Ontem rolou na ESPM o
Café+Conversation, que quem conhece a Martha Terenzzo ou já fez um curso de
Storytelling já tanto ouviu falar. Entre café, quitutes, storytelling, cases do
mercado e discussões, chamou atenção a apresentação de grande parte dos
presentes.
“Depois que eu fiz o curso, pedi demissão…”
“Eu acabei saindo do meu trabalho depois de
conhecer o storytelling…”
“Eu estava cansada de fazer sempre a mesma
coisa e o curso me encorajou a me demitir…”
Não é que preguemos a demissão,
muito pelo contrário. Mas que as estatísticas, pelo menos da amostragem
presente ontem no evento, mostraram que sim, o storytelling encoraja as pessoas
a irem atrás daquilo que gostam. Ainda que pouco tenha a ver, diretamente, com
essa história de contar histórias.
Por que?
Dentre os vários motivos, entre
eles a maioria pessoais, eu gosto de lembrar de um conceito do curso: o
High-Concept. High-Concept é um termo que no português significa algo como “Grã-Conceito”,
o cerne de uma história.
Entendido isso, qual é o
High-Concept da sua vida?
Quais são os verbos, os
substantivos que comporiam as duas linhas do mote da história da sua vida? Mais
do que isso, eles fazem parte do vocabulário do seu dia-a-dia, do seu ambiente
de trabalho, atualmente?
Eis que as boas histórias,
aquelas que são as melhores desde os “Grã-Conceitos” e que valem a pena ser
lidas (que “dariam um livro”), são aquelas que envolvem as mais verdadeiras
emoções. O que você tem feito em progresso do que você, em particular, ama
saber ou sabe amar a mais que os outros? O que você tem feito para o bem do
High-Concept da sua vida?
Se isso ainda é uma grande
incógnita para você, seja bem-vindo, o curso pode ser um bom lugar para começar
o seu “Era uma vez”.
Esse post foi inicialmente publicado pelo Portal da Propaganda. Desde julho de 2010, já foram 11 edições do curso “Inovação em Storytelling: do branded content à transmídia”, da Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM), ministrado pelos professores Bruno Scartozzoni, Fernando Palacios e Martha Terenzzo.
Dado o sucesso das edições anteriores, a ESPM anuncia a 12ª edição do curso, a realizar-se entre os dias 5 e 9 de maio, das 19h30 às 22h30, na sede da ESPM, localizada na Rua Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana, São Paulo.
“Inovação em Storytelling: do branded content à transmídia” visa jogar uma luz mais apurada sobre o assunto e, acima de tudo, trata-se de um curso sobre como o storytelling pode facilitar o entendimento e a troca de conhecimento entre empresas e pessoas.
“Em um mundo pautado pelo excesso de canais e informações, o storytelling entra como um elemento que pode ajudar a espalhar uma ideia, construir uma marca ou alavancar vendas com mais eficiência, conquistando o público pela emoção”, afirma Fernando Palacios, professor da ESPM e diretor do primeiro escritório de storytelling do Brasil – Storytellers Brand ‘n’ Fiction.
Quem quiser participar deve se inscrever a partir do site do CIC ESPM (Centro de Inovação e Criatividade da ESPM) –www.espm.br/storytelling - até o dia 4 de maio. O valor do investimento é de R$ 1.230,00 e pode ser parcelado em três vezes iguais de R$ 410,00. Mais informações pelo telefone (11) 5085-4600.
Post escrito por Aline Nogueira de Sá e inicialmente postado no portal Bradesco Universitário.
Recurso utilizado para criar apresentações mais eficientes, o ‘storytelling’ pode impressionar investidores e viabilizar a sua ideia.
Livros, filmes, séries, novelas, HQ’s, peças de teatro... Não importa a linguagem em que são contadas, as histórias encantam desde a infância e nunca mais são esquecidas.
Mas, se contar histórias e se divertir com elas é algo tão antigo quanto a humanidade, mais recentemente esse recurso começou a ser adotado pelo mundo corporativo para outros fins.
O storytelling (contação de histórias), como é chamado, envolve elementos tradicionais de uma boa história, como personagens, uma narrativa com início, meio e fim e o uso da emoção para envolver os espectadores.
''As startups, por exemplo, têm buscado processos mais inovadores para suas apresentações a investidores, e começam a encontrar no storytelling o que precisam para transmitir de forma mais objetiva o que os produtos ou serviços oferecem'', diz Fernando Palácios, fundador do primeiro escritório de storytelling no Brasil, o Storytellers Brand 'n' Fiction.
Algumas grandes empresas também utilizam a técnica, em geral quando é preciso repassar aos seus funcionários informações importantes, como a necessidade de reposicionar a marca ou uma nova política interna, por exemplo.
Um dos exemplos mais significativos no mundo corporativo é o da Coca-Cola, que criou personagens como o Urso Polar e o Papai Noel para contar histórias aos seus mais diferentes públicos (funcionários, clientes, investidores etc.) em campanhas de comunicação que atingiram o mundo todo.
Palácios explica que o storytelling junta o universo da história, que é como construímos na nossa mente as informações que recebemos, e o telling (contar), que é a forma criativa de transmiti-la, por diferentes meios. Ou seja, o processo de contar bem uma história.
Como criar?
Muitas apresentações se perdem em excesso de detalhes sobre a parte técnica de produtos e longas exibições de slides. Elas podem cansar os potenciais investidores e atrapalhar a concretização dos negócios.
Com o storytelling, transforma-se o que a empresa é e o que ela tem a oferecer em uma situação hipotética ou até em uma metáfora, o que ajuda a transmitir a mesma informação de forma mais clara e atraente.
''A vantagem das startups é que elas estão ainda muito perto de suas raízes, de sua verdade. E encontrar essa verdade para ser transmitida em formato de história é o primeiro passo'', diz Palácios.
Transformar o perfil do consumidor da empresa em um personagem, com nome, sobrenome, gostos, é outro recurso que pode ajudar o investidor a entender a transformação que o produto ou serviço poderá causar na vida de uma pessoa.
Uma dica é se perguntar: ''Se meu público fosse uma única pessoa, quem ela seria? '' E, a partir daí, traçar uma história de como o produto ou serviço oferecido pela empresa se relacionará com ela.
Passo a passo
O especialista resume o processo de storytelling em 5 passos, que podem contar com o apoio de uma apresentação de slides. Confira:
• O propósito. A primeira coisa é saber o que se espera obter com a história. Por que dedicar tempo, energia e dinheiro para compor e contar essa história?
• A audiência. O que você espera despertar no público que ouvirá a história: Coragem para realizar algo difícil? Encantamento com o seu tema? Engajamento na sua causa? Estímulos de comportamento ou consumo? Ensinamentos ou alinhamentos de conhecimento?
• A história. Sobre o que é a história que você vai contar? Pense nos acontecimentos centrais e resuma tudo em no máximo duas frases
• As personagens. Tente retratar as pessoas envolvidas no processo na forma de personagens e faça com que essas personagens sintam na pele as transformações propostas em sua história. Esse é o momento crucial do storytelling. Aqui é preciso pensar nos mínimos detalhes. Você tem que saber tudo sobre a personagem, como se fosse um grande amigo de infância
• A narrativa. Organize a sua história em começo, meio e fim, sendo que o começo é um mundo conhecido dos personagens, o meio um acontecimento que muda o rumo das coisas e no final o resultado dessa transformação.
Se bem contada, sua história será bem entendida pelos espectadores e ficará guardada em suas mentes.
Amanhã tem participação de peso da Storytellers na Virada Empreendedora. Martha Terenzzo vai falar de branding, enquanto Fernando Palacios vai falar de Storytelling.
Durante uma hora, Fernando vai abordar a aplicação prática do Storytelling para empreendedores: técnicas para contar a história que originou a start-up, visando contagiar usuários e investidores com a paixão do fundador. A metodologia foi criada no Brasil pela Storytellers e já foi aplicada com sucesso em grandes empresas e para a ocasião do evento foi adaptada à realidade de novos negócios. Para facilitar a compreensão, serão usados exemplos de casos recentes, que ainda não estão nos livros de negócios.
A IV Virada Empreendedora
de SP prova que de maneira colaborativa pode-se realizar um grande evento, que
durante 24 horas
oferecerá atividades, painéis, debates, palestras e personalidades do universo
empreendedor. As Inscrições estão abertas!
A
Virada Empreendedora - que acontece nos dias 26 e 27 de abril na
FGV em São Paulo - nasceu há quatro anos com a ideia de
oferecer num mesmo lugar tudo que um empreendedor precisa para tocar sua
empresa: serviços, conteúdo, informação e conhecimento. E uma característica
desse evento é o seu caráter colaborativo: organizado pela empreendedora Ana
Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e um time de 11 curadores que
cedem seu tempo e energia para ajudar a construir sete arenas com os mais
variados conteúdos relacionados à capacitação de empreendedores. Confira o
resumo das arenas:
ARENA
INSPIRAÇÃO
Com
a curadoria da empreendedora Ana Fontes, a Arena Inspiração trará
grandes nomes e donos de histórias de sucesso para compartilharem suas
experiências e renovar a fé nos empreendedores. Já estão confirmados os nomes
de: Solange Bichara (Presidente da Escola de Samba Mocidade Alegre); Eduardo Lyra (fundador
do Instituto Gerando Falcões); Ana
Paula Padrão (jornalista e fundadora do Portal Tempo de Mulher); Keine
Alves (líder da Mentoria Especializada); Gil Giardeli
(estudioso da Cultura Digital e CEO da Gaia Criative); Rodrigo Rocha Loures
(fundador da Nutrimental) e Marcelo
Vitorino (sócio da Presença Online); além de Sandro Magaldi (CEO do Geração
de Valor).
ARENA
STARTUP RUN + PITCH FIGHT
A
Arena Startup Run + Pitch Fight, será um verdadeiro laboratório
de prototipação para startups. Com os curadores Anderson Penha (Foltigo e Pitch
Fights) e Gustavo Santi (E-Commerce Brasil e Laboratorium), os participantes
terão um treinamento, que inclui palestras de Nei Grando (organizador do
livro Empreendedorismo Inovador) sobre prototipação; Martha
Terenzzo (Inova 360º) sobre Branding para startups e Fernando
Palacios (Diretor da Storytellers Brand 'n' Fiction) sobre Storytelling
para Startups. Após o treinamento, na atividade Pitch Fights, haverá
uma verdade "batalha de pitchs" sob o júri de Ludmilla Veloso
(eyso); Juan Bernabó (Teamware) e Rodrigo Junco (Buscapé
Company).
ARENA
FUTURE THINKING E INOVAÇÃO APLICADA
A arena Future Thinking e Inovação Aplicada
surpreenderá pela participação de pensadores críticos, experts e futuristas
profissionais. A programação promete insights práticos para empreendedores e
para qualquer pessoa interessada em mudanças que irão influenciar o futuro. Com
a curadoria de Daniel Egger (Foltigo) e Marina Miranda (Mutopo).
E a participação de Diogo Dutra (Caos Focado); Rebeca Dreicon; Fabio
Uzunof; Fernanda Esposito; Luis Rasquilha; Robert William Velásquez Salvador.
ARENA
SUA EMPRESA VAI VIRAR
A
arena tem a curadoria de
Cássia Aulísio (E-Ability) e Heloísa Motoki (Quali Contábil) e trará uma
programação com a participação do "empreendedor serial" João
Kepler que falará sobre vendas e inovação; Roberta Omeltech (Omeltech
Desenvolvimento) sobre administração financeira na empresa; Batista Giliotti
(Fran Systems Consultoria) sobre como franquear um negócio e Luiz Trivelatto
que fará uma palestra sobre o Posicionamento Estratégico de Mercado. A
arena também trará os seguintes temas: Proteção de Marcas (Fernanda Picosse); Premiação
e incentivos para funcionários de PME's (José Plinio Aulísio) Créditos
para PME's; marketing e plano de negócios.
ARENA EDUAÇÃO EMPREENDEDORA
Na
Arena Educação Empreendedora, as professoras e curadoras Rose Mary Lopes (ESPM) e Vânia Nassif (UNINOVE) vão
trazer professores para trocar experiências e conduzir workshops que irão
demonstrar diferentes técnicas de educação empreendedora, a fim de discutir e
compartilhar entre os presentes, a teia de recursos e programas de apoio para
este ensino.
ARENA
EMPREENDEDORISMO SOCIAL
Para
a Arena Empreendedorismo Social, com a curadoria de Marcelo Nakagawa (FIAP e
INSPER), os participantes conhecerão pessoas que têm interesse em resolver os
mesmos problemas do mundo, desenvolverão modelos de negócios alinhados com o
Capitalismo Consciente e terão momentos de interação com investidores de
impacto.
II FÓRUM
EMPREENDEDORAS
O
Fórum tem a curadoria de Alice
Salvo (Pulo do Gato) e Cláudia Mamede (PitchCom) e acontecerá
no sábado a partir das 14h30 às 20h00 no mesmo espaço na FGV, com vários
painéis como o "Elas investidoras: o seu negócio está preparado para
obter investir anjo"; "Carreira empreendedora: como gerir o seu
tempo, projetos e sonhos"; "Sustentabilidade: novos pensamentos e
modos de fazer de negócios"; "Negócios sociais: gerando impacto e
transformando o Brasil"; Estereótipos femininos: você é muito mais do que
pensa ser"finalizando como"10.000
mulheres: as empreendedoras que estão mudando o mundo". Mais
informações no site:www.forumempreendedoras.com.br
A
Virada Empreendedora terá várias atividades que acontecerão simultânea e interruptamente
por 24 horas. A programação pode ser conferida no site: www.viradaempreendedora.com.br
Serviço:
Datas: 26 e 27 de abril
Horário: a partir das 14h do dia 26/04 até às 14h do dia 27/04
Local: rua Itapeva, 474 - Próximo ao metrô TRIANON MASP
Tel: (11) 2619-9190
Histórias reais fazem um enorme sucesso. Isso porque elas
nos mostram que podemos vivê-las, que não são impossíveis ou inatingíveis. E
quanto mais inacreditáveis são, maior é o sucesso que fazem com o público.
Afinal, elas dão uma esperança de que poderiam acontecer na vida de qualquer um
já que são reais, e esse é o seu grande poder.
Existem histórias que são contadas como reais, mas que são
de fato falsas e admitem isso. Entretanto, por parecerem reais demais, passam
uma sensação muito cativante para quem são contadas. Um exemplo disso é o
primeiro filme de Atividade Paranormal. O filme dá medo, sem nenhum elemento
realmente assustador. O assustador é pensar estar assistindo uma história real,
com a morte de uma pessoa e a possessão demoníaca de outra. O assustador é
pensar que se isso aconteceu com o casal do filme, poderia muito bem acontecer
com você.
Agora, existem histórias ditas como “reais” que são tão
distorcidas que se tornam praticamente ficcionais. Eu poderia falar do filme
“Dor e Ganho” com o Mark Walhberg e o The Rock, que conta a história de uma
gangue de fisiculturistas que sequestra um “babaca” para roubar todo o seu
dinheiro. No filme, os sequestradores são carismáticos e o sequestrado é o cara
mais nojento e babaca do mundo. Na realidade, não foi bem assim. Mas eu entendo
que essa parte da história tinha que ser distorcida para ganhar o carisma do
público. Em compensação, seus elementos inacreditáveis e absurdos são reais.
Tão reais e absurdos que, segundo as minhas pesquisas, o juiz do caso começava
a rir em determinados momentos do julgamento dos criminosos, de tão idiotas que
eram as coisas que eles faziam (se fantasiarem de ninjas em uma tentativa de
sequestro, por exemplo) e que a polícia não acreditou no sequestrado real em
seu primeiro relato.
Já o filme Horror em Amityville é o contrário. Todos os
elementos incríveis da história são distorcidos e tidos como falsos pelas suas
testemunhas, exceto pela família Lutz que detinha os direitos autorais da história.
Ou seja, é uma história que, apesar de muito bem contada, te desaponta quando
você descobre a verdade e perde parte de seu poder.
Por último existem as histórias genuinamente reais, que têm
algumas alterações de roteiro para se adaptarem à audiência. O último Oscar foi
recheado delas: O Lobo de Wall Street, Clube de Compras Dallas, 12 Anos de
Escravidão, e por aí vai. Não é à toa que essas histórias foram tão
prestigiadas. São genuinamente incríveis, e muito bem contadas em suas
adaptações para o cinema.
Apesar de ter gostado muito das outras duas histórias, a que
mais me fascinou foi a do Lobo de Wall Street. Sério, a história foi tão boa
que Tommy Chong, da dupla “Cheech e Chong”, insistiu para que Jordan Belfort (personagem
de Leonardo DiCaprio) a escrevesse em um livro. Então, o naufrágio do navio, a
raspagem de cabelo de uma funcionária, as loucuras com drogas e prostitutas,
tudo era real! Acho que foi isso o que
mais me cativou nessa história toda.
Para demonstrar o poder das histórias reais, sejam elas
genuinamente reais ou não, vou usar um exemplo de uma história que criei e
contei nessa última Páscoa. Essa é a história do meu amigo Mário Mariano, o
pior traficante de drogas do mundo.
Nessa Páscoa fui para o Economíadas e fiquei no alojamento
de uma faculdade. Tinha acabado de terminar um namoro de forma desastrosa,
então, estava arrasado. Por isso mesmo, decidi que não teria limites no
feriado. Queria viver 96 horas direto na loucura. Queria viver de excessos, e
vivi.
Em um determinado momento da minha viagem, eu e meu melhor
amigo Chico Piscina estávamos tão retardados que resolvemos "zuar" nosso outro grande
amigo, Mário Mariano. Nós inventamos uma história sobre ele ter levado uma
maleta de drogas para o alojamento onde estávamos, com todas as drogas imagináveis,
incluindo um coquetel de loló e crack que só ele sabia preparar. Muitas das
pessoas que ouviram essa história ficaram fascinadas por ela. Como eu e o Chico
estávamos mais loucos que o Batman o tempo todo, até nós mesmo começamos a acreditar
nela e a contávamos como se realmente fosse verdade. Não havia mentira nas
nossas vozes em nenhum momento enquanto falávamos sobre a fantástica maleta de
drogas de Mário Mariano.
Não demorou muito para algumas pessoas começarem a procurar
Mário Mariano em busca de drogas. Mas, detalhe, o Mário não tinha droga
nenhuma. Ele não é muito dessas coisas. Então, as pessoas em busca de drogas
achavam que ele estava “regulando” quando dizia não ter nada, e ficavam
realmente putas com ele. Por isso, eu e o Chico demos continuidade à história.
Nós começamos a espalhar que o Mário Mariano era um
traficante tão ruim que ele tinha queimado praticamente seu estoque inteiro de
drogas no primeiro dia da viagem. E, depois de muitas e muitas pessoas irem
procurá-lo, ele foi vencido pelo cansaço e começou a admitir nossa versão da
história. E isso continuou até o domingo de Páscoa.
No domingo de Páscoa, eu e o Chico estávamos totalmente
malucos pela manhã. E o Chico começou a abraçar todo mundo e desejar Feliz
Páscoa, perguntando se as pessoas tinham procurado ovinhos enterrados pelo
alojamento. Foi aí que surgiu a etapa final da história de Mário Mariano. Em
determinado momento enquanto o Chico fazia suas piadas com os ovinhos de Páscoa
eu o interrompi e disse: “Pessoal, vocês souberam do Kinder Drogas?”.
A reação das pessoas ao redor foi instantânea. Todos ficaram
curiosos. Então, eu contei que nosso amigo Mário Mariano tinha colocado todo o
resto do seu estoque de drogas dentro de um Kinder Ovo, e enterrado ele em
algum lugar do alojamento. Para criar uma áurea ainda mais mística para a
história, eu ainda acrescentei o fato de que Mário Mariano estava totalmente
chapado quando fez isso. Então, ele não se lembrava de onde tinha enterrado seu
“Kinder Drogas”.
Eu e o Chico espalhamos essa história para o máximo de
pessoas que conseguimos, pedindo para nos devolverem o ovo caso achassem. Até
oferecemos dividi-lo com quem quer que nos devolvesse ele.
Dia seguinte, a gente perdeu a conta de quantas pessoas nos
pararam para perguntar se tínhamos achado o ovo. Até achamos buracos em
determinados lugares do alojamento (prováveis tentativas de busca pelo ovo, nós
supomos).
Resumindo, o que nós fizemos foi pegar um interesse em comum
de muitas pessoas, criar uma história absurda, e contá-la como real para
sacanear um amigo. E isso mexeu com a imaginação de muita gente., especialmente pelo modo que nós a contamos (afinal, o Telling é metade de Storytelling).
Esse exemplo ilustra perfeitamente o poder de uma história
“real”. As pessoas ficam contagiadas por esse tipo de histórias. Afinal, elas
são contagiantes. Todos que ouviram a história de Mário Mariano ficaram
envolvidos por ela, curiosos e entretidos.
Então, quando estiver criando uma história para sua marca,
aqui vai mais um aspecto a se considerar. Tente tornar essa história real! Se
eu e meu amigo chapado conseguimos contagiar um alojamento no Economiadas,
imagine o que você e sua marca não podem fazer com o mercado!
Parabéns
para você que lê histórias todos os dias antes do seu filho
dormir, que já contou algum causo pra sua sobrinha, que chora ao
lembrar da sua avó narrando as histórias do saci ou que
simplesmente um dia sonhou nos contos que ouvia na infância.
A
data foi escolhida em homenagem ao grande Monteiro Lobato, tantas vezes lembrado aqui no Blog. Lobato pode ser considerado o pai da
literatura infantil brasileira pois na sua obra resgatava a
identidade do povo sertanejo e ícones do folclore, sempre aliando
com histórias lúdicas, divertidas e inteligentes.
Como
o próprio sabiamente já dizia: “Um
país se faz com homens e com livros”. A
literatura transforma
o homem, transmite conhecimento. Mas se
a literatura expande os universos do homem e traz novos horizontes, a
literatura infantil pode ser considerada a base do ser humano e
do seu imaginário.
Além
da importância na alfabetização e da formação do vocabulário, os
livros também levam às crianças repertório para a formação
ética e racional de cada um.
A
literatura infantil, mais que qualquer outra, faz uso de recursos
linguísticos que permitem diversas interpretações e estimulam a
imaginação do leitor, seja uma criança de idade ou de espírito.
Sempre
gostei muito de ler livros infantis, mesmo quando já consideravam que
tinha passado da idade. Por mais que
tentassem me empurrar alguns livros juvenis, ainda que me dessem
“Crepúsculo” de presente de aniversário, eu preferia leituras
mais lúdicas, contos de fantasia, se tivesse uma ilustração
então... Eu viajava!
Lembro
de uma vez quando tinha aproximadamente 11 anos uma coleguinha entrou
no meu quarto e começou a fazer brincadeiras com a quantidade de
livros infantis que ainda guardava em minha estante. Senti muita
vergonha na hora. A partir do episódio, passei a guardá-los
escondido no armário, até coloquei uns livros de pré adolescente
na decoração do quarto, mas nas horas vagas era o Monteiro Lobato e
o Ziraldo que realmente me faziam companhia.
Hoje
não só gosto de escrever textos infantis como ainda leio, mesmo que
com a desculpa de fins acadêmicos ou para me inspirar.
Recentemente foi dito pela internet que a MARVEL possui uma agenda de filmes que vai até 2028. A empresa que já está consolidada há décadas no mundo das histórias em quadrinhos tem uma bem-sucedida série de filmes que se referencia tanto às páginas de suas revistas quanto ao o cinema, além da própria série de filmes ter personagens que se interligam em suas tramas que acabaram culminando no sucesso avassalador de bilheteria "Os Vingadores" que reuniu as maiores estrelas de suas histórias num único filme. Além disso a empresa também tem um seriado de TV que se conecta com os filmes.
É uma senhora rede de personagens e histórias! Não é atoa que Kevin Feige, produtor da Marvel Studios descreve a sensação de olhar para este esquema (que como dissemos vai até 2028) como semelhante a observar o universo através do telescópio Hubble.
Organizar personagens contextualizados num universo transmídia exige grande planejamento e um conhecimento profundo das técnicas de Storytelling. Porém, nesses casos não há um só roteirista, mas sim um time deles que trabalha incessantemente para organizar essa proposta ambiciosa que é o sonho de muitos nerds.
Quem acompanha este blog já percebeu que imaginar, fantasiar ou sonhar são praticamente elementos vitais do ser humano. Jung afirma que "[...] a fantasia é que intermedeia o mundo de fora e o mundo de dentro".
Talvez por isso histórias que mesclam fatos reais com ficionais tenham um grande impacto nas pessoas, quando são bem feitas. Assim como a ação lançada para o filme " X-Men: Dias de um Futuro Esquecido", aonde o site 25moments.com reúne 25 fatos ao longo da história da humanidade e dos mutantes, que levaram aos acontecimentos que serão narrados no filme.
É possível encontrar casos como o envolvimento de Magneto no assassinato de Kennedy e o nascimento de Colosso após o acidente de Chernobyl . Claro que tudo isso, só desperta mais interesse pelo filme, vamos aguardar!
Antes da convocação oficial,
antes até de todos os estádios ficarem prontos e muito antes da Copa começar, há
uma tradição que, seja a Copa no Brasil ou do outro lado do mundo, não falha: o
álbum de figurinhas. Mas o que isso tem a ver com storytelling?
Mesmo que o álbum da Copa ainda
não conte uma história de fato (visto que nem os personagens – os convocados –
estão totalmente corretos), o álbum da famosa Panini pode nos ensinar uma lição
no storytelling.
Pouco mais de uma semana após o
lançamento do álbum, entre figurinhas do Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo,
vieram as críticas dos colecionadores às figurinhas patrocinadas. Contestadas pelo
pouco valor de troca de suas figurinhas, marcas como Johnson & Johnson,
Liberty Seguros e Wise Up se viram desprezadas ao ponto de a Panini considerar
a troca dessas figurinhas por outras sem as marcas.
No momento em que o próprio
termo “storytelling” passa a existir quando as marcas se inserem nas histórias
e as histórias se inserem nas marcas, o desastre da inserção de marcas no álbum
da Panini nos ensina sobre a necessidade de contextualização na inserção de
marcas, sejam em histórias ou até em álbuns de figurinhas.
Ao simplesmente replicar
anúncios convencionais de revista em meio ao álbum, mais do que criar um
obstáculo ao colecionador (e consumidor), cobraram por isso criando figurinhas das
marcas dentro da clássica coleção. A questão é que o álbum é, e sempre foi, de
jogadores, estádios e brasões das equipes na Copa, e não de marcas e logotipos.
Apesar disso, ainda que álbuns
sejam sobre seleções (e histórias sobre pessoas) existem formas para que as
marcas “entrem em campo” de forma eficiente. A bola da Copa, tradicionalmente
uma das figurinhas mais desejadas da coleção, estampa o logo da Adidas. Isso
sem falar nas 162 figurinhas em que o logo da Nike, que nem patrocina o evento
em si, aparece na camisa dos jogadores.
A
última vez que falei sobre mim foi num site de namoro, e não deu
muito certo.
E
por onde começar?
Sou
péssima para estourar minha bolha.
Acho
que vou falar do meu signo: Libra. Super cool! Mostra que sou
esotérica, moderninha... Além do que é o signo do equilíbrio e esse povo do storytelling dá
muito valor para simbologias
e significados.
Tá.
Que mais?
Lógico!
Vou fazer a minha história. O Storytelling de uma aprendiz de
Storytelling, escrever uma narrativa meio épica, desenvolver a
epopéia da minha vida! Bacana, guria! Você tem 20 anos de
idade, vai narrar o que? Seu debut
na Disney? Mochilão "nazuropa"?
Falar
coisas mais triviais? tipo que eu faço publicidade mas meu sonho
mesmo era cursar letras? Acho que isso o povo não quer muito saber.
Até
que tenho bastantes coisa pra falar!
Nas
horas vagas me divirto fazendo playlists, as vezes até temáticas.
No dia da mulher fiz uma bem bacana com mais de 100 cantoras brasileiras.
Próximo
assunto!
Sou
muito ligada ao universo cigano, estou aprendendo Tarot, fiz aula de
dança cigana, fui em diversas festas, até visitei um acampamento!
Há
mais ou menos dois anos conversando com minha professora de dança,
uma Kalon legítima, e
entre uma curiosidade cigana e outra ela comentou que na morte do
patriarca de uma família cigana, eles queimam todos seus bens
materiais e migram só com a roupa do corpo para outro lugar, onde
refazem o acampamento do zero.
E
isso havia acontecido há pouco na época com uma família de
guarulhos. O acampamento
estava zerado, tinham
conseguido apenas algumas panelas e lonas para cobrir o acampamento.
Na
hora decidimos visitá-los no fim de semana seguinte para levar alguma ajuda.
Passei na 25 e comprei brinquedos para as
crianças, levei também algumas roupas e tecidos para saias além de
cinco dúzias de pães.
Após quase duas horas rodando para
encontrar o lugar, minha carroça 98 chegou a um terreno baldio onde,
de longe, só dava pra ver grandes lonas marrons, várias crianças e muita
terra.
Roupas,
pessoas, terra, grama... Tudo parecia ter mimetizado e adquirido o
mesmo tom pardo.
Reparei
que a maioria deles tinha pele bem morena e olhos claros, exatamente
como nos filmes.
Nos
cumprimentaram
numa língua estranha e minha
professora explicou quem éramos.
Após
o estranhamento inicial, todos foram muito receptivos e carinhosos,
as crianças abraçavam e pediam colo, algumas meninas leram minhas
mãos, me ensinando alguns macetes básicos de quiromancia,
que eu mesmo tendo estudado leitura de mãos, fingia não saber,
apenas para ver a cara de alegria no rosto das pequenas Esmeraldas.
Comecei
a conversar com uma menina, não lembro mais seu nome... Era Lavínia
ou Katina, algo assim. A
menina de saia azul, tinha rosto de criança mas seus seios meio
inchados revelavam um parto recente. Comecei a conversar com ela que
confirmou que, apesar dos 13
anos de idade, já tinha uma filha bebê. Entreguei
a ela uns acessórios, lenços, roupas e para sua filha dei uma
boneca de pano e alguns brinquedinhos. Na hora os olhos da mãe-menina
encheram de lágrimas, ela pegou a boneca da bebê e me disse “Nunca
tive uma boneca, essa vai ficar pra mim”, agradeceu os presentes,
me abraçou e saiu antes que alguma outra criança visse seu novo
brinquedo.
Um
braço levava a filha, o outro sua primeira boneca.