa?

Essa entrevista foi publicada originalmente pelo Nathy Faria

Todo fã quer conhecer melhor a trajetória de seu artista favorito: saber como tudo começou, quais caminhos levaram até o presente, quais histórias estão por trás das músicas. O storytelling é uma estratégia já muito conhecida na publicidade em geral e, quando bem aplicada na música, torna-se uma ferramenta ímpar de comunicação do artista com seu público.

Seja por entrevistas, letras de músicas, videoclipes ou até mesmo melodias, o artista tem em suas mãos o poder de escolher como irá escolher suas mensagens e influenciar seu público. Saber contar bem uma história é uma arte que permite que o público se identifique não só com a música, mas com tudo que o artista significa: suas crenças, seu estilo de vida, sua forma de se comunicar e sua identidade.
Segundo o especialista em Storytelling, Fernando Palacios, a técnica vai muito além de simplesmente contar uma história. "O músico tem duas formas principais de usar o storytelling: tanto quando fala de sua trajetória, quanto por meio das histórias que suas canções cantam. Em ambos os casos, ele deve ter um objetivo ao consturir uma narrativa, e isso significa entender o que ele gostaria de expressar para o público e escolher quais recortes vão compor a história contada", esclarece.
Expressar uma visão de mundo
Conexão com o público
Ele ressalta que alguns artistas iniciam sua trajetória contando um tipo de história, mas depois acabam tendo outros objetivos de comunicação e mudam. "O John Lennon, por exemplo, entra na música com um propósito de conquistar mulheres - e é sobre isso que ele fala no início da carreira. Mas de repente ele entende uma coisa muito mais profunda e muito maior de que a música é uma ferramenta muito mais poderosa para levar mensagens às pessoas. E ao mudar a visão de mundo, ele também muda sua forma de se expressar, e começa a contar histórias que sirvam a esse novo objetivo", exemplifica Palacios.
Ele conta que também é possível comunicar essas mensagens pelas próprias letras. "Toda música propõe contar uma história e isso vem de muito tempo. Antigamente, a melhor forma de levar uma história de um lugar para outro era cantando, porque as rimas ajudavam a memorizar os fatos. E todo músico deveria ter como foco essa ferramenta, para conseguir cantar melhor aquilo que ele deseja passar pro público. Alguns artistas como Bob Dylan, compreendem isso muito bem: ele havia pensado em ser poeta, um autor de literatura, mas descobre que a música é uma outra forma de se expressar e cantar as suas histórias", relembra o professor.
E é quando o público compreende, se relaciona e se identifica com essas histórias cantadas ou contadas, que o artista torna-se referência para além de suas próprias canções. Assim, por meio desse tipo de discurso empático, torna-se possível criar a demanda de todos produtos relacionados ao artista: de shows a camisetas; dos discos a posteres.
Dessa forma, contar a sua história é na verdade dar visibilidade para a identidade da sua carreira, comunicar-se para além das melodias e harmonias e criar espaço para a interação com o público. E por todas essas razões, esteja certo, sua história importa - e muito. Você já sabe qual é a melhor forma de contá-la?


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Fernando Palacios fala sobre a construção de histórias e criação de personagens que aproximam o cliente das marcas e facilitam fidelização. 

Essa entrevista foi publicada originalmente pelo Consumidor Moderno

A melhor forma de fidelizar um consumidor é fazer com que ele viva uma história e se identifique com ela. Para Fernando Palacios, especialista em Storytelling, a construção de histórias e a criação de personagens aproximam o cliente das marcas e facilitam fidelização.
De acordo com ele, a base do storytelling é o personagem. “Ao invés de falar sobre um produto, que pode ser uma coisa muito cansativa, com uma comunicação muito cinzenta, muito monótona, é mais fácil visualizar um produto dentro da história de alguém do que ele sozinho, sem contexto”, afirma.

Caso

O pesquisador cita o exemplo da venda de celular. “Posso passar horas falando de um aparelho celular, quantos gigabytes de memória ele tem, sua conectividade ou posso contar a história de um fotógrafo que viajou para se encontrar em um momento da vida, entrou em um ônibus sem destino e esqueceu de levar a câmera fotográfica, levando somente a carteira, os documentos e o celular. Assim, fica muito fácil de mostrar como o celular é bom para fotografar”, comenta.

Problema

Para incentivar o consumidor é preciso trazer histórias de pessoas como ele. Palacios alerta para a importância de se deixar claro quando essas narrativas forem fictícias.
“Dos 100 filmes mais assistidos na história, 99 são ficção. Mas a questão da ficção é a convenção, tem que ficar claro desde o início que ela é uma história inventada. Quando uma história fictícia se passa por verdadeira, ela pode confundir as pessoas e deixarem elas chateadas ou até bem irritadas. É preciso ter muito bom senso e muita cautela na hora de montar a história da sua marca”, conta.

Interesses do consumidor

O consumidor dos dias de hoje, segundo o especialista, está saturado de opções e informações. Por isso, ele procura marcas que apresentem “um algo a mais”. “O consumidor quer personalidade, cor, posicionamento, ele querer entender no que a marca acredita e se ela está alinhada aos seus desejos, anseios, crenças e valores.
Experiências também são outro atrativo buscado pelo consumidor da era digital. Ao tomar um café, por exemplo, ele busca mais do que somente o produto, diz Palacios. “Ele não quer só um café, ele quer uma cafeteria que tenha um clima, um ambiente temático. Uma cafeteria em estilo português, com doces portugueses, uma decoração portuguesa tende a ser muito mais interessante do que uma cafeteria branca servindo café, pura e simplesmente”.

Engajamento

Palacios ainda afirma que desde grandes marcas como Natura, Boticário e Nike até empresas de pequeno porte podem apostar no storytelling como uma técnica para aumentar as vendas e impulsionar o engajamento dos clientes. “É possível conseguir resultados muito extraordinários tanto financeiros quanto em relação ao engajamento. Tanto para o consumidor quanto para a empresa, nas duas frentes, existem muitos casos com resultados impressionantes, finaliza.


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