Quando se fala de histórias há alguns elementos que não podem faltar: protagonista, desejo, conflito, transformações. Dos contos de fadas às histórias criadas para marcas podemos identificar tudo isso. Algumas histórias nos tocam mais, outras menos, mas geralmente elas acabam ficando no plano da imaginação.

Só que quando a gente se depara com uma história real, esses elementos todos parecem mais fortes, mais profundos. A história do vídeo é de uma jovem sobrevivente de câncer. Ela é a personagem e o seu maior desejo era viver como qualquer outra pessoa de 19 anos gostaria. Mas esse desejo foi ameaçado por um  vilã que tem se mostrado impiedoso e ousado: o câncer.



O vídeo foi produzido a partir de um workshop em que sete jovens sobreviventes de câncer compartilharam suas histórias de vida, transformações, conflitos. A partir dessas histórias uma instituição que busca soluções inovadoras para o tratamento de doenças crônicas em jovens e crianças percebeu as necessidades desse público diante de um tratamento tão doloroso e por vezes longo. Além dessa história, há mais seis outras  aqui. Podem parecer pesadas, mas a vida real é assim mesmo.

Sempre quis ver cases de storytelling aplicado a causas. Esse me pareceu um bom exemplo de como as histórias de  pessoas que venceram uma doença podem ajudar não só a elas, mas a quem cuida delas e quem - infelizmente - vai ter de vencer esse obstáculo. Fica a inspiração para os storytellers brasileiros.






Coordenação Antonio Augusto Grieco (Guto Grieco)
Professor(a) Bruno Scartozzoni
Professor(a) Fernando Palacios
Professor(a) Martha Terenzzo
Início das aulas: 28 de Janeiro
Término das aulas: 01 de Fevereiro
Aulas às segunda a sexta-feira das 19h30 às 22h30

OBJETIVO
O mercado de comunicação no Brasil e no mundo está redescobrindo a utilização de storytelling como técnica de comunicação capaz de fazer aquilo que contadores de histórias já sabem há tempos, e que constitui-se o maior desafio da atualidade: capturar a atenção do público. E como essa inovação pode ajudar a espalhar uma idéia, construir uma marca ou alavancar vendas?
Em um mundo pautado pelo excesso de canais e informações o storytelling entra como um elemento que pode ajudar a espalhar uma idéia, construir uma marca ou alavancar vendas com mais eficiência, conquistando o público pela emoção.
Este curso visa jogar uma luz mais apurada sobre o assunto, indo além dos modismos do mercado. Abordaremos storytelling em diversos contextos:
- branding
- cultura organizacional
- branded content
- product placement
- plataformas transmídia
Acima de tudo, esse é um curso sobre como storytelling pode facilitar o entendimento e troca de conhecimento entre empresas e pessoas.

A QUEM SE DESTINA• Empreendedores e empresários procurando um novo ponto de vista para seus negócios.
• Publicitários e comunicadores em busca de ferramental prático e teórico para a construção de campanhas mais engajadoras.
• Profissionais que necessitem diferenciar suas marcas.
• Executivos interessados em criar apresentações de negócios mais envolventes.
• Acadêmicos interessados em uma formação mais aprofundada sobre o assunto.
• Escritores e roteiristas que queiram inovar em seu Mercado.

E também para você que:
• Está uma nova direção para sua vida profissional
• Procura um caminho bacana para seu desenvolvimento pessoal
• Busca novas formas de ampliar sua criatividade
• Quer ampliar segurança e inspiração em suas apresentações,
• Busca aprender como as histórias bem construidas podem auxiliar ONGs
• Quer saber qual a diferença entre contar histórias e contar a melhor história

PROGRAMAdia 1. COMO O STORYTELLING PODE MUDAR SUA VIDA
- Você sabe o que prende a atenção das pessoas?
- O 6º P do Marketing
- PlotToolkit®, as 10 maneiras de empregar uma história (com cases)
dia 2. COMO O STORYTELLING PODE DAR VIDA À SUA MARCA
- Qual o arquétipo da sua marca?
- Elementos fundamentais para se tornar um Storythinker
- Encontre as melhores histórias do seu histórico com a Topografia de Interesse®
dia 3. COMO O STORYTELLING PODE DEIXAR MAIS INTRIGANTE SEU CONTEÚDO
- Você já parou para pensar que qualquer anúncio não deixa de ser um branded content?
- O conceito de tramar
- Crie novas histórias com a técnica Storycraft®
dia 4. COMO PROGREDIR DO STORY AO TELLING
- Você sabe a diferença entre história e narrativa?
- As palavras mágicas que compõem uma estrutura narrativa e que permitem contar histórias como quem lança feitiços.
- Entrelace mensagens comerciais dentro de uma história maior usando o StoryPlacement®
dia 5. TRANSMÍDIA: COMO TRANSFORMAR EM ATIVO O UNIVERSO POR TRÁS DA HISTÓRIA
- Era uma vez uma história, que graças a um storythinker virou um importante ativo de uma marca. Num belo dia, esse universo foi recortado em intrigantes narrativas. Essas narrativas foram dispostas de forma transmídia. E dessa forma os consumidores viveram felizes para sempre.

METODOLOGIANo curso intensivo todas as aulas são trabalhadas a partir de teoria e exemplos.
Além disso você terá:
-Aulas com quatro professores com experiências complementares de mercado;
-Bibliografia seleta e comentada para aprofundar em cada módulo do programa;
-E segredos do storytelling como por exemplo: “Nenhuma história é só uma história. Qualquer história é composta de centenas de histórias lineares que se cruzam e se entrelaçam.”

Para fazer a inscrição acesse http://www.espm.br/inovacao/curso.asp?cursoID=62



Você tira o professor da sala de aula, mas não tira o ensino do professor e como a maior parte da minha vida foi escrita em sala de aula, apesar de hoje eu tentar escrever um novo capítulo dessa história é bem difícil ignorar a paixão que tenho por ensinar.

Há pouco tempo uma amiga da faculdade me convidou para conhecer a empresa em que trabalhava, falou de marketing multilevel e mais um monte de coisa cheia desses nomes que os publicitários adoram inventar para suas ideias. Aceitei o convite e nos encontramos no metrô de onde partiríamos para o que eu entenderia mais tarde como uma viagem no tempo.

O salão lotado pela classe média brasileira, um grupo enorme de jovens, que nasceram em um país de terceiro mundo filho de uma ditadura, e vive sua vida adulta em outro lugar, repleto de sonhos e crescimento, bem mais próximo do primeiro mundo com o qual costumamos sonhar. A música alta agitava os jovens e algumas pessoas ficavam em pé batendo palmas no ritmo da música. Mas de repente o som para e sobe no palco um daqueles personagens da vida que poderia facilmente ser eu ou você. Ele começa se apresentando e dizendo que antes de investir em seu próprio negócio ele batalhava como todos nós, ganhado o seu pão com o trabalho realizado entre um metrô lotado para ir e outro ainda mais lotado para voltar do trabalho. É claro que a história não acaba com ele solitário em um ônibus madrugueiro, mas sim com uma piada de seu chefe sobre a sua enorme coleção de carros e relógios importados. Olho para os lados e vejo o sorriso de satisfação e o brilho de esperança nos olhos de todos. Confesso que até eu mesmo me cativei pela emocionante história de enriquecimento de um jovem que podia ser eu. Mas logo percebi, que era esse mesmo o objetivo, nos convencer de que podíamos ser aquele personagem, podíamos ser os donos de uma coleção impressionante de carros, relógios, motos e o que mais quiséssemos se pudéssemos acreditar no sonho.

Não cabe a mim dizer se a história era real ou não, mas eu me lembrei do meu sonho durante aquela apresentação, me lembrei de tudo o que escrevi para ensinar meus alunos e de como essa escrita toda se transferiu para a publicidade. Me lembrei do poder do storytelling, afinal, era isso que ele nos mostrava, a jornada do herói desde de sua vida pacata e de certa maneira chata, até o seu convite para a criação de algo maior e o retorno ao mundo, diferente e vitorioso. Estava tudo ali, cada um dos passos, cada vírgula de uma boa história, somada a uma série de técnicas de apresentação e uma pequena pitada de PNL. Uma história real, usada para estimular as pessoas a seguirem seu sonho, era isso que eu precisava para realizar o meu próprio sonho. 

Há algum tempo venho trabalhando em um método de ensino que se aproprie de todo o processo do storytelling para atingir um resultado mais eficaz e, principalmente, menos doloroso ao aluno, uma inovação no modo de ensinar ao novo jovem. Eu diria, em meados de meus estudos e ainda com pouco conhecimento cientifico para embasar o conhecimento empírico que a primeira coisa a se fazer, para convencer seu público a baixar as armas e prestar atenção no que você tem a dizer, é apresentar, logo no primeiro parágrafo do discurso um personagem com o qual as pessoas se relacionem. Essa primeira história pode ser a sua, afinal, se você está ali disposto a ensinar alguma coisa é por que o assunto tem alguma importância na sua história. Se não for o caso desista, uma das primeiras qualidades de um bom professor é saber a importância do que está ensinando. A sua jornada até a sala de aula também é importante, responda aos seus alunos, antes mesmo que eles pensem em perguntar, como é que você chegou ali e porque é que você quer ensiná-los aquilo tudo. Provo por A + B que o que você tem a dizer pode mudar a vida deles simplesmente mostrando como aquilo mudou a sua vida. Inspire nos seus alunos a sensação de que se eles se dedicarem como você se dedicou, um dia poderão ser eles na frente da sala de aula, fazendo a diferença no mundo que só um professor sabe que é capaz de fazer. Certa vez, ouvi alguém dizer que ensinar é inspirar o aluno a aprender e não há melhor maneira de inspirar alguém do que contando uma boa história.  



Duas empresas que conhecem o poder do storytelling e o usam como ninguém acabam se unir. Como todos já devem saber a Disney comprou a LucasFilms e o mundo entrou em frenesi por causa do acontecido. Princesas dos contos de fada que inspiram os sonhos de meninas (e meninos) no mundo inteiro agora fazem parte do mesmo universo de Darth Vader e Indiana Jones, a internet borbulhou de imagens antigas de desenhos em que as duas marcas apareciam juntas através de seus personagens mais representativos. Algumas teorias malucas sobre autores de desenho animado que "previram" o acontecimento nasceram e a vida de muitos e muitos fans, de um ou de outro, virou ao contrário. O mundo das histórias virou uma loucura nos últimos dias.

Ninguém melhor do que a Disney e a LucasFilms para provar ao mundo o poder de uma boa história. Gerações e gerações de fãs evangelizam seus filhos e amigos com base nas histórias contadas a partir das produções de ambas as empresas, quantas não foram as propagandas veiculadas que fazem referência direta ou indireta aos filmes e desenhos animados mais famosos do mundo. Ainda não podemos dizer ao certo qual será o futuro desse acontecimento, mas podemos sem sombra de dúvidas esperar novas histórias, e novos capítulos de velhas histórias já que a primeira promessa da Disney é lançar um novo episódio da franquia de filmes mais cara e mais assistida do mundo, Star Wars está de volta e milhões de roteiristas devem estar com as mãos coçando para conseguir assinar o roteiro e ver o seu nome nas telas de cinema ao som da trilha sonora icônica dos créditos de Star Wars. 

 Mas hoje eu não quero falar de trabalho, roteiro ou do impacto disso no mundo do storytelling, escrevi este post apenas para deixar a nossa homenagem ao grande acontecimento da semana e para mostrar a força das histórias deixo aqui dois vídeos e uma mensagem: Magic Happens when the Story is with you! 







Olá, meu nome é Walter.  Estou no mercado há tempos, sou velho de guerra. Quando Philip Kotler ainda nem havia pensado nos 4Ps do Marketing eu já falava de Storytelling. Mas para contar essa história convidei meu amigo Afonso. Olá, o Walter eu sou até suspeito para falar. Ele é daquele tipo família. E vocês, acreditem ou não, nós nos conhecemos pegando onda nas férias. Desde então, sempre pude contar com esse cara para resolver qualquer problema. Essa parte, porém, vou deixar com a Miriam, casada com ele há 25 anos.

Olá, eu sou a mulher do Walter. Eu fico até assim meio envergonhada para falar na frente de todo mundo. Se fosse em cima de um palco era melhor, pois sou cantora e estou acostumada. Falar assim nesse parágrafo é que me deixa assim, sem jeito. O Walter é uma pessoa maravilhosa, com ele tive três filhos. Não dá para falar sobre o meu marido sem chamar o Junior, nosso mais velho, que está convidando os amiguinhos para o aniversário no mês que vem e terminou o ano alfabetizado. Ele é pequeno, só que muito esperto.

Olá, eu sou o Junior. Papai é muito legal. Com ele eu gosto de andar de bicicleta no domingo e tomar sorvete. Gosto também de ouvir o papai tocar violão. Vovó, me ajuda a falar do papai? Ajudo, querido.
Olá, eu sou a Jurema, mãe do Walter e por isso suspeita para falar sobre ele. O Walter desde pequeno é uma pessoa muito amável. A gente sempre morou em casa com quintal espaçoso e pomar. Na época da manga, ele sempre trepava nas árvores para voltar cheio de fruta no colo. Não quero falar mais porque vou me emocionar, isso não vai dar certo. Para falar do Walter, melhor do que a própria mãe, acho que só o autor deste texto.

Olá, eu sou o Eduardo. Estou aqui para dizer que o Walter existe há alguns minutos, quando foi escrita a primeira linha do texto. Isso, porém, pode não ser verdade. Talvez o Walter exista há mais tempo dentro do leitor, ou jamais tenha existido. Talvez o Walter lembre um amigo próximo ou distante. Talvez seja aquele personagem que o leitor gostaria de ser ou não queria estar na pele.

Este é um desafio do Storyteller. Por meio dos personagens, permitir ao leitor se identificar, criar antipatia, inimizades, bons relacionamentos e até se inspirar. Deixar livres as fronteiras entre o mundo real e a ficção para incomodar, ou trazer bem-estar a quem se depara com uma boa história.