Quem acompanha este blog já percebeu que imaginar, fantasiar ou sonhar são praticamente elementos vitais do ser humano. Jung afirma que "[...] a fantasia é que intermedeia o mundo de fora e o mundo de dentro".

Talvez por isso histórias que mesclam fatos reais com ficionais tenham um grande impacto nas pessoas, quando são bem feitas. Assim como a ação lançada para o filme " X-Men: Dias de um Futuro Esquecido", aonde o site 25moments.com reúne 25 fatos ao longo da história da humanidade e dos mutantes, que levaram aos acontecimentos que serão narrados no filme. 


É possível encontrar casos como o envolvimento de Magneto no assassinato de Kennedy e o nascimento de Colosso após o acidente de Chernobyl . Claro que tudo isso, só desperta mais interesse pelo filme, vamos aguardar! 

Antes da convocação oficial, antes até de todos os estádios ficarem prontos e muito antes da Copa começar, há uma tradição que, seja a Copa no Brasil ou do outro lado do mundo, não falha: o álbum de figurinhas.

Mas o que isso tem a ver com storytelling?

Mesmo que o álbum da Copa ainda não conte uma história de fato (visto que nem os personagens – os convocados – estão totalmente corretos), o álbum da famosa Panini pode nos ensinar uma lição no storytelling.
Pouco mais de uma semana após o lançamento do álbum, entre figurinhas do Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo, vieram as críticas dos colecionadores às figurinhas patrocinadas. Contestadas pelo pouco valor de troca de suas figurinhas, marcas como Johnson & Johnson, Liberty Seguros e Wise Up se viram desprezadas ao ponto de a Panini considerar a troca dessas figurinhas por outras sem as marcas.
Para ler a notícia completa, clique aqui.

No momento em que o próprio termo “storytelling” passa a existir quando as marcas se inserem nas histórias e as histórias se inserem nas marcas, o desastre da inserção de marcas no álbum da Panini nos ensina sobre a necessidade de contextualização na inserção de marcas, sejam em histórias ou até em álbuns de figurinhas.
Ao simplesmente replicar anúncios convencionais de revista em meio ao álbum, mais do que criar um obstáculo ao colecionador (e consumidor), cobraram por isso criando figurinhas das marcas dentro da clássica coleção. A questão é que o álbum é, e sempre foi, de jogadores, estádios e brasões das equipes na Copa, e não de marcas e logotipos.
Apesar disso, ainda que álbuns sejam sobre seleções (e histórias sobre pessoas) existem formas para que as marcas “entrem em campo” de forma eficiente. A bola da Copa, tradicionalmente uma das figurinhas mais desejadas da coleção, estampa o logo da Adidas. Isso sem falar nas 162 figurinhas em que o logo da Nike, que nem patrocina o evento em si, aparece na camisa dos jogadores.






*Aplausos e gritos de urra!*

Primeiro job: Faça um pequeno post sobre você.

Mini infarto.

A última vez que falei sobre mim foi num site de namoro, e não deu muito certo.

E por onde começar?

Sou péssima para estourar minha bolha.

Acho que vou falar do meu signo: Libra. Super cool! Mostra que sou esotérica, moderninha... Além do que
 é o signo do equilíbrio e esse povo do storytelling dá muito valor para simbologias e significados.

Tá. Que mais?

Lógico! Vou fazer a minha história. O Storytelling de uma aprendiz de Storytelling, escrever uma narrativa meio épica, desenvolver a epopéia da minha vida!
Bacana, guria! Você tem 20 anos de idade, vai narrar o que? Seu d
ebut na Disney? Mochilão "nazuropa"?

Falar coisas mais triviais? tipo que eu faço publicidade mas meu sonho mesmo era cursar letras? Acho que isso o povo não quer muito saber.


Até que tenho bastantes coisa pra falar!
Nas horas vagas me divirto fazendo playlists, as vezes até temáticas. No dia da mulher fiz uma bem bacana com mais de 100 cantoras brasileiras.

Próximo assunto!

Sou muito ligada ao universo cigano, estou aprendendo Tarot, fiz aula de dança cigana, fui em diversas festas, até visitei um acampamento!



Há mais ou menos dois anos conversando com minha professora de dança, uma Kalon legítima,
e entre uma curiosidade cigana e outra ela comentou que na morte do patriarca de uma família cigana, eles queimam todos seus bens materiais e migram só com a roupa do corpo para outro lugar, onde refazem o acampamento do zero.

E isso havia acontecido há pouco na época com uma família de guarulhos.
O acampamento estava zerado, tinham conseguido apenas algumas panelas e lonas para cobrir o acampamento.

Na hora decidimos visitá-los no fim de semana seguinte para levar alguma ajuda.
Passei na 25 e comprei brinquedos para as crianças, levei também algumas roupas e tecidos para saias além de cinco dúzias de pães.

Após quase duas horas rodando para encontrar o lugar, minha carroça 98 chegou a um terreno baldio onde, de longe, só dava pra ver grandes lonas marrons, várias crianças e muita terra.
Roupas, pessoas, terra, grama... Tudo parecia ter mimetizado e adquirido o mesmo tom pardo.

Reparei que a maioria deles tinha pele bem morena e olhos claros, exatamente como nos filmes.

Nos
cumprimentaram numa língua estranha e minha professora explicou quem éramos.
Após o estranhamento inicial, todos foram muito receptivos e carinhosos, as crianças abraçavam e pediam colo, algumas meninas leram minhas mãos, me ensinando alguns macetes básicos de quiromancia, que eu mesmo tendo estudado leitura de mãos, fingia não saber, apenas para ver a cara de alegria no rosto das pequenas Esmeraldas.


Comecei a conversar com uma menina, não lembro mais seu nome... Era Lavínia ou Katina, algo assim. A menina de saia azul, tinha rosto de criança mas seus seios meio inchados revelavam um parto recente. Comecei a conversar com ela que confirmou que, apesar dos 13 anos de idade, já tinha uma filha bebê. Entreguei a ela uns acessórios, lenços, roupas e para sua filha dei uma boneca de pano e alguns brinquedinhos. Na hora os olhos da mãe-menina encheram de lágrimas, ela pegou a boneca da bebê e me disse “Nunca tive uma boneca, essa vai ficar pra mim”, agradeceu os presentes, me abraçou e saiu antes que alguma outra criança visse seu novo brinquedo.

Um braço levava a filha, o outro sua primeira boneca.

Há muito tempo atrás, em um lugar muito distante...

Histórias eram criadas, geradas e formadas aos montes para o combate. Verdadeiros exércitos de histórias que se matavam em campos de batalha.

E histórias são coisas poderosas. Muito mais poderosas do que soldados ou tanques de guerra.  Histórias têm o poder de inspirar nas pessoas as duas forças que movem o mundo: o Ódio e o Amor.

Algumas dessas histórias foram tão poderosas que quase destruíram o mundo por inteiro. Outras foram facilmente desacreditadas e derrubadas, não chegando sequer a fazer um único estrago.

Agora, pensando bem, isso não aconteceu há muito tempo atrás, e muito menos em um lugar muito distante. Aconteceu durante toda a história da humanidade ao redor de todo o nosso planeta. Ou seja, aconteceu nas nossas vidas.

Ontem, hoje e amanhã, usaremos histórias nos campos de batalha. Um soldado pode hesitar em puxar o gatilho se pensar no que está fazendo, mas ele não pensará duas vezes se acreditar na causa pela qual está lutando! Entende a diferença? É isso o que uma história faz com a mente de um homem. Ela o faz acreditar em um ideal acima de suas ações.

Ninguém sabe ao certo qual foi a primeira guerra já travada pelo homem. Em compensação, uma das guerras mais antigas de que se tem registro é a Guerra de Tróia. Se a Guerra de Tróia aconteceu ou não... bem, isso já é outra história. Agora, dentro da própria mitologia existe o uso de Storytelling. Supostamente a causa da guerra contada para os soldados era o rapto de Helena, a mais bela mulher do mundo, que pertencia à Grécia, enquanto os reais motivos do confronto eram as ambições dos gregos, em especial do Rei Agamémnon, uma coisa bem menos inspiradora.

A Guerra de Tróia foi fortemente usada como propaganda pelos gregos durante anos. E depois pelos romanos, que se julgavam descendentes do herói troiano Enéias. Aliás, os romanos sabiam melhor do que ninguém usar Storytelling para inspirar seus soldados e seus cidadãos. E as vitórias romanas eram amplamente representadas por gladiadores em arenas, mostrando a grandiosidade de Roma e enaltecendo os combates travados por seus exércitos contra outros povos. Assim sendo, o público ia ao delírio com as vitórias dramáticas de sua nação. O engraçado é que os americanos adaptaram hoje essa política propagandista de guerra para o cinema e a televisão #ficaadica.



O Storytelling nas guerras foi usado religiosamente nas cruzadas. Foi usado como doutrina em países como Japão e China. Foi usado como forte propaganda por Napoleão, especialmente em sua campanha pelo Egito, que foi um fiasco, mas que ele vendeu como a história de um enorme sucesso. Mas, quem realmente se deu bem com o Storytelling nas guerras foram os americanos, já mencionados nesse post.

Na Segunda Guerra Mundial personagens da Disney foram usados como propaganda em pequenas histórias. Isso sem mencionar muitos heróis dos quadrinhos. Lógico que Hitler não ficou de braços cruzados e também fez sua própria linha doentia de histórias, em especial envolvendo a mitologia nórdica.


Com o final da Segunda Guerra veio a Guerra Fria em seguida, e os americanos aperfeiçoaram ainda mais
suas histórias. Heróis como o Capitão América se tornarão um símbolo contra o comunismo, além da disseminação no ocidente de livros como 1984, Maravilhoso Mundo Novo e a Revolução dos Bichos. Quem acompanha as  HQs do Homem de Ferro também sabe que o personagem de Tony Stark criou sua famosa armadura em um cativeiro no Vietnã.


Em compensação, o Storytelling das guerras entrou em uma nova fase ultimamente. Com os meios de comunicação se ampliando cada vez mais e abrindo a oportunidade para debates, existem histórias que contam o outro lado das guerras. Um excelente exemplo disso é o seriado/filme The House of Saddam, que conta o lado de Saddam Hussein na Guerra do Iraque.



Guerras, apesar de serem coisas horríveis, sempre nos trazem valiosas lições. Se tratando de Storytelling, vemos como histórias são capazes de influenciar diferentes pessoas em diferentes momentos históricos em prol a um ideal. Como já disse antes, histórias são coisas poderosas. Então o melhor a se fazer é usá-las! Afinal, você não precisa estar em uma guerra para lutar por uma causa!


“Janeiro de 1969: os jornais publicam as primeiras fotografias coloridas da Terra vista do espaço. Bowie escreve: “O Planeta Terra é azul/ E não há nada que eu possa fazer”, uma música nova sobre um astronauta sozinho no espaço. Ele a batiza de “Space Oddity” – um trocadilho com o título do filme de 1968 de Stanley Kubrick, 2001: A Space Odissey. O single é lançado em julho, pouco antes do lançamento da missão Apollo 11 à lua. No dia 20 de julho, a BBC toca a música com as imagens do pouso na lua: “Controle de terra para Major Tom/ Seu circuito apagou/ Há algo errado”.”
David Robert Jones, ou David Bowie, ou também conhecido como “O camaleão do Rock” é, sem dúvida, um dos maiores nomes da música mundial – e espacial. Bem como outras lendas da música, seja internacional como Bob Dylan (Like a Rolling Stone, Hurricane) e Beatles (Yellow Submarine, Michelle, Eleanor Rigby); ou nacional como Legião Urbana (Faroeste Caboclo, Eduardo & Mônica), Chico Buarque (Geni e o Zepelim, Valsinha, Construção, Cotidiano, João e Maria), Titãs (Marvin) e Paralamas do Sucesso (Vital e sua moto) – Bowie se consagrou também pela sua capacidade de criar ótimos personagens e contar grandes histórias.
“Major Tom é um personagem complexo – um astronauta heróico, mas também um homem comum, vulnerável e alienado. Ele vai aparecer novamente em “Ashes to Ashes” (1980) e na versão single de “Hallo Spaceboy” (1996).”
Mais do que isso, David Bowie, assim como os outros gigantes da música, percebeu o poder de uma história para conquistar multidões, gerar identificação, criticar e ser idolatrado até pelos alvos de suas críticas. Além do decadente “Major Tom”, primeiro astronauta a ver a Terra do espaço e que, tempos depois, acabou sem dinheiro e viciado em drogas, Ziggy Stardust talvez tenha sido o maior dos personagens de Bowie.
Ziggy, um alienígena que caiu na Terra e perdeu tudo – menos seu legado, era para ser uma “criação teatral”, segundo David, mas que acabou sendo levado a sério e que, por muito tempo, não se soube diferenciar o que era Ziggy de quem era Bowie.
Entre perfeitos retratos de uma sociedade em busca da “evolução”, com Major Tom, e de profundos alter egos como Ziggy Stardust, Bowie não só nos encantou (e ainda encanta) com sua música, como nos ensinou um pouco sobre bons personagens. Mais do que isso, só mesmo conferindo ao vivo, na exposição que leva o nome do músico e que está no MIS de São Paulo até o dia 20.