"Eu não acredito em gnomos, eles mentem muito.

Eu não acredito em sereias, elas são promíscuas.
Eu não acredito em vampiros e muito menos em lobisomens. Eles estão muito enrustidos hoje em dia.
Eu não acredito em fantasmas, eles são metidos a misteriosos.
Eu não acredito em dragões, eles são completamente esquentados.
Eu já acreditei em sonhos, mas não acredito mais neles. Eles andam muito confusos ultimamente.
Eu não acredito em fadas, elas são muito “estrelinhas”.
Eu não acredito em feiticeiros, eles falam engraçado.
Eu não acredito em zumbis, eles são esquisitos.
Eu não acredito em ETs, eles geralmente são falsos.
Eu não acredito em animais falantes, eles não sabem o que falam.
A única coisa em que eu realmente acredito são em histórias. Por mais mentirosas, promíscuas, enrustidas, misteriosas, esquentadas, confusas, prepotentes, engraçadas, falsas, esquisitas e sem sentido que sejam, elas sempre me ensinam alguma coisa."




Para muitos de nós, as primeiras histórias que ouvimos são eles: os Contos de Fadas. Saídos da boca da vovó ou vistos em um filme da Disney, esses contos nos levavam a mundos inéditos e nos transportavam de descoberta em descoberta, nos fazendo atravessar a realidade de um mundo dominado por adultos.

É difícil pensar em alguma literatura atual que se iguale ao entusiasmo e à revelação daqueles primeiros dez anos. Quero dizer, acho que muitas pessoas agiriam de forma diferente se a Bela não tivesse se casado com a Fera, se Aurora não fosse acordada por seu príncipe encantado, ou se a Pequena Sereia não fugisse para o mundo da superfície. Os Contos de Fadas não só nos serviram como entretenimento, mas moldaram nosso comportamento.

Nesse ano, porém, tive uma surpresa. Não sei se boa ou ruim ainda, mas definitivamente uma surpresa. Pesquisando-os em suas versões originais, escritos por grandes mestres como Perrault, Andersen, os irmãos Grimm, entre outros, descobri que os Contos de Fada beiravam ao sadismo e à crueldade: a Bela tinha duas irmãs que foram transformadas em estátuas vivas depois que ela se casou com a Fera; a Bela Adormecida original é uma história de estupro (enquanto a moça dormia, um rei transa com ela e nove meses depois ela acorda dando à luz); a Pequena Sereia não fica com o príncipe no final, ela simplesmente morre após inúmeros sofrimentos. Seriam essas histórias próprias para crianças? Não, não seriam.

E foi então que eu descobri mais uma coisa: os Contos de Fadas originais não eram histórias para crianças. Em sua maioria, eram história para entreter camponeses pobres. Eram praticamente o seriado mais popular de uma época onde não existia quase nenhum tipo de mídia que não fosse o boca-a-boca.

Mas então, por que foi que nós as conhecemos de um modo tão diferente quando éramos crianças? O que aconteceu foi uma mudança no “telling” do “storytelling”. Uma coisa que as vovós e a Disney dominaram com maestria para nos contar histórias de contos um tanto quanto perversos, maldosos e de morais questionáveis para a atualidade. Os contos continuaram os mesmos. O que mudou foi a forma como foram contados.


Quando era pequeno, Contos de Fadas me ensinaram a não julgar as pessoas pela aparência, a ser justo, a ser corajoso, a correr atrás dos meus sonhos e a sonhar. Hoje, os Contos de Fadas me ensinaram uma outra coisa muito importante: que o “telling” é tão importante quanto o “story” dentro de “storytelling”.


A última semana agitou o mundo dos games com um lançamento que foi mesmo um fenômeno na indústria do entretenimento. GTA V ou Grand Theft Auto V. Todos os sites de notícias anunciaram a cifra de US$ 1 bilhão em apenas três dias de venda e esse é um momento bem oportuno pra gente discutir que tipo de narrativa um jogo como os da série GTA apresentam?
Uma coisa que devemos ressaltar aqui é a jogabilidade, porque a forma com que a narrativa acontece dentro de um game está intensamente ligada a forma com que os players interagem com o mesmo.  E algumas jogabilidades podem limitar drasticamente a ponto de (quase) eliminar algumas formas de narrativas. 
Jogos progressivos ou de jogabilidade progressiva por exemplo, são aqueles que seguem um arco narrativo bem definido com uma narrativa progressiva. Eles tem um plot e subplots que são as fases do jogo, como no caso clássico de Sonic e outros mais complexos como God Of War . É fácil identificar nele uma jornada heroica e tendem a ser jogos mais dramáticos do que os outros. Então são nesses jogos que o encontramos a forma mais pura do storytelling, tanto que alguns são chamados de storytelling games mesmo - eles merecem um post exclusivo que vocês poderão ler em breve aqui no blog. 



Frequentemente dentro desse tipo de jogo você pode encontrar também as Cutscene ou event scene que servem para dramatizar mais algumas cenas do jogo. São, muitas vezes, intervenções cinematográficas (in-game cinematic) mas também podem ser interativas, quando o player perde o controle do jogador e assiste ele interagindo com outros, desenvolvendo uma ação.  Eles são essenciais, pois infelizmente as narrativas de jogos não conseguem chegar no nível de dramatização presente no cinema, principalmente quando são adaptações, então diríamos que as cinematics buscam um meio termo.

Além da cutscene existe uma outra forma de narrativa, a incorporada ou a integrada que foi descrita por Eric Zimmerman autor do famoso livro Rules of Pla. Ele descreve como um conteúdo narrativo pré-gerado, antes da integração do jogador com o jogo.  Na verdade é um tipo de integração do cenário e jogabilidade para expressar um sentido a mais para o jogador:  Você entra em uma caverna e tem a missão de atravessa-la para resgatar a relíquia que impedirá o mundo de ser destruído... pelo caminho a própria caverna te apresentará uma narrativa. Você olha para ela e existem pinturas nas paredes, a luz é fraca e existem tochas que já foram utilizadas pelo chão, não é tão fácil decifrar as pinturas, elas estão desgastadas como se houvesse sido feitas há muito tempo atrás e as cores fortes e formas de animais te contam ou fazem ter ideias de qual era o povo que fez tudo aquilo.


Enfim chegamos na jogabilidade e narrativa emergente, como os jogos Sandbox da série Grand Theft Auto. Eles tem basicamente todas essas narrativas descritas acima e aliás a produção investiu muito dinheiro para cutscenes extremamente realistas e gráficos de cair o queixo. Mas quem já jogou algum GTA sabe que apesar de todas cenas, gráficos e personagens você pode simplesmente jogar tudo para o alto e ignorar completamente o plot principal, se aventurando em side quests aleatórias ou simplesmente andar pela cidade de carro botando o terror na vizinhança.  Assim como alguns MMORPGs você é capaz de desconsiderar a narrativa principal e criar a sua própria, baseada nas suas escolhas e ações. É isso que caracteriza a narrativa emergente, ela "surge" da interação do jogador com o jogo. Gosto da definição de Jay Clayton:
"Narrativa emergente surge a partir do conjunto de regras que regem a interação com o sistema de jogo". 

Uma narrativa emergente não pode ser controlada, cada player terá a sua experiência, mas ela pode ser inspirada com as mecânicas e as regras do jogo. Você pode sugerir ações e comportamentos que possam levar o jogador por este ou aquele caminho.  Assim como as narrativas progressivas em jogos elas requerem um post especial então podem esperar que teremos mais artigos sobre isso aqui.







PROBLEMA: Está cada vez mais difícil engajar. A atenção que se esforça para conquistar é perdida no momento seguinte. Mas quando a gente se toma como exemplo, até para dormir a gente deixa o celular ligado. A única hora que desligamos o aparelho é para ir ao cinema. Não é?

SOLUÇÃO: Pois é, por isso que Storytelling é uma palavra que entrou na moda. Já pensou se a sua mensagem puder ser ouvida assim, no escuro, sem nenhum outro tipo de distração pra concorrer? É mágico o mundo em que conteúdos de marca podem ser tão bons quanto os produtos de entretenimento.

OUTROS PROBLEMAS: quando se fala em Storytelling, existem muitas possibilidades de interpretação e de linha de atuação: seria aplicar técnicas de roteiro para melhorar uma apresentação? Seria contar histórias reais? Seria a releitura de mitos e lendas?

NOVA SOLUÇÃO: em 2007 defendi na USP o primeiro estudo acadêmico sobre o tema no Brasil e desde então trabalhei com dezenas de aplicação prática no mundo corporativo. Dessa experiência formulei uma metodologia capaz de solucionar as questões anteriores.

UMA QUESTÃO: se você já faz Storytelling, sempre é possível melhorar, tanto na estratégia do projeto, quanto na composição da história, como na apresentação da narrativa. Ainda mais praticando a partir de uma metodologia.

CONCLUSÃO: uma oficina de storytelling na publicidade, com 21 horas de prática, baseada na metodologia que vem sendo aplicada com muito sucesso pela Storytellers. Para saber mais sobre o curso, é só clicar no link: https://www.storytellers.com.br/p/sobre-nossos-cursos.html




Quem acompanha o portal sabe que ministro cursos de storytelling com foco em negócios desde 2010. Nesse tempo, já treinei mais de mil alunos na arte de contar histórias, inclusive em universidades fora do Brasil como a PUC do Peru e a Universidade da Beira Interior em Portugal. Agora é e primeira vez vou fazer um curso 100% voltado à prática. Um workshop ou oficina, se preferir o termo. A necessidade de um curso assim sempre foi expressa pelos alunos, mas estava difícil encontrar um formato funcional.

Foi então que surgiu a Oficina de Escrita Criativa. Lá os cursos sempre são para um número reduzido de alunos, com o máximo de 15 cadeiras. O método é "hands on", com todos sentados ao redor de uma grande bancada com seus papéis a canetas a postos. É um formato bastante prático, que proporciona bastante troca entre o professor e os alunos e também entre os próprios alunos.

O objetivo desse curso é humanizar uma marca, literalmente. A partir de uma metodologia desenvolvida no Brasil pela Storytellers, todas as características e aspectos da marca (do branding) vão pouco a pouco ganhando a forma de um personagem... um personagem tão interessante que pode protagonizar um filme. E não um filme qualquer, mas do tipo que as pessoas pagariam ingresso para assistir. Também poderia protagonizar um livro vendido nas melhores livrarias do país. Também poderia protagonizar um seriado. Poderia, inclusive, ser o herói de todos esses formatos juntos num grande projeto transmídia. 

Isso é fundamental para uma empresa porque as pessoas têm mais facilidade em se conectar com outras pessoas e não com coisas abstratas como marcas. Assim a comunicação de marca - desde um anúncio, até um projeto maior de branded content - consegue quebrar a barreira da sobrecarga de informação e chegar direto ao coração do target, depois de já ter sido assimilada pela mente.

O curso tem duração total de 21 horas, divididas em 7 encontros semanais. Sempre nas noites de terça, das 19h às 22h. Essa edição começa no dia 1 de outubro e termina em 11 de novembro. O investimento é de 3 parcelas de R$ 490 ou à vista com 10% de desconto.

As inscrições podem ser feitas diretamente pelo site: http://www.oficinadeescritacriativa.com.br/cursos.asp?curso=storytelling





"Quando Ally Rice, uma tenista de competições, machucou seriamente seus joelhos e teve que largar o esporte, ela também parou de praticar qualquer exercício. Não foi até o final da universidade que Ally, ao pedido e incentivo de amigos, reencontrou um caminho de volta para os exercícios e encontrou a sua alma"

Com um pouco de esforço e estudo o primeiro parágrafo desse texto pode ser tornar um bom filme, aliás, acho até que esse parágrafo daria uma boa sinopse para começar a trabalhar. Ainda mais interessante quando descobrimos que essa é uma história real e que para acompanhá-la tem muitas outras, como a de Ryan Foley, um ex-executivo de Wall Street que perdeu 60 quilos depois de encontrar a sua alma com as aulas da SoulCycle. 

A acadêmia SOULCYCLE vai além da aulas de spinning que estamos acostumados. Criada por duas mulheres em 2006 a ideia era oferecer um espaço de exercício completo, misturando spinning, musculação e até uma jornada de auto-descobrimento. Tudo isso, dizem eles, inspirados por uma setlist de dar inveja em qualquer DJ de balada. Mas ainda não chegamos no que eles consideram o seu maior diferencial: o storytelling. 

Isso mesmo, usar o storytelling como ferramenta de motivação para o exercício físico. Histórias de superação, vitória e esforço se tornam exemplos a serem seguidos e estimulam cada vez mais pessoas, dizem eles, a participarem de suas aulas e se descobrirem. Em uma plataforma simples, apoiada, é claro, por um trabalho extenso e bem desenvolvido de branding que vai desde a iluminação a luz de velas, até o aroma leve de lima dos vestiários, para combinar com o amarelo lima do logo e muitos outros detalhes. 

O blog da SOULCYCLE, de onde eu tirei aquela "sinopse" do primeiro parágrafo está repleto de histórias que, infelizmente, não atingem todo o seu potencial pois ao invés de narrativas, são simples relatos, mas que mesmo assim reservam o poder de emocionar e inspirar novos praticantes do esporte que tem feito seus clientes se tornarem advogados da marca e continuam pagando um média de 34 dólares por aula. 

O importante aqui é o exercício de compreender as possibilidades do storytelling, encontrar formar inovadores para usar a tecnologia, como por exemplo: storytelling como instrumento de incentivo esportivo. As limitações, como já dizia a minha avó, estão em nossas cabeças, o exercício de encontrar novas formas de utilizar a tecnologia é fundamental e irá sempre resultar em alguma forma de potencialização da sua estratégia de branding. 

A série Breaking Bad chegou ao seu fim ao ritmo de muita euforia por parte de quem acompanhou, e de muita cautela de quem, como eu, vive fugindo dos spoilers porque ainda não chegou ao episódio dezesseis da quinta temporada. Aliás, a começar por aí a série já mostra o que tem de mais especial na sua construção, ao ser pensada e filmada tão só para cinco temporadas.
Assim, continuando o post do Luis Gaspar na semana passada, sobre o que podemos aprender com Breaking Bad, eu ainda acrescentaria uma grande máxima das grandes histórias que volta-e-meia aparece por aqui: boas histórias são criadas nos detalhes. Dentre os diversos detalhes em sites e blogs sobre “curiosidades de Breaking Bad”, alguns aqui merecem destaque e colaboram para que a série tenha, por assim dizer, os "99,1% de pureza".

No quesito “personagens”, a boa construção deles na série é um mérito que tem sua explicação desde a seleção e a preparação de autores. Bryan Cranston, que faz o protagonista Walter White, foi treinado por um professor de química real para viver o seu papel. Além disso e mais impressionante que isso é o fato de que o filho de Walter na série, Walter Junior, é interpretado por um ator que também tem paralisia cerebral, R.J. Mitte. A preparação de Aaron Paul, para viver Jesse Pinkman na série, também foi intensa e regada a muita bebida em bares – tudo, é claro, para trabalhar o vício com total verossimilhança.

Em se tratando de roteiro, a série de Vince Gilligan também é um belo exemplo a ser seguido. O autor, que diz ter pensado na série depois que seu amigo, também roteirista, disse que se eles não conseguissem vender um filme para Hollywood comprariam uma van e fabricariam metanfetamina no deserto, não precisou ser tão drástico na vida real – mas soube adaptar perfeitamente para a ficção. Em seu roteiro não há espaços para improviso. Cada palavra é parte do texto, inclusive cada gíria como os clássicos “Yo!” ou “Bitch” de Jesse na série.
Tudo isso, sem dúvidas, não sai barato. Estima-se que cada episódio da consagrada série custou cerca de três milhões de dólares – muito mais do que Walter White almejava conseguir no início da série quando descobre que tem câncer e resolve deixar um dinheiro para que sua família possa viver.




Em outubro começo uma oficina nova e bem interessante, sobre a prática do storytelling na prática.  Isso quer dizer que a metodologia é composta pela dupla técnica e aplicação.

Não existe nenhum tipo de livro sobre o tema, afinal, é uma novidade essa história de juntar histórias com marcas; ficção com corporação. Se ainda muito se discute sobre a teoria, aqui já vamos partir para a ação.

UM CURSO PARA QUEM...

...É PUBLICITÁRIO e busca técnicas avançadas e inspiração para melhorar seus projetos e cases...

...É EXECUTIVO E EMPREENDEDOR e quer dar vida à sua marca...

...É ESCRITOR E ROTEIRISTA e está à procura de novas formas de financiar seus projetos, sem abrir mão do seu estilo autoral...

...E FINALMENTE PARA QUEM JÁ FOI MEU ALUNO e ficou com gostinho de quero mais ;)

São só 15 vagas, já que é no esquema de Creative Writing da fantástica Oficina de Escrita Criativa: todos sentados ao redor de uma grande mesa, com seus papéis, canetas e notebooks a postos! Uma ode aos artesãos de histórias.

Para saber quando e onde haverá cursos de storytelling, acesse: https://www.storytellers.com.br/p/sobre-nossos-cursos.html


Toda história, seja real ou ficcional tem dois lados, normalmente acompanhamos o ponto de vista de quem nos conta a história, no caso de uma narrativa podemos dizer que é essa a principal função de um protagonista. Nos apresentar o universo e os acontecimentos através do seu próprio ponto de vista, nos emprestar os seus olhos para vermos as coisas do mesmo jeito que ele vê.


A filosofia nos diz que o ponto de vista de uma pessoa é formado por sua experiência no mundo, a semiótica concorda ao explicar que o significado de algo vai além do que ele representa praticamente, significados são abstratos e dependem, também da sua experiência de vida. Por isso, para que uma narrativa seja crível, ou seja, verossímil, precisamos ter personagens bem desenvolvidos o suficiente para que o autor saiba qual é o ponto de vista do seu personagem, como ele irá reagir as situações que lhe impostas e qual será a sua opinião sobre os acontecimentos ao seu redor. 

De acordo com Syd Field há dua maneira de se construir uma narrativa, a primeira é ter uma ideia de acontecimento e a partir dai criar personagens que se encaixem nesse acontecimento e a segundo é criar um personagem e trabalhar nele o suficiente para ele mesmo lhe apresente uma história. Eu não sei dizer qual foi o método escolhido pelos produtores da Showtime, responsável pela série, o que eu posso afirmar é que eles com toda certeza sabem que o personagem é a alma da série. 

Como eu disse logo no começo, toda história tem os dois lados e nós estamos acostumados a conhecer apenas um deles, mas Homeland decidiu mudar essa história e nos apresentar dois pontos de vista partindo de um só personagem. Pois é, a grande crise do nosso protagonista é na verdade a metáfora na qual são baseados os acontecimentos da série. Para quem ainda não assistiu aqui vai uma pequena sinopse da série;

O Sargento Nicholas Brody foi dado como morto em combate enquanto cumpria seu dever na guerra do Iraque, porém, 8 anos depois, durante uma ação anti-terrorista, um grupo de soldados o resgata e ele volta para os Estados Unidos e para a sua família. Nesses 8 anos muita coisa aconteceu e todos estão mudados, mas ninguém mudou tanto quanto Brody, um soldado americano que aprendeu a ver a guerra anti-terrorista com os olhos dos próprios terroristas. 

Envolvido em um emocionante esquema Brody tem que aprender a lidar com suas novas e antigas crenças e é essa crise, entre ajudar a grande nação amaericana a se proteger dos terroristas ou defender a nação Árabe, vítima de preconceito e ataques um tanto desonestos que coloca Brody entre a facção terrorista mais desejada da CIA e a própria agência de inteligência americana. 

Além de apresentar bons persoangens com ótimos pontos de vista e profundo conhecimento de seu passado os roteristas da série fazem questão de não deixar um só acontecimento passar em vão, em ótimas cenas alternadas entre ação e drama pessoal, tudo o que acontece na série tem um significado, deixando o espectador sempre curioso, sempre nervoso e sempre querendo mais ação e mais drama. Um plot que está sempre te revelando novos segredos dos personagens ou criando novas situações que levam todos em direções diferentes é o segredo dessa série que ainda está em sua segunda temporada. Além disso o uso do velho lema proposto por Hemingway deixa a série ainda mais interessante. "Mostre, não conte" dizia o escritor norte americano no intuito de instruir escritores a criarem ações que revelem o que querem revelar ao invés de apenas relatar os acontecimentos.  


Todos que estiveram online nas últimas semanas leram em algum lugar que Breaking Bad entrou para o Guinnes como a série mais bem avaliada da história. Pois é, se você ainda não começou a assistir a famigerada série norte americana sobre um professor de química superqualificado que diante de um câncer terminal decide ganhar dinheiro fabricando metanfetamina e virar traficante de drogas, essa é a sua desculpa para chegar em casa e começar a diversão. 

Em primeiro lugar eu acho importante citarmos que o parâmetro para essa seleção de Breaking Bad pelo Guinnes Book foi o uso de um agregador de criticas virtuais sobre séries e filmes, chamado "Metacritic", onde a série ficou com 99% de aprovação e, por isso, ganhou a oportunidade de ser selecionado para o Guinnes Book que tem previsão de ser publicado em 2014. 

Agora vamos ao que interessa, o que podemos aprender com Breaking Bad? 

A primeira coisa que tem sido citada pelos blogueiros e especialistas no assunto é o uso de uma técnica narrativa conhecida como Chekhov's Gun, que consiste em introduzir elementos aparentemente desimportantes na narrativa que serão resgatados mais tarde e terão o seu valor revelado. Causando no espectador uma sensação de surpresa e certa admiração pela forma como as coisas acontecem. É possível também usar essa técnica para aproximar a narrativa da realidade do expectador, afinal, quem nunca comprou algo aparentemente inútil que depois de algum tempo se revelou importante? 

A segunda coisa que podemos aprender com a série é a importância dos personagens de apoio, aqueles que não contamos 100% da história mas que estão sempre ali do lado do protagonista para ajudá-lo, ou atrapalhá-lo, conforme for necessário para o bem da história. Quanto mais profundos e melhor desenvolvidos forem os seus personagens de apoio mais fácil será para o autor usá-los na narrativa quando o protagonista precisar de uma força extra para se mexer e gerar ação na sua história. 

Por fim, falando em ação, outro aspecto importante da série é o uso de uma regra do roteiro que eu conheci através do Syd Field (ainda não sei se a regra é dele ou se ele apenas a usa). "Tudo na sua história de fazer uma dessas duas coisas: apresentar o personagem ou criar ação". Uma narrativa, principalmente visual como em um filme ou em um roteiro não deve ter "gordura" ou "acontecimentos sem importância", tudo deve servir para apresentar melhor o seu protagonista e/ou os personagens de apoio ou deve fazer a narrativa se mover e evoluir, todo acontecimento deve mudar o destino da história, ou pelo menos alterá-lo temporariamente. 

Nós, da Storytellers, entendemos que em uma história, assim como na publicidade, toda mensagem tem o objetivo de gerar reação no espectador, seja essa reação a compra, o interesse, ou o engajamento, tudo deve fazer com que o consumidor, que costumamos chamar de atento, tenha um experiência com cada uma das ações de nossos personagens.