“Não vemos a aura, mas podemos senti-la. O imaginário, para mim, é essa aura, é da ordem da aura: uma atmosfera. Algo que envolve e ultrapassa a obra” (MAFFESOLI, 1995, p. 75). 


Definir o imaginário não é uma tarefa simples, habitar ele com ideias e símbolos é mais complexo ainda.  Não é qualquer história que se conecta nesse nível de consciência com uma pessoa, tem que ser uma narrativa recheada do story e com o telling bem ajustado.

Um dos elementos que você deve compreender na hora de criar o story da sua narrativa são os arquétipos.  Para Jung, o Inconsciente é formado pela camada pessoal,  aonde estão experiências reprimidas e ignoradas de cada indivíduo; e o Inconsciente coletivo, que é povoada por instintos e imagens primordiais divididas e herdadas por toda a humanidade.

E através dessas imagens primordiais a psique cria fantasia todos os dias, ela serve como um tipo de organizador ou mediador dos nosso conflitos. Alguns estudiosos como Gilbert Durand defendem: "o imaginário constitui o conector obrigatório pelo qual forma-se qualquer expressão humana.”

É possível inspirar essa imaginação com sua marca, fazer com que ela resida na ponte entre real e ficional na mente humana e tornar elas parte de experiências emocionantes da vida de qualquer pessoa. Esse é o poder do Storytelling, com S Capitular.

Agora em janeiro você terá uma oportunidade de embarcar no mundo das narrativas de marca através do curso Inovação em Storytelling na ESPM - SP. Acesse, conheça e se inscreva aqui -  www.espm.br/storytelling



Um sorridente “Acho que sim”, para os simpáticos. Um entusiasmado “Acho que sim, mas espero que não cause estrago que nem ontem, aliás, você chegou a ver o jornal?”, para os falantes. Um cortante “Não”, para os impacientes.

Mesmo que nos últimos tempos a resposta correta dessa pergunta tenha ganhado tanta importância para o futuro cantareiro de São Paulo, ela geralmente não importa muito. Na verdade, a pergunta “Será que vai chover?” e suas irmãs “Que calor, hein?” e “Tá frio lá fora?” têm um objetivo bem mais cotidiano: apenas puxar papo. Os elevadores, os táxis e as salas de espera já foram cenários de inúmeras tentativas meteorológicas de acabar com aquele silêncio terrível que assola os desconhecidos.

Mas porque esse silêncio é tão terrível? Calma, não precisamos entrar em depressão existencial para responder essa pergunta. Na verdade, não precisamos respondê-la (pelo menos não aqui). Aqui, basta entender que esse comportamento curioso que atinge as senhorinhas que encontram seus síndicos nos elevadores de seus prédios também pode afetar a comunicação de maior escala, e, por que não, o Storytelling.

Hoje, muito se fala sobre a comunicação 360 e 365, ou seja, conversar com o cliente por meio das várias plataformas com quais ele tem contato (360), durante os vários momentos do seu cotidiano (365). Isso é difícil. Mas não é impossível. O que é impossível (ou quase) é ser capaz de gerar conteúdos relevantes em tantas conversas, ou seja, ser capaz de contar boas histórias o tempo inteiro.

Às vezes, nessas conversas 360 e 365, podemos mandar um “Será que vai chover?”, apenas na tentativa desesperada de impedir que o silêncio constrangedor impere. E então, a relevância é comprometida, e apenas recebemos uma resposta automática (ou não) daqueles com quem falamos. Mesmo que isso não pareça ser um problema para aquelas senhorinhas do elevador, pode ser um problema para marcas que querem manter um bom relacionamento com o consumidor.

Por isso, é importante entender que a urgência de falar o tempo todo talvez não signifique literalmente falar o tempo todo, mas saber incluir os silêncios assustadores entre as conversas. Da mesma forma, talvez não precisemos contar frenéticas histórias atrás de histórias, mas saber contar as histórias certas, respeitando suas pausas e ausências. “Será que vai chover?” pode ser um gesto de simpatia, mas falar só sobre isso todos os dias é mais chato que conversa de elevador.


Era 7 de janeiro de 2015 quando dois terroristas invadiram a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo e mataram 12 funcionários – entre eles 4 cartunistas. Em resposta, cartunistas de todo o mundo pegaram em seus lápis e expressaram seu luto, sua indignação, sua revolta. Por que a reação ao humor é a violência, quando deveria ser o riso?


A resposta para essa questão também está no Storytelling. Isso porque, quando falamos em história, não falamos apenas na arte da escrita, mas também de muitas outras ciências – entre elas a psicologia. É dela, mais precisamente de Jung, que se baseiam os doze arquétipos que trabalhamos na construção de personagens e de marcas. Entre os doze, um em especial tem se destacado nos últimos tempos e no atentado ao Charlie Hebdo: o Coringa.

O Coringa é o bobo da corte, o “trickster”, o arquétipo do humor e do bom humor. É o que diverte a todos, trata dos mais pesados assuntos com a maior leveza possível. O arquétipo do Coringa está, da capa à última página, em Charlie Hebdo. Mas porque justamente o Coringa está na mira constante de uma arma?

Desde o bobo da corte, o súdito responsável por entreter o rei, ele vive com a corda no pescoço. Afinal, o arlequim deveria ser ousado o suficiente para trazer o riso, mas comedido o bastante para não ofender sua majestade. Em um mundo onde o politicamente é cada vez mais correto, o Coringa e o humor sofrem as suas consequências.

Duas palavras definem o humor do Coringa: verdade e dor. Não se iluda com as piadas do arquétipo do trickster, elas só fazem rir porque carregam em si uma grande verdade. Em sua primeira edição após o atentado terrorista, Charlie Hebdo saltou de uma tiragem de 60 mil unidades para 5 milhões. Ao mesmo tempo em que o bom humor anda na mira do moralismo, todos queriam ver qual seria a piada do coringa Charlie Hebdo quando a verdade e a dor está dentro de sua própria redação. E essa é outra característica do Coringa, fazer piada de si mesmo.

Sátira da primeira edição do Charlie Hebdo após o atentado, costureiros de Bangladesh aproveitam
a comoção mundial para produzir camisetas com as inscrições "Je suis Charlie".





by MikeAzevedo


Pode parecer muito abstrato falar de limites ou fronteiras da fantasia, porém elas existem e muito mais do que dar coesão a narrativa é neste espaço que o seu leitor ou consumidor deve habitar e desenvolver raízes.

 Longe de tentar impor diretrizes aos autores, estamos falando de consolidar o mundo, em que uma narrativa fantástica transporta pessoas para terem suas próprias experiências.  Vamos evocar algumas definições de autores que dedicaram grande parte dos seus estudos a elas:


Storyworld 



O termo cunhado por David Herman se relaciona com o "Universo da história" ou toda a realidade que o autor construiu em torno da narrativa.  Longe de um simples fornecimento de descrição para o background ou uma ornamentação para a ação principal da história, referências espaciais ajudam a construir domínios narrativos.

Estes domínios se propagam pela história, e se perpetuam na mente dos fãs. É o que faz as pessoas sentirem vontade de sentar no "trono de ferro" em uma exposição ou de beber a cerveja Duff e ter um breve contato com aquele mundo fantástico representado na TV ou Cinema.

Mundo Sintético 


Esta definição é de Castronova, direcionada para o cyberespaço e ambientes simulados por games, porém podemos perceber que a cerne do mundo sintético é a mesma que delimita uma narrativa:

"Um mundo semelhante ao nosso,  capaz de hospedar um enorme grupo formado por seres humanos, para os seres humanos, e que é mantido e gravada por um computador." - Podemos expandir essa definição para a TV, Tablet e por quê não, um livro!

O mais interessante do conceito de um mundo sintético é que ele foca em manter humanos dentro do seu domínio.  E que não apenas se restringe em mantê-los, mas em criar uma gama de características do mundo real que dão forma a funções sociais.  E, tudo isso baseado em uma história fantástica.




Círculo Mágico 


Talvez esse seja o termo mais conhecidos desses três, trazido a nosso conhecimento por Huizinga no livro Homo Ludens.

“o círculo mágico de um jogo é onde o jogo acontece. Jogar um jogo significa entrar em um círculo mágico, ou talvez em criar um quando o jogo começa. O círculo mágico de um jogo pode ter um componente físico, como o tabuleiro(…). Mas muitos jogos não têm limites físicos (…). O jogo simplesmente começa quando um ou mais jogadores decide jogar“. Aí encontramos o limite do círculo mágico, ou seja, desde que os jogadores queiram jogar, um jogo pode durar o tempo que eles quiserem, no espaço que eles desejarem.

Vale ressaltar que para Huizinga o jogo é muito mais do que uma atividade lúdica com intenção de se divertir, mas uma atividade primordial quase que essencial para o ser humano.

Dentro desses parâmetros podemos estar em contato ou criar um círculo mágico quando decidimos nos envolver com uma história, seja pela literatura, cinema ou jogo. É onde o mundo real sai e entra o fantástico.

Os três conceitos trazem coisas em comuns, eles lembram que para os limites da narrativa e da fantasia ganharem notoriedade, eles precisam definir regras e serem apresentadas de forma intuitiva pelo contato com o mundo.  Também convergem na ideia de que as fronteiras entre realidade e mundo de fantasia desaparece em vários momentos, produzindo um tráfego de coisas e sentimentos entre os dois mundos. Mas criar esses domínios da narrativa é algo que a gente não consegue passar em um só post.

Quer uma dica? Que tal aproveitar o mês de Janeiro e descobrir o Storytelling? Se inscrevam no curso INOVAÇÃO EM STORYTELLING NA ESPM-SP -  www.espm.br/storytelling


Ontem foi um dia triste,

e não apenas pelas mortes de pessoas inocentes, o que seria motivo suficiente para isso. Ontem, cada profissional que trabalha com opinião, com a transmissão de informação, foi ferido.

Nós da Storytellers defendemos o direito de todos contarem as histórias que quiserem, sejam elas sobre profetas, marcianos ou mesmo sobre as ironias da vida real.

Nous sommes Charlie. 


INOVAÇÃO EM STORYTELLING NA ESPM-SP
Como ir do Branded Content à Transmídia para inovar na habilidade de contar histórias?

DO QUE ESTAMOS FALANDO?
Contar histórias não é algo novo. Fazemos isso desde os primórdios e ao longo desse período, pela experiência, aprendemos: as boas histórias agradam, entretêm e tornam-se inesquecíveis. 

Quer que um fato seja lembrado? O grande guru do marketing Philip Kotler garante que para isso você precisa repetir esse fato muitas vezes. Mas existe um truque: embale-o numa história. Você terá 20 vezes mais chance de ter sucesso. Palavra do grande psicólogo norte-americano Jerome Bruner.

MUITO BEM, MAS POR QUE FAZER O CURSO?
Ora, porque vai aprender a contar histórias com quem entende disso: a indústria do entretenimento, que vive de criar e contar histórias. A literatura, o cinema, os seriados, os games... o produto de toda essa gente são boas histórias.

Com tanta informação no mundo em que vivemos, quem precisa ser mais atraente e eficaz ao transmitir uma ideia, fazer uma apresentação, vender um produto ou serviço? Eu, você, a startup, a multinacional e seus executivos, as ONGs, as B2Bs... Todos saem do curso sabendo como contar histórias profissionais inclusive para a vida pessoal.

Se ainda precisa de mais motivos, lá vai: esse curso da ESPM foi o primeiro a ser ministrado no Brasil e chamou a atenção do mundo inteiro e já foi apresentado em diversas universidades internacionais como a PUC do Perú e a UBI de Portugal. 

O mais legal é que a cada edição os professores atualizam pelo menos 30% do conteúdo. Isso quer dizer que todo o ano o curso está inteiramente remodelado com os exemplos mais atuais e os métodos mais avançados.


COMO VAI SER?

O curso é dividido em seis dias, sendo que o último é uma OFICINA!

A jornada é mais ou menos assim: Era uma vez uma história, que graças a um storythinker virou um importante ativo de uma marca. Num belo dia, esse universo foi recortado em intrigantes narrativas. Essas narrativas foram dispostas de forma transmídia. E dessa maneiras os consumidores viveram felizes para sempre.

Dia 1. COMO O STORYTELLING PODE MUDAR SUA VIDA
- Você sabe o que prende a atenção das pessoas? 
Dia 2. ENDOTELLING - O STORYTELLING DENTRO DAS EMPRESAS
-  Qual a diferença entre contar uma simples historinha e Storytelling?
Dia 3COMO O STORYTELLING PODE DAR VIDA À SUA MARCA
Qual o arquétipo da sua marca?
Dia 4TRANSMÍDIA: COMO TRANSFORMAR EM ATIVO O UNIVERSO POR TRÁS DA HISTÓRIA 
- como pegar uma história e disseminar em diversas plataformas?
Dia 5COMO PROGREDIR DO STORY AO TELLING
Você sabe a diferença entre história e narrativa? 
Sábado. WORKSHOP: O STORYTELLING NA PRÁTICA
- Chegou a hora de colocar a mão na massa e mostrar o que aprendeu. Vamos transformar páginas em branco em conteúdo que vale ouro ao dar vida a uma história fabulosa.
QUEM SÃO OS PROFESSORES?
FERNANDO PALACIOS
Também é o editor responsável pela Redação Storytellers, primeiro blog sobre o assunto. Em seu projeto autoral narra de forma transmidiática sua busca pelas maravilhas da humanidade, enquanto escreve uma obra de ficção a partir de um aparelho celular. É o ganhador do prêmio Widbook Top Authors, sendo eleito entre os 5 melhores entre 120.000 autores de todo o mundo.
MARTHA TERENZZO
Coordenou projetos de grande porte em empresas como: Cargill, Sadia, Parmalat, Bombril, União, Reckitt & Benckiser, Melhoramentos de Papéis, Seara e Ajinomoto. Estabeleceu processos e metodologias específicas de marketing com visão na gestão de negócios e inovação.
Implementou áreas de inovação, marketing de alta performance nas empresas, arquitetura de marcas, gerenciamento de portfólio, lançando mais de 400 itens de consumo e novos serviços com sucesso.

QUANDO, COMO E ONDE?
AULAS A partir de 26 de janeiro, das 19:30 às 22h30.
WORKSHOP na manhã do sábado.
ESPM-SP, Rua Álvaro Alvim, 123. Vila Mariana. 
Próximo ao metrô Ana Rosa.

Ficou alguma dúvida?
Estamos aqui: contarei@storytellers.com.br


PRÓXIMO PASSO?
Basta fazer sua inscrição aqui: www.espm.br/storytelling

Passados os 365 dias de 2014, quantos deles realmente valeram a pena – de fato dariam uma boa história?

Muitos responderão aniversários, feriados, datas comemorativas, mas não conseguirão fugir do previsível – do rol de histórias que já foram contadas. Quantos foram os dias em que não se daria nada a princípio, as segundas-feiras bravas, os monótonos domingos, mas que surpreenderam e que caberiam num filme, num livro ou numa série?

Isso porque qualquer um comemora aniversários, páscoas e natais. Mas que dia imprevisível torna você e a sua história única em meio a todos que também viveram os 365 dias de 2014?

Trazendo a reflexão para o mundo corporativo, as questões são as mesmas quando pensamos em histórias para empresas. Que histórias tornam a sua marca diferente de todas as concorrentes? E de nada adianta 10, 50, 100 anos de história se não houver um filtro para o que houve de melhor nesse tempo. Assim como não lembraremos de 2014 por cada uma das coisas que aconteceu em seus 365 dias, aquilo que aconteceu em cada um dos 100 anos de uma empresa é desinteressante.


Quando trabalhamos com Storytelling de verdade, um dos passos é transformar históricos em histórias. E para isso usamos o que chamamos de topografia de interesse. Se todo o histórico de uma marca se transformasse em um relevo, qual trecho alcançaria o topo do Everest?

De forma literal, imagine que um dia você conheça o ponto mais alto do monte Everest. Você esqueceria desse momento? São essas as histórias que valem a pena ser contadas, que dão ao Storytelling o S capitular.





Artigo publicado inicialmente no portal Administradores.
Sempre que se tenta restringir algo abstrato a um conjunto de palavras, acaba-se entrando na situação de uma noite fria com um cobertor curto: ou o pé vai ficar descoberto, ou os ombros, ou o conceito vai ter que ser encolhido para caber.
Há diversas definições sobre storytelling, o que, inclusive, é um problema que acaba confundindo o mercado brasileiro. storytelling é um termo em inglês que traz duas informações fundamentais: Story – que é a construção mental feita de memórias e imaginações que cada pessoa tem sobre uma determinada história – e o Telling – que é uma versão da história expressa por um narrador.  Uma só Story pode gerar um grande número de Tellings. O Conde Drácula foi um só, mas muitos autores deram versões diferentes.
Por isso, para algumas pessoas, storytelling pode ser apenas contar uma historinha qualquer. Mas é possível ir muito além.  Vale lembrar que a prática de contar histórias é pré-histórica, o que significa que antes mesmo de poderem ser registradas, as histórias já eram transmitidas oralmente. Inventamos o storytelling para não termos que reinventar a roda a cada geração.
Com o passar do tempo, essa prática de contar histórias foi se tornando cada vez mais complexa e até por isso tão difícil definir. Um humorista que conta uma piada está contando uma história tanto quanto um romancista que escreve uma saga com sete livros. Além disso, algumas pessoas vão levar em conta o aspecto emocional que uma narrativa pode promover, afinal, quem nunca foi ao cinema e saiu com um nó na garganta?
Outros autores vão considerar mais o poder de argumentar sem ter que racionalizar, já que você só conta uma história e deixa que a audiência decida por conta própria o que fazer com essa informação que foi transmitida.
Quem assiste aos seriados modernos como Dexter, Dr. House, Homeland, Game of Thrones, House of Cards, Breaking Bad e tantos outros, sabe que é difícil decidir se o protagonista é “bonzinho ou malvado”, se ele está certo ou errado. Essas decisões os roteiristas e diretores deixam para a audiência responder.

Storytelling como disciplina empregada pelas organizações e seus prestadores de serviço é algo mais recente, surgiu inicialmente nos relatórios de tendência internacionais como Iconoculture, WGSN e Trendwatching em meados de 2005.
Até por isso complica ainda mais sua classificação.

Muitos autores consideram o storytelling como uma ferramenta para marcas e negócios. Há os que focam no storytelling como o registro de relatos de histórias de um determinado público. Existem estudiosos especializados em narrativas como forma de aperfeiçoar a comunicação. Finalmente, muita empresa vai dizer que “fez um storytelling”  porque isso ajuda na hora de divulgar. Soa como algo “in”.  Esse processo começa nas agências, que conseguem aprovar o projeto com o cliente com mais facilidade ao dizer que “isso aqui não é um projeto qualquer, é um projeto de storytelling”.
Esse é o problema de aplicar storytelling como um instrumento ou ferramenta: a empresa irá compreender apenas uma parte de um composto de técnicas. Storytelling vai muito além da utilização do léxico, do uso de um personagem, de expressão através a linguagem de quadrinhos ou de transmitir uma mensagem com começo, meio e fim ou mesmo de fazer um videozinho emotivo. Pensar storytelling como uma ferramenta pontual é como comprar um aparelho celular, mas não contratar uma operadora.

Até por isso prefiro a definição de que storytelling não é apenas contar histórias. O Storytelling - escrito assim, com S capitular - é uma metodologia que implica saber contar uma história fabulosa, de forma fantástica, com um propósito messiânico.  O que quero dizer com isso é que não basta contar de qualquer jeito uma história aleatória que não leve a nada.

Para ser prático, aplico sempre dois critérios, um para a audiência e outro para o executivo. Para a audiência pergunto: se você tivesse pago para ler/ouvir/ver essa história, você recomendaria aos amigos ou pediria o dinheiro de volta? Para o executivo pergunto: essa história traduz o diferencial do seu produto e o valor da sua marca? Se o executivo não responder sim duas vezes e a audiência não recomendar, não considero que seja Storytelling com S capitular.

Com esse critério, podemos dizer que o Storytelling ainda engatinha. São poucos os cases que realmente conseguem passar por esse filtro.


Existe uma variedade enorme de gêneros e sub-gêneros de escrita, seja para cinema, games ou literatura. E dentro deles ainda é possível notar uma infinidade de estilos, cada escritor pode ter o seu com sua personalidade. 

Quem está começando costuma se inspirar em alguém (e claro, isso também serve para os nomes famosos que tiveram suas próprias referências no começo da carreira).   Você já pensou sobre, qual tipo de autor você é? Do tipo Tarantino ou do tipo Anne Rice?

Vamos dar uma mãozinha nesse processo de descoberta.  Curta a nossa fanpage e faça nosso teste para descobrir qual é o seu perfil. Acessem pelo link -  bit.ly/StoryTeste

Aos 12 anos, o garoto já tinha passado pela maioria das mudanças do final da infância. Mas uma delas se recusava a ir embora junto de seus sapatos e roupas que já não serviam mais em seu corpo: ele não queria deixar de acreditar no Papai Noel. 



A história do bom velhinho que todo ano distribui presentes para os bons meninos e meninas pelo mundo era uma mentira para todos os outros garotos, mas não para ele, a quem a história era a alegoria perfeita para aquilo que pregavam os valores do Natal.

Afinal, a história de Santa Claus era uma mentira, como acreditavam os amigos, ou ficção?

O garoto mal sabia, mas a fronteira entre o final da mentira e o começo da ficção continuaria na sua vida por muito tempo e se revelaria uma verdadeira Faixa de Gaza. Como um Storyteller, 2014 fora um ano repleto de discussões sobre o assunto, e sua opinião continuara a mesma desde a infância: ele nunca deixara de acreditar no Papai Noel.

Enquanto alguns acreditam na vilania do Storytelling, após os casos de Do Bem e Diletto, ele continuou a acreditar, desde sua monografia, que esse era um percurso natural na evolução das histórias que constroem marcas. Ao contrário de condenar, ele continuou a crer que deveríamos estudar e entender esse novo fenômeno.

Aonde olhar e o que estudar nesse novo fenômeno para o Storytelling?

A resposta para esta questão, mais uma vez, estaria lá na sua infância, nos dias 25 de muitos dezembros, onde ele nunca deixou de acreditar no bom velhinho. Isso porque a história do Papai Noel se revela um verdadeiro case de Storytelling. O personagem, como conhecemos hoje, foi inventada pela Coca-Cola em 1931 para uma campanha publicitária e, desde então, tornou-se o símbolo do Natal por todo o mundo.

Se a história do Papai Noel é uma mentira deslavada ou uma ficção genial, essa é uma resposta que nem o garoto, nem os colegas da sua infância podem responder. Mas a magia, a ludicidade e o espírito natalino que se expressam ainda depois de anos na figura do Papai Noel, essa sim é a reflexão que devemos pensar a partir desse novo fenômeno.