Política e Storytelling têm tudo a ver! Projetos de governo, propostas e até mesmo rivalidades partidárias históricas possuem simbolismos que remontam a várias questões socioculturais estudadas pelos Storytellers! 

A dualidade direita e esquerda, por exemplo, remonta a monarquia onde os nobres e o clero se sentavam a direita do rei, enquanto que o resto da população, ou o chamado terceiro estado, ficava a esquerda representado por comerciantes, fazendeiros e artesãos.

Além disso, se você não percebeu os dois partidos em foco nesse segundo turno, um claramente de esquerda e outro de direita possuem cores que historicamente são tidas como opostos e representantes de grupos rivais, ou seja, um é representado pela cor vermelha e outro pela cor azul. Jogos como World of Warcraft, por exemplo, se valem desse artifício cultural para diferenciar os dois grandes grupos de jogadores: a horda (vermelho) da aliança (azul).

Fora que, como o já incessantemente citado Freud diz que cada um conta a história que quer sobre o seu passado, o que nos leva a imaginar o quão romantizada podem ser as histórias de vida dos candidatos, assim como as lutas e conquistas dos seus partidos.

No fim das contas, que vença o melhor Storyteller! 

Como uma boa história é capaz de evitar roubos?


Quem vai ao Chile acaba por não resistir a uma visita às vinícolas do país. A mais famosa delas é, sem dúvidas, a Concha y Toro, multinacional dos vinhos chilenos responsável, entre eles, pela produção do lendário Casillero del Diablo. Entre uma taça de vinho e outra, quem visita a vinícola aprende sobre a história da principal marca de vinhos da companhia.

Reza a lenda que Don Melchior, o fundador da Concha y Toro, sofria com os constantes roubos daqueles que se interessavam pelo sabor único de seus vinhos. Sem nenhuma solução efetiva, um dia Don Melchior começou a espalhar o boato que daria fim aos roubos de sua produção: o diabo habitava sua adega de vinhos.



Sem saber, Don Melchior colocava em prática duas lições de storytelling: o seu poder de persuasão (ou dissuasão, no caso dos roubos) e a sua capacidade de rever conceitos. Que marca hoje arriscaria trabalhar com o diabo na sua comunicação?

Em 2014, a Concha y Toro é disparada a maior vinícola chilena, representando 37% do mercado do país e mais de 30% das exportações de vinho chileno para o mundo. E a lenda do Casillero continua a se perpetuar com novos desdobramentos de campanhas.


Por fim, a última lição de storytelling que a lenda de Casillero del Diablo ensina é que, acima de superproduções cinematográficas, não é preciso mais do que um boato como mídia para eternizar uma comunicação quando a história é poderosa. Não fosse o medo do demônio através da lenda, talvez a empresa de Don Melchior nunca tivesse se tornado a lenda que é hoje no Chile.


ENTENDA O NOVO CENÁRIO DA COMUNICAÇÃO DE MARCAS NO CURSO “INOVAÇÃO EM BRANDED CONTENT” DA ESPM/SP

As inscrições podem ser realizadas até o dia 13 de outubro


Existe um novo contexto da comunicação de marcas B2C (business to consumer) e B2B (business to business) e os profissionais que querem sair na frente devem entender o novo cenário através de uma visão inovadora e moderna de comunicação para a estratégia de marcas. “O Branded Content trata a estratégia, a comunicação pessoa-a-pessoa (P2P), pois cada conteúdo é elaborado e customizado ao tipo de audiência que será impactada”, comenta Martha Terenzzo, ao explicar a grande demanda pelo assunto.
A internet alterou toda forma de comunicar, engajar e entreter as pessoas. Por isso, o mercado da comunicação tem mudado rapidamente. Alinhado às mudanças neste cenário, o Centro de Inovação e Criatividade da ESPM apresenta a segunda edição do curso “Inovação em Branded Content”, ministrado pelos professores Fernando Palacios e Martha Terenzzo, a realizar-se entre os dias 13 e 17 de outubro, das 19h30 às 22h45, no campus da instituição (CIC – Rua Dr. Álvaro Alvim, 123, 5º andar, Vila Mariana, São Paulo).
Mas se o branded content feito pelas marcas é normalmente gerenciado através das agências de publicidade, como as empresas podem aprender as melhores práticas e assim catalisar o processo? A resposta é simples com quem vive de fazer conteúdo. “Estamos falando de uma indústria cultural que engloba desde o cinema e as séries até o mercado editorial, incluindo o jornalismo”, complementa Fernando Palacios.
As inscrições do curso estão abertas até 13 de outubro e devem ser realizadas no site do CIC ESPM (Centro de Inovação e Criatividade da ESPM) – http://migre.me/lS6hc. O valor do investimento é de R$ 981,00 e pode ser parcelado. Mais informações pelo telefone (11) 5085-4600.


PROFESSORES

FERNANDO PALACIOS
Diretor da Storytellers Brand ’n’ Fiction. É um dos pioneiros do branded content no Brasil. Cofundador do primeiro escritório de storytelling do País. Inovou implementando o primeiro portal de conteúdos de marca e o primeiro curso universitário de Transmídia Storytelling na ESPM.
 É formado na USP, pela qual defendeu o primeiro estudo acadêmico sobre o tema Storytelling. 
Atualmente é professor de storytelling na ESPM e ministra palestras em grandes empresas no Brasil e internacionalmente. Seu projeto pessoal narra a busca de um personagem pela próxima “Maravilha da Humanidade” e já conta com mais de 90 mil seguidores no Facebook.

MARTHA TERENZZO
Profissional multifacetada, com experiência de mais de 25 anos na área de marketing e inovação. Desenvolve projetos de inovação e ministra aulas em MBA e pós-graduação da ESPM, Insper e Sebrae. É mentoring, colabora com diversos blogs e revistas e também é diretora da Inova 360º (empresa de inovação e negócios).
Coordenou marcas e projetos de grande porte em empresas como: Cargill, Sadia, Parmalat, Bombril, União, Reckitt & Benckiser, Melhoramentos de Papéis, Seara e Ajinomoto. Estabeleceu processos e metodologias específicas de marketing com visão na gestão de negócios e inovação.
Implementou áreas de inovação e marketing de alta performance nas empresas, arquitetura e gestão de marcas, gerenciamento de portfólio, lançando cases de sucesso como Pizza Sadia, Hot Pocket, Miss Daisy e Vono, entre outros.

Serviço:
Curso “Inovação em Branded Content”
Local: CIC ESPM/SP – Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana, São Paulo
Data: de 13 a 17 de outubro de 2014
Horário: das 19h30 às 22h45
Mais informações pelo telefone (11) 5085-4600
Mais informações para a imprensa: Carolina Martins
11 98847-6363

Há alguns anos era comum encontrarmos discussões sobre Advergames, ou jogos com conteúdo publicitário e como as coisas mudam, apesar de ainda ouvirmos esse termo, é cada vez mais comum encontrarmos Branded Games nas estratégias digitais de várias empresas.

O que muda? O pensamento! 

Porquê advergames são efetivamente  um misto de propaganda e videogame, aonde a camada de mensagem publicitária fica extremamente evidente.  É o que podiamos observar em vários cases como o do Axe Dark Temptation que trazia o personagem "chocolate" para uma aventura nas ruas.

O produto fica explícito, a marca também e de maneira bem direta o consumidor entende que precisa dela para completar a missão.

E nos casos dos Branded Games... 

Assim como qualquer estratégia de Branded Content a marca ainda é o centro, mas este tipo de game, geralmente trás uma forte narrativa com elementos do DNA da marca inseridos como signos que vão conectar emocionalmente ao público, criando uma experiência que possa ir além da diversão.



No caso do Branded Game que ganhou a categoria Cyber no últmo Cannes, o espantalho não é o produto da  Chipotle Mexican Grill, mas os seus conflitos através do game representavam o posicionamento da marca com o tema "Cultivate a better world". Sem dúvida essa é uma questão que se faz relevante na vida de muitas pessoas, aliada a diversão de uma boa mecânica a mensagem vai ecoar no dia a dia de cada player.

O Segredo está no conteúdo, como transformar ou criar conteúdo relevante para a sua marca? Se você quiser descobrir essa e outras respostas sobre Branded Games, precisa se inscrever no curso Inovação em Branded Content com Fernando Palacios e Martha Terenzzo através deste link - http://www2.espm.br/cursos/espm-sao-paulo/inovacao-em-branded-content



Nunca na História da Humanidade tanto conteúdo foi criado. O presidente mundial do Google Eric Schimdt afirmou que a cada dois dias nós publicamos mais informações do que tudo o que foi feito desde os primórdios até o ano  de 2003

Um dos maiores produtores de todo esse conteúdo são as empresas, e a maior parte do conteúdo que toda empresa produz não supera os trinta segundos ou a página dupla. São drops informativos objetivos e pontuais, que são esquecidos com a mesma velocidade que são exibidos. Porém, alguns conteúdos conseguem ir muito além disso e ficam entrelaçados no tecido cultural por toda a eternidade. 

Um exemplo interessante é o filme Uma Viagem Para a Lua. É um filme revolucionário de 1902, que marca o início da ficção científica no cinema. Ele inicia narrativas mais complexas e também efeitos especiais. Se quiser assistir integral, está no link abaixo. 



Esse é só um exemplo de como uma boa história ultrapassa gerações. Mais de cem anos depois, vários filmes como Hugo Cabret ou até mesmo clipes musicais ainda revivem essa história. 



Para estudarmos a diferença entre o conteúdo que passa daquele que marca, vamos ter repeteco do curso que ensina os truques de quem vive de fazer e vender conteúdo: Inovação em Branded Content na ESPM. Essa vai ser a segunda edição e promete ser muito especial por conta dos palestrantes: vamos ter profissionais de branded content de Rede Globo, Youtube, TRIP e Boticário.



O Fórum Transmídia é um que busca envolver todos os participantes em uma grande experiência transmídia, apresentando seus conceitos, funcionalidades e utilidades.  Neste ano, o evento chegou a sua terceira edição e contou com nossa participação no painel "Games, 2nd Screen, Tv Digital e Mobile" no último dia 02 (Quinta Feira).

Quem esteve presente, ouviu sobre tendências e práticas desses meios e como eles poderiam ser direcionados para uma estratégia transmídia.  Alguns pontos altos do painel foram os exemplos de tecnologias que estão sendo experimentadas fora do país, para tornar o aprendizado e a comunicação mais interessante e mais humana.




E claro, como não podia faltar uma boa discussão sobre histórias e propaganda - com algumas provocações para deixar a discussão acalorada.




Aliás, ninguém melhor do que o Fernando Palácios pra falar sobre isso, então se você se interessou sobre o Mito da Publicidade contadora de histórias, siga este link aqui.

Muitos podem estar se perguntando: Mas então, qual história contar? Inclusive foi esta uma das perguntas que rolou ao final do painel.  Eu, particularmente, defendo que toda história de vida é válida. Mas quando envolvemos marcas precisamos ter responsabilidade e saber como transformar essa história em Branded Content. Até porque não são todas histórias que se tornam mitos.



Imagine poder envolver sua audiência com uma imersão narrativa tão intensa que sua marca passe a habitar o imaginário das pessoas.  Infelizmente pelo tempo do painel, não podemos desenvolver mais esse diálogo, porém semana que vem começa o curso de Branded Content na ESPM-SP com o Fernando Palácios e Martha Terenzzo, que poderão responder de forma definitiva como fazer narrativas poderosas para marcas.

Link do curso - http://www2.espm.br/cursos/espm-sao-paulo/inovacao-em-branded-content


Participaram também da discussão João Massarolo (UFSCAR), Salustiano Fagundes (SET/HXD), Gil Giardelli (ESPM/Gaia) e Lara Monteiro (Rede Vida)




Quer agregar valor a qualquer coisa na sua vida, conte uma história!

Uma certa marca de cerveja uma vez perguntou "e você, o que vai contar para os seus netos"? Repare que a maioria das coisas que queremos ter ou fazer geram boas histórias para se contar pras pessoas à nossa volta.

Lembre-se da parábola da Sharon Stone, onde o cara fica preso numa ilha deserta com a musa do cinema, acaba fazendo sexo com ela e depois pede para que a atriz se vista de homem para que ele tenha pra quem contar a façanha.

Toda marca tem seu valor atribuído a história de como ela foi concebida, não só a qualidade. Bons produtos são geradores de conversas porque eles têm uma história sobre como foram concebidos, ou sobre o tipo de gente que usa este produto.

A forma mais eficaz de dizer que você é bom em alguma coisa é contar uma história na qual você se deu bem. Repare naquela pessoa que é tida como boa naquilo que faz: ela está sempre contando histórias de sucesso! Será melhor ainda se outras pessoas contem histórias onde essa pessoa foi bem-sucedida.

A psicologia vai mais longe ainda, e diz que quando contamos uma história recriamos a nossa impressão sobre os fatos. Logo se você quer reproduzir um sentimento ou emoção, conte uma historia. Se este relato for tão marcante a ponto da pessoa reproduzi-lo, a impressão que você deixou será ainda mais forte!

Logo, o que você está esperando? Agregue valor! Conte uma história!


Quando eu ainda era um aluno de psicologia tinha uma professora de Gestalt Terapia que dizia que o conhecimento teórico é a base, mas a experiência é que construía a prática do terapeuta

Ou seja, mesmo que você estude Storytelling por anos, se você não viveu a emoção sobre a qual escreve nunca irá conseguir emocionar de verdade o público.

As técnicas são essenciais para ajudar o storyteller a contar sua historia. Elas ensinam a "linguagem das histórias", no entanto a emoção deve vir da vida do próprio escritor.

Autores como George R.R. Martin (de Game of Thrones) e Stephen King já confirmaram isso em entrevistas.

Então, o que está esperando? Vá viver a sua história!




A imagem deveria servir para acalmar os ânimos de fãs que se preocupavam com o boato de que o novo Batmóvel havia sido roubado.

Uma gafe jornalística que fez, inclusive, o porta-voz da Polícia de Detroit, o Sargento Michael Woody, esclareceu o caso de forma bem-humorada: “O Batmóvel está em segurança, na Batcaverna a que pertence”.

Isso daria um belo ARG, mas não foi planejado.  Zack Snyder, diretor do novo filme Batman Vs Superman (ainda em produção), publicou uma foto no twitter,  que fez os outros produtores se empolgaram e começarem a alimentar a imaginação das pessoas misturando os universos de  “Star Wars” e “Batman vs Superman”




J.J. Abrams não ficou pra trás, a frente da direção do novo Star Wars  publicou um vídeo, mostrando a nave Millennium Falco, comandada nos filmes por Han Solo e Chewbacca. Enquanto vemos essa a imagem da nave, logo percebemos, na fuselagem do cargueiro: um Batmóvel.



Ainda não sabemos até onde vai esse crossover, mas ele com certeza está rendendo uma nova experiência com a história para os fãs.


Imagine um brainstorm entre cliente e criativos acontecendo na sala de uma agência. Para começar, o cliente apresenta o pedido:

- Nossa marca precisa de um personagem.

- Um garoto-propaganda, talvez? O planejamento fez uma pesquisa e o Luciano Huck se encaixaria muito bem no perfil da marca.

- Não, o Huck já está na campanha de três concorrentes. Precisamos do personagem da marca mesmo.

- Como um Dollynho para a Dolly? Ou com uma pegada mais garoto da Bombril?

- Um pouco mais que isso, sabe? Nada contra o Carlos Moreno, ele é uma figura. Mas é algo mais profundo. Um personagem com aspirações, desejos, qualidades…

- E defeitos?

Uma das partes mais ricas do storytelling é a construção de personagens. É como brincar de criador. Pegar uma marca, sem vida, e transformá-la em um personagem “à sua imagem e semelhança”.
Tudo começa com as referências de outros personagens. “É a mistura entre Peter Parker e Yuri Gagarin”, ou então “é uma doméstica com a persistência de um Rocky Balboa”. A partir daí vão nascendo as características, os objetivos de vida, nome, sobrenome, idade, e também seu grande defeito.

- Mas a minha marca tem defeitos?

Um personagem sem falhas e conflitos é como assistir só aos 10 minutos finais de um filme. Se até os super personagens tem suas criptonitas, ou os deuses gregos tem suas iras, que dirá os reles personagens mortais. O grande defeito, a falha de caráter do personagem é uma das coisas mais importantes na sua humanização. Se nós rimos na comédia ou choramos no drama é porque nos identificamos com alguma característica e, muito provavelmente, essa característica tem a ver com o defeito do personagem.

- Já sei qual é o defeito do personagem da minha marca! Ela é muito perfeccionista.

E não adianta roubar no jogo. Se o defeito do personagem é uma virtude, a jornada desse personagem já está completa, enquanto a jornada da história da marca só está começando. Um personagem que não tem nada pra dizer ao seu analista é desinteressante. Será que a sua marca é interessante para o seu consumidor?