E aí o camarada acha que só de contar uma história já está tudo resolvido. Ledo engano, old sport. As pessoas precisam saber que a história existe... e mais, precisam querer se aventurar por esse novo mundo, conhecer esses novos personagens e, claro, isso tudo exige o mais escasso dos recursos, a atenção.

O que fazer para chamar a atenção para a sua história? Simples: uma segunda história, old sport.

Existem milhares de exemplos de como a história por trás da história era tão boa e fascinante quando a história em si... desde Alice no País das Maravilhas, passando por Bruxas de Blair, Harry Potter, Lost... mas para efeito desse post, escolhi um exemplo muito inteligente: o jogo do Great Gatsby.

A versão original da história, um livro de romance, é considerado como uma das obras-primas da literatura estadunidense. O que causou uma certa comoção nos fãs de Fitzgerald foi a aparente descoberta de um cartucho antigo em uma garagem com a adaptação da narrativa para a versão NES.

Conforme relata o site http://greatgatsbygame.com/about.html, o cartucho veio também com capa e manual de instruções. Como assim eu nunca tinha ouvido falar desse jogo antes, old sport?

Rapidamente a notícia se espalhou e a blogosfera ficou toda animada. Não só o game foi descoberto, como emulado para ser jogado online. Milhões de pessoas de todo o mundo foram lá só para testar.

Acontece que essa história não passa de um boato. A verdade é que a Nintendo nunca fez uma adaptação da obra de Fitzgerald. Um grupo de 10 amigos sem ter muito mais o que fazer, foi lá e fez o game... mas para fazer o esforço valer a pena e mais gente jogar, fizeram também a o manual e a história toda por trás. E assim, depois de todo o sucesso, confessaram o boato.

Aí entram as questões da moral e da ética e do bom-senso... e, no meu julgamento, eu achei o boato ótimo, pois se não fosse por ele, o game jamais teria entrado no meu radar. Mesmo não sendo um original da Nintendo, aposto que essa versão ficou mais fiel ao romance do que o filme O Grande Gatsby. De um jeito ou de outro, se você ainda não leu o original, vá lá agora, old sport!


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Os roteiristas de Hollywood sabem muito bem. Nem adianta levar um roteiro para avaliação dos estúdios se não tiver high-concept.

Na medida em que o storytelling entra na vida das agências e corporações, o high-concept entra junto como se fosse um passageiro VIP. Melhor ainda, como se fosse o indispensável co-piloto de uma aeronave.

O tal do high-concept é a ideia capaz de gerar uma narrativa interessante. É a ideia para uma boa história.

Quando você, autor, for perseguir high-concepts, não vai aceitar nada menos do que a mais alta qualidade, estou certo? Ah, orgulho! Pois bem, o high-concepts mais poderosos são aqueles dotados de uma ideia original e ainda assim simples o suficiente para serem compreendidos em uma só frase.

Alguns exemplos para ilustrar:
- É a história de uma criança e seus brinquedos... pelo ponto de vista dos brinquedos.
- A história do serial killer que só caça serial killer.
- A história de que, na verdade, essa nossa realidade se passa dentro dos computadores.


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Inegável e inquestionável: todos contamos histórias. Temos feito isso mesmo antes que elas pudessem ser registradas. Mas quando eu falo em se tornar Storyteller, assim, em inglês e com S em caixa alta, quero  me referir ao contador de histórias profissional. Estou falando de quem tira sua renda de seus enredos. Pessoas que 'vivem para' e 'sobrevivem de' contar histórias.

É aí que entra técnica, talento e sensibilidade. Não basta fazer rimas para ser um poeta. Não basta ser alfabetizado para ser escritor. Aliás, saber escrever bem um texto técnico, científico ou publicitário não ajuda (e às vezes atrapalha) a escrever um narrativo. Da mesma forma, não basta contar histórias para ser um Storyteller. Tem muita gente que começa a contar uma história e logo causa o efeito oposto do esperado: ao invés de entreter, entedia.

Entreter é um dos fatores primordiais da narrativa. Se não for para entreter, melhor ser direto ao ponto como faz o jornalismo contemporâneo. Mas não fica por aí. A atenção é, sim, o oxigênio das histórias. Mas as histórias respiram por um motivo. E esse motivo, que reside na raiz tanto da literatura como da dramaturgia, foi o que manteve viva a tradição de contar histórias por tanto tempo: contar verdades que de outra forma seriam amargas demais para engolir.


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Não posso dizer que tenho todo o conhecimento de storytelling. Na verdade, nenhum autor pode. Aliás, os grandes autores dizem que 'você jamais pode dominar a arte de contar histórias, no melhor cenário você pode aprender a contar aquela história em que está trabalhando.' 

O ato de narrar histórias é o centro de todas as formas artísticas e um processo de aprendizado que dura a vida toda. E mesmo sendo uma das atividades mais antigas da Humanidade ainda é um assunto em constante evolução. Volte um século no tempo e nem cinema existia. E hoje existe essa coisa com o estranho nome de transmídia. Se há tanta informação e transformação, por onde começar? 

O primeiro passo é garimpar o próprio histórico de vida atrás das grandes descobertas e experiências transformadoras.  É preciso extrair do histórico as boas histórias.  

Para se tornar um storyteller profissional é preciso transformar essas histórias em projetos. Ou seja, obter renda dos enredos. Não é fácil. Mas também não é impossível.

Tudo parte do sonho. De querer algo distante. Como uma fruta num galho mais alto que o braço alcança. Mas de querer tanto aquela fruta que se disponha a trepar na árvore, sabendo que o galho pode quebrar e cair. Ou de vencer a preguiça e ir buscar uma escada. Ou ainda de construir uma escada. É como dizem em outras terras ‘where there’s a will, there’s a way’.

Sonhos temos todos. São como sentimentos. Alguns deixam mais trancados, mas não é por isso que deixam de existir. Nada que uma busca interna não encontre. #google-se

Com esse sonho em mente o próximo passo é ao papel passá-lo. Mas isso fica para o próximo post. Até lá, tenha bons sonhos!

‎"A gente tem que sonhar, se não as coisas não acontecem" ~Oscar Niemeyer
  

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Isso já tem se tornado um certo padrão. Muitas pessoas me procuram dizendo que estão com um problema danado na hora começar a escrever um texto: elas simplesmente não conseguem começar. É uma síndrome que parece afetar cada vez mais pessoas. Ou vai ver que sempre afetou todo o mundo e eu, como cada vez sou mais visto como escritor, estou sendo mais assediado pela questão. Seja como for, a resposta fácil seria: 'não pense nisso, busque inspiração, vá dar uma volta pelo parque, leia um livro e lave a louça.' Às vezes isso até resolve. Às vezes.

A coisa mais importante para vencer esse momento é imaginar que você está numa praia prestes a embarcar num bote e sair navegando por mares até então somente sonhados. Você está no momento de passar a rebentação, de vencer resistências naturais e inevitáveis do início do percurso.

Eu só conheço um jeito de transpor as ondas da resistência, e é justamente escrevendo. Escrevendo apesar de tudo.

Fazer outra coisa só vai te distanciar aquilo que você deveria estar fazendo, escrevendo. Escrevendo já sabendo que todas aquelas palavras que estão sendo digitadas em breve serão deletadas. Escrevendo mesmo achando que a sua história não valha nada. Escrevendo até mesmo seus pensamentos negativos sobre a sua escrita. Escrevendo até que do meio de tudo aquilo que você considera esterco vire adubo. Uma hora algo floresce.

A verdade é que quase todas as palavras escritas ficarão no escuro da lixeira, sem jamais ver a luz do dia. Mesmo os romancistas mais consagrados, com 30 anos de profissão e prêmios mundiais de literatura, trabalham em média dez horas para produzir uma página publicável. E é óbvio que eles não escrevem devagar. O ponto é que de tudo o que escrevem apenas uma página se salva. É um ofício de garimpo, esse do autor. O autor passa as horas minerando a própria mente até que encontre uma frase ou ideia preciosa.

Existe um conto do Richard MacKenna em que ele diz que precisou escrever 100 páginas de texto para só então começar a escrever a primeira página do seu primeiro livro. Escrever é isso mesmo. É explorar seu mundo imaginário com palavras. É uma expedição sem a menor garantia de sucesso. Até por isso o grande talento de um autor não é a habilidade de criar ou de contar uma boa história, mas essa espécie de perseverança inexplicável.
A disposição para acordar todos os dias pronto para travar mais um duelo contra a página em branco. Talvez por isso Gertrude Stein tenha escrito 'to write is to write is to write is to write.'

Então faça como ela e escreva. Escreva tendo em mente os escritores que datilografavam suas histórias em máquinas Olivetti e que enchiam os cestos de lixo com bolas de papel. Escreva pensando que você ainda não deve pensar na qualidade. Escreva sabendo que uma hora você vai ter que voltar, reler e editar tudo. Escreva, mas escreva sem o editor do seu lado. Dê férias para ele, ou ele te trava. Escreva com a criatividade infantil e descompromissada. Agora é hora de brincar com a criança interior e deixar para mais tarde o editor. Escreva como Hemingway 'write drunk, edit sober.'

Lembre-se: toda vez que você se deparar com um bloqueio criativo, eis mais um motivo para você encarar o papel ou o computador e escrever. Escrever nem que seja por escrever. Escrever até cansar de se irritar por estar escrevendo tanta bobagem. Escrever até a câimbra afligir os dedos e chamar isso de aquecimento. Escrever até o editor em você concluir que a única explicação para você ignorar seus berros seja que seus ouvidos já não funcionam. Escrever sabendo que sua única arma é escrever.








O conceito tem ganhado relevância entre os executivos das diferentes áreas. Entenda o que é e como está mudando a dinâmica corporativa.

De alguns anos para cá engajar clientes tornou-se um dos maiores gargalhos para as empresas, isto aplica tanto para clientes internos como externos, lembrando que os dois devem se manter encantados com relação a sua marca. Baita desafio, não acha? Caso pense o contrário é porque sua marca é uma das queridinhas do mercado, ou ainda não entendeu a importância de ser destaque no mercado ou não sabe como concorrer nesse mundo cada vez mais rápido e com quantidades gigantescas de dados. Se for o último, este artigo é para você.

O que é Gamificação?

Entende-se por gamification ou gamificação o uso de técnicas de jogos para tornar algo um produto (site, aplicativo, comunidade online) mais interativo, engajador e claro cativante para os usuários. Para atingir esse objetivo, a gamificação usa 10 mecânicas de jogo básicas que garantirão o engajamento do jogador, nem todas as vezes precisa usar todos os princípios, só é preciso pegar alguns e saber mistura-los. Alguns desse principios estão associados a competitividade, colaboração, conquista e claro o elemento surpresa.

Gamificação e negócios

No primeiro momento não faz muito sentido inserir esse tipo de práticas na estratégia da empresa, pois só é um jogo. Pois saiba que o jogo é um espaços de interação que mais gera engajamento nos indivíduos, uma vez que os usuário vão participando do espaço sem perceber o impacto dessa atividade, ou seja, eles não percebem como sua marca de uma forma e outra está entrando na cabeça deles, uma vez que está se gerando uma nova experiência emocional que mais para diante será a responsável por criar um vínculo afetivo com a marca.
Além de toda essa questão experiencial, os jogos tem sido utilizados como uma das formas mais engajadoras para educar, as escolas são o exemplo mais claro. Então, por que não trazer essa abordagem para o mundo dos negócios? Talvez para um treinamento de equipe ou outros espaços de educação corporativa.

Por que falar de Gamificação e Storytelling?

Não é segredo que a maioria dos jogos precisa contar uma história para manter o jogador encantado. Contudo, um dos maiores desafios é conseguir implementar de forma bem-sucedida essas práticas de gamificação, uma vez que o modelo de pensamento atual não consegue associar facilmente os jogos como agentes de transformação e pode se tornar um movimento arriscado para a maioria das empresas.

Diante dessa dificuldade, o storytelling surge como um parceiro para facilitar o entendimento do conceito de gamificação, os benefícios e como ela pode revolucionar a dinâmica de qualquer empresa. Além disso, os jogos precisam de maior concentração de estar 100% presente no momento, bem diferente do cinema e os livros que permitem realizar outras atividades em paralelo.  Isto é essencial para engajar ao público-alvo de qualquer estratégia, independente se ela for pensada para vender o mesmo para aprimorar os skills da sua equipe.

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Acho que vale aprender com o que temos de mais industrial em confecção de histórias: as novelas. Um autor de novelas concebe 18 mil páginas de história. Ele organiza núcleos com dezenas de personagens que vivem um entrelaçar de tramas. Uma exigência técnica para poucos. O autor e sua equipe de escritores e pesquisadores investem até nove meses de suas vidas numa dedicação exclusiva à história... e sem tirar os  olhos da audiência.

A interferência da audiência
A parte mais árdua da novela é a necessidade de ser escrita durante as gravações. A reação da audiência pode exigir a alteração de toda a história. Personagens que morrem prematuramente. Situações previstas deixam de acontecer. O autor de novela portanto tem os mesmos desafios de um autor-gestor, só que numa escala muito maior, já que sua história atinge uma média diária de 5 milhões de pessoas... cada vez mais difíceis de agradar. 

O segredo nos autores de novela
Além da dedicação de alguém fanático pelo que faz, os autores contam com uma arma secreta. O termo técnico é escaleta, que vem literalmente de esqueleto. É o resumo dos acontecimentos de cada cena de um capítulo. Vale ressaltar que esqueleto não é corpo. Escaleta não é história. E o que prende uma porcentagem dos brasileiros diante da TV todos os dias é a história. Se uma marca quer cativar seus consumidores, precisa fazer o mesmo.

A história e suas tramas
As tramas são cabides para pendurar a história. É o plot da moça que esconde um envelope MacGuffin de dois perseguidores. A história narra quem é a moça e por que o envelope é importante. Histórias são feitas de jaquetas de couro, lábios que se tocam, fotos antigas. É o encadeamento de coisas com significado. Plot é o composto lógico de ideias, sem emoção. O problema de grande parte das narrativas de marca é que elas não se desenvolvem além do plot.

Posso ter deixado a impressão de que quem manda nas histórias não é o autor, mas audiência que a consome. Não para o autor experiente. O mago que domina seus feitiços nunca perde a rédea de sua audiência.

O bom exemplo de Lost
O seriado Lost deu muitas aulas de como manobrar a opinião da audiência. A primeira foi logo nos primeiros episódios ao apresentarem o badboy da turma. A audiência refutou o personagem Sawyer. Milhares de cartas e emails de fãs foram enviados à produtora. Ninguém se importava com ele. Melhor que fosse morto por algum animal da ilha. Os autores, muito astutos, mostraram um acontecimento marcante do passado do personagem: quando criança viu o pai assassinar a mãe e depois se suicidar. Lágrimas nos olhos. Pronto. Bastou uma cena e o personagem caiu nas graças da audiência. Eis o poder do feiticeiro experiente.


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Quem nunca ouviu alguém falar algo como "se tudo der errado, vou vender coco na praia“, ou melhor, quem nunca disse algo como "cansei dessa vida, quero abrir uma pousada na Bahia"? É quase que um arquétipo de "aposentadoria perfeita".

Essa é a história do Titus, que um dia cansou de ser acordado no meio da madrugada com as ligações do seu chefe e resolveu investir num sonho: vender água de coco na praia. Decidido, resgatou suas economias e foi para o litoral montar uma barraquinha. Chegou lá abafando, seguro de que tinha tomado a melhor decisão de sua vida.

Ao chegar na praia em que planejava se estabelecer, viu que não estava exatamente num mar de rosas... Já havia uma série de outras barracas, todas com fornecedores amarrados e clientela fiel.

O nosso amigo sonhador tem alguma chance de se dar bem se for adiante em perseguir seu sonho? Sim. Ele pode não ter sido primeiro, mas também não será o último a vender água de coco natural e geladinha. Para aumentar as suas chances de sucesso (ou pelo menos sustento), ele vai precisar resolver todos os problemas - de preferência dentro da lei (até ocorreu o insight de que ele poderia contratar um jagunço pra "limpar" a concorrência, mas o conceito de máfia está um pouco fora de moda. Outro insight foi de burlar impostos, mas logo concluiu que se até a Daslu foi pega...).

Eis um problema simples: como fazer a barraquinha se destacar das demais? Possibilidades existem como grãos de areia:
espalhar panfletos no pedágio ou anunciar na rádio e em outdoors;
oferecer outros produtos além do coco (milho verde, guloseimas etc.) ou até agregar serviços como mesinhas com ombrelones para clientes além de um tapetinho que leve até o mar;
ludicalizar e distribuir jogos de tabuleiro para todos os clientes;
apelar para o preço mais baixo ou fazer uma promoção compre 3 cocos e pague 2;
pode criar um concurso para os filhos dos clientes concorrerem a uma viagem à Disney;
pintar de verde-limão com roxo e abrir à noite como uma espécie de balada;
pode criar um tubarão de pelúcia e dar de brinde para os clientes;
pode patrocinar o réveillon e o carnaval...

Enfim, cada solução promete resultados ímpares no curto, médio e longo prazos. Via de regra, quando uma empresa passa um briefing para uma agência é porque ela tem um problema, quase sempre tático (aumentar vendas de um determinado produto, reconquistar a confiança de um determinado target após uma crise, alterar a percepção de uma marca devido a um reposicionamento de um concorrente, desovar estoques, fazer com que as pessoas tomem conhecimento sobre um assunto etc.), mas também pode ser estrutural (não tem equipe interna, não detém know-how etc.).

No mundo real raramente uma empresa tem apenas um problema. É meio que o oposto disso, na verdade: empresas são fábricas especializadas em gerar centenas de novos problemas todos os dias. Normalmente o controle dos problemas - quais são mais ou menos relevantes e prioritários - é feito pelo pessoal de marketing da própria empresa.

É comum que o departamento de marketing determine um "problema da vez" que, após escolhido, seja repassado a alguma agência fornecedora para que esta encontre uma solução. E é aí que entra em cena o planejamento.

O trabalho do planejamento é analisar o maior número de possibilidades, levando em conta as informações referentes à concorrência, à macroeconomia, aos nichos de clientes e tudo mais que possa influenciar nas soluções sob o ponto de vista estratégico-financeiro e, em alguns casos, até jurídico. E depois de considerar todo o contexto, ele irá sugerir o melhor caminho estratégico para solucionar o problema.

A estratégia normalmente é composto por uma série de táticas, normalmente dispostas em um projeto (também chamado de "plano" e quase sempre feito em power point). Em boa parte das agência, o próximo passo é enviar o plano para a criação aprofundar as idéias e criar as peças. Mas existe ainda um outro tipo de planner, o criativo, que vai um passo além e borda esse conjunto de táticas num tecido maior: o conceito. E o conceito, muitas vezes, pode ser um primeiro passo para o storytelling.

Para finalizar, é bom ressaltar que existem dezenas de especializações de planejadores e, como ocorre com toda profissão, existem profissionais bons e ruins. Um bom planejamento consegue trabalhar mais de um problema por vez, ou pelo menos gerar benefícios em mais de uma frente (por exemplo: conquistar novos clientes e, em decorrência deles, aumentar as vendas).

Então, para persistir no seu sonho contrate um bom planejamento... Vai terminar vendendo coco como água.


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Esse tal de storytelling
Você passou horas numa maratona de Dexter, Doutor House ou Mad Men. Dez episódios se passaram e você continua dizendo 'só mais esse'. E ainda bateu a irritação de pensar que a próxima temporada só no ano que vem. Se você olhar de fora, o efeito da história sobre você até parece bruxaria.

A magia das histórias está na peculiaridade. Ninguém se interessaria por uma aventura de um herói genérico numa missão qualquer. O herói tem que ter RG e personalidade. Se o personagem não for mais interessante do que pessoas reais, por que perder tempo com ele?

E outra: é bom que ele esteja numa missão muito importante. Do tipo que vai decidir o destino do mundo.

O poder dos detalhes
O específico é o que nos enlaça. Mas por não tratar de coisas 'quaisquer', toda história vem amarrada com um risco: o que só a audiência viu.

Cada detalhe conta muito mais do que se imagina. O autor vai todo animado apresentar seu herói. Aí vem a audiência e acha que o mocinho está mais para o bobo da corte. Se é perigoso para o autor, imagina para executivos que buscam glorificar suas marcas.

Storytrends
Storytelling como 'ferramenta corporativa' é uma tendência que vem ganhando força a cada dia. É natural num mundo com tanta informação de pouco significado. Contar uma história para dizer alguma coisa, faz essa mensagem subir um degrau. Fica mais apetitoso para a mente que acompanha a narrativa.

Mas como nada é de graça, ao ficar mais envolvente e interessante, a mensagem passa a concorrer com a Cia das Letras, com a Globo e até com a Pixar. Por subir um degrau, ela passa a concorrer contra histórias. E aí só as melhores se perpetuam. Uma sobrevivência Darwinista.

Técnica do artista
A importância da técnica artística fica evidente na concorrência pela melhor história. Sem o verniz do escritor, poucas histórias têm chance de sobreviver. Por isso que existem ghost writers. Para quem tem bons conteúdos mas não domina a técnica. Mas ainda mais importante é o talento autoral. Em descrever situações intensas, sem jamais deixar de ser sincero nas emoções. É a emoção o combustível das histórias. Para expressar emoção só tem um jeito: sentindo. Se o autor não sente nada, nada passa. A atenção vaga. O canal muda. A página fecha.

Para que o feitiço não volte contra o feiticeiro o melhor é evocar um mago experiente. O Mestre dos Magos, se possível. Quando investir em storytelling, investigue o storyteller. Desconfie do 'consultor', 'palestrante' ou 'professor' que se diz 'especialista em storytelling', mas nunca escreveu uma história. #ficadica



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Edição de março de 2020.

Aqui é Fernando Palacios, o primeiro a estudar e praticar Storytelling aqui no Brasil. Que tal começar Anos 20 com uma pitada de tudo o que está acontecendo no Mercado do Storytelling? Novidades, tendências e dicas. Essa é uma edição anual e compila os destaques dos últimos meses.
Histórias contagiosas. As histórias se transmitem de uma pessoa para outra. Sabemos disso desde quando vivíamos em cavernas. No geral isso é bom. Graças a isso preservamos a receita da cerveja antes mesmo de termos inventado a escrita. Só que também tem o inverno. O Corona vírus é um ótimo exemplo.
Claro que devemos tomar todas as precauções. É interessante ver as pessoas passando mais tempo lavando as mãos e potes de álcool gel espalhados pelos cantos.
Talvez por estarmos na primeira pandemia monitorada, algumas medidas fazem parecer que estamos tratando o vírus como se fosse o Apocalipse Zumbi finalmente acontecendo: destinos banidos, países fechando as fronteiras, expulsando ou "sequestrando" turistas. Cancelaram a temporada de NBA, jogos de futebol e grandes eventos como SXSW, MWC e até mesmo eventos públicos como casamentos e funerais
A questão é que essa narrativa dramática está gerando problemas reais possivelmente maiores do que os impactos da doença em si. A desinformação leva ao medo. O medo leva ao alarmismo. O alarmismo, ao pânico. O pânico leva aos supermercados lotados e gôndolas vazias. Leva ao isolamento e à discriminação quando deveríamos estar nos unindo e trabalhando em grupo.
O pânico, já foi contabilizado no mercado e levou a um trilhão de reais em perdas. Algumas indústrias estão entrando em colapso e se a história alarmista continuar se alastrando, muitas empresas irão quebrar. A começar por companhias aéreas… e chegando às bolsas. Uma história de muita incerteza, mas também esperança. E que a o hábitos de higiene adquiridos não se percam quando tudo isso acabar.
Enquanto alguns adoecem, outros curam. Quem marcou o maior gol da temporada foi Cristiano Ronaldo, que transformou seus hotéis em hospitais. Quem se deu mal por tabela foi a cerveja Corona, que não tem nada a ver com a história, exceto pelo nome.
Falando em saúde, Storytellers tomam do próprio remédio. Para planejar os Anos 20s, os Storytellers contrataram o método StoryStorm da própria Storytellers. Tem sido uma experiência interessante com um cliente difícil. Exigente em termos narrativos. Pois é, estamos num processo de usarmos internamente as ferramentas que aplicamos aos clientes na hora de planejar uma plataforma transmídia de conteúdos. Estamos desenhando uma década de projetos e programas. Se quiser saber em primeira mão, assine a newsletter mensal: Penúltimas do Storytelling.
Enquanto o Corona quebra o mercado, Parasita quebra as bilheterias mundiais. Além de levar suas quatro estatuetas no Oscar, o filme está batendo recordes de bilheterias em diversos países e, por tabela, influenciando o consumo. Storytelling tem esse poder de influência. Na década de 50 James Bond inseriu a vodca no mercado americano. No começo do milênio Sex And The City levar o drink Cosmopolitan para cardápios de bares de todo o mundo. Agora é a vez de Parasita tornar o jjapaguri prato obrigatório em restaurantes famosos (e que, há quem diga que é ótimo pra quem pegou o Corona vírus).
Por fim, como não podia deixar de ser, Parasita também impactou o turismo da Coreia do Sul. Assim como Código Da Vinci levou multidões a percorrer uma rota em Paris e Game of Thrones tem seu roteiro de pontos de interesse pela Europa, agora existe um tour pelos subúrbios de Seul.
Uma das histórias mais inusitadas do ano envolve o rei dos roles aleatórios, Ronaldinho Gaúcho. Que o bruxo dos dribles foi pego no Paraguai por falsificação de documento todo mundo já sabe. Mas alguém previu isso muito antes, em 2015. Mauricio de Sousa - no melhor estilo "previsões dos Simpsons" - fez uma edição da Turma do Ronaldinho que prova que nem sempre é a arte que imita a vida. Nesse caso, a vida plagiou a arte.
Do RH para o Storytelling, Ingrid Perussi é a nova sócia da Storytellers: "executiva de RH de grandes empresas, mas exatamente por querer estar próxima de pessoas e ajudá-las a contar suas histórias fez sentido virar uma Storyteller." Pra saber o que tem por traz disso tudo ouça o podcast ;-)
NA HORA DO RH tudo que envolve histórias nos tais Recursos Humanos. Nao só no sentido empresarial, mas de gente, de comportamento, de melhores versões de nós mesmos, de como nos capacitar melhor, o que gostaríamos de ver e receber das empresas em que trabalhamos... Novos episódios toda segunda.
Algoritmos estão aprendendo a escrever cada vez melhor, e logo mais não saberemos se o que estamos lendo foi escrito por uma pessoa ou uma inteligência artificial.
Inteligência Real. Enquanto muitas empresas recorrem à automatização via inteligência artificial para atender seus clientes, aqui na Storytellers preferimos um atendimento mais pessoal, individual e personalizado. Abrimos um canal de "Inteligência Real" via WhatsApp. Pra testar, mande um 'alo' via whatsapp para +5511990033673
"Você tem 96% de chance de ficar sem seu emprego." Duas décadas atrás depois de ter sido um dos primeiros a perder seu emprego pra uma inteligência artificial, o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov afirmou que ao invés de brigar contra o inevitável, é melhor aceitar que os empregos ficarão nas mãos das máquinas e que nós humanos devemos aprender a colaborar com elas.
A notícia tem mais de um ano, mas ainda não tinha sido anunciada. Dedicamos meses na idealização da STY, o braço Boutique Criativa da Storytellers. Comandada por Guilherme Petrilli, a STY coordena processos de reinvenção. 
Por exemplo, reinventamos slides em espetáculos de teatro. Reinventamos cursos em experiências simuladas. Reinventamos projetos como jogos. Reinventamos inclusive a forma de comunicar. Se você estiver com produtos precisando de reformulação ou novidades precisando de um lançamento diferente, reinventa com a gente!
Sonho de consumoarmário inteligente que limpa e passa roupa sozinho. Talvez só donos de lavanderias não gostem da novidade.
Outra novidade é o StoryLab, um centro de desenvolvimento e experimentos. Nele surgiu a Jornada a Marte: uma caminhada através de experiências imersivas. Um curso com começo, meio e fim. A cada etapa, a trilha sonora conduz os participantes, que vivenciam simulações de situações. Começa com autoconhecimento, passa por pensar como investidor, agir como startup e termina com um mergulho futurista. Já realizamos versões no Google Grind, na Fiap, no FutureCom e agora em 2020 estaremos com a Jornada a Marte 4.0 no IT Forum. Quer embarcar nessa jornada? Responda esse e-mail com "eu vou pra Marte!"
No balanço de 2019, o treinamento best-seller nas empresas foi "Storytelling Para Não-Criativos: como fazer um roteiro nos Oito Passos do Palacios". Além dele, temos mais 9 treinamentos para você chegar à melhor versão da sua história.
Quer saber mais? Entre em contato imediato
2020 já começa com treinamentos evoluídos. Programas dinâmicos com metodologias ativas e inusitadas, com práticas avançadas de Storytelling para imersões de transformação. Os novos treinamentos vão dar o que falar e revolucionar a forma de fazer. 

Os 1001 Usos do Storytelling. Um semestre dedicado a direcionar exemplos e aplicações de Storytelling para diversos segmentos, como por exemplo, Storytelling no agronegócio. Participe da votação para ordem de lançamento
Bom, por hoje é só pessoal. Inscreva-se na nossa newsletter mensal Penúltimas do Storytelling. Na próxima edição vamos contar sobre histórias de mercadores, anunciar notícias fantásticas e revelar algum dos 1001 Usos do Storytelling.