O tema é novo, mas com o crescimento da ‘Skip Ad Generation’, tornou-se obrigatório. Não somos nós que estamos falando, é a prestigiosa publicação Forbes quem afirma a inescapabilidade do tema Branded Content.

Diversos estudos comprovam que atuar através da publicação de conteúdo é a melhor estratégia para uma empresa.

Empreendedores já aprenderam que o sucesso dos seus conteúdos é quem traz o sucesso de suas start-ups.

Para escapar da crise do jornalismo, os maiores veículos mundiais recorrem ao Branded Content.

Contudo, o mercado brasileiro ainda não está preparado para planejar e produzir Branded Content.

Na verdade, ao que parece, ninguém está preparado…

Veja aqui 3 erros que quase toda empresa comete, quando se trata de Branded Content.

Por isso é tão importante estudar o assunto a fundo enquanto ele ainda floresce. Os primeiros irão moldar o setor. Pensando em preparar o Brasil para essa tendência, os Storytellers junto com a CoolHowLab vão levar o tema pela primeira vez para fora de São Paulo.

Depois dessa, só em meados de 2016. Aproveite!






Desde a última  terça-feira (03),  já estava disponível no site da Rede Globo o capítulo Zero de Totalmente Demais, novela das 7 que substitui "I Love Paraisópolis" .  Parecia uma grande inovação, quer dizer pelo menos aqui no Brasil lançar um prólogo em outro meio - o que seria genial de se ver.

Mas por algum motivo, o que a Globo chamou de capítulo Zero não era sequer um capítulo, era uma propaganda.  Vou reproduzir abaixo o trecho do jornalista e crítico Maurício Stycer:

O tal “capitulo zero” durou seis minutos e exibiu três sequências, apresentando os quatro personagens principais da novela – Arthur (Fabio Assunção), Carolina (Juliana Paes), Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Jonatas (Felipe Simas).

As cenas não serão exibidas na novela, que estreia na próxima segunda-feira (09). Por este motivo, a emissora classificou de “capítulo zero” e não de “chamada” o clipe de seis minutos. Mas, na prática, a suposta inovação foi apenas uma colagem de cenas — não se trata de novela, mas de publicidade mesmo.

O que os produtores, cineastas e novelistas brasileiros precisam saber sobre transmídia é que sem conteúdo ela se quebra. E depois o esforço para engajar o mesmo internauta se torna imenso, não vale a pena.





Estamos de volta com mais um episódio da série Cliffhanger, dessa vez com outro mega nome brasileiro, Kapel Furman.

Kapel Furman é conhecido por fazer parte do reality show Cinelab, do Canal Universal. Cineasta e diretor de efeitos especiais, especialista em armas, coordenação de ações, maquiagem de efeitos, e animador, atua na área há mais de 10 anos, fazendo parte de uma nova geração premiada e reconhecida internacionalmente por um intenso trabalho de modernização estética do cinema nacional.

Como você usa este artifício de roteiro em suas obras?


Pra mim o  cliffhanger funciona como uma descarga elétrica em um longa ou curta metragem, quando estamos naquele momento entre os arcos da história onde tudo está calmo, e até chato, o cliffhanger serve para, de súbito, acordar o espectador e prender sua atenção de volta. Acho importante ter momentos de tédio em uma história, isso valoriza as cenas de impacto quando necessário, e o cliffhanger, no meu caso, serve para isso, surpreender o espectador com um impacto, deixando-o com aquele sensação do que vai acontecer depois disso, mesmo quando o filme acaba. No seriado ele funciona para segurar a atenção ate depois do intervalo comercial, em um filme funciona para surpreender o espectador em um momento em que ele acho que tudo está calmo.


O que diferencia um bom cliffhanger de uma tentativa fraca de criar um gancho na narrativa?

Acho que é a surpresa, criar algo novo que não seja clichê ou conveniente. Só funciona se surpreender ou chocar o espectador, se seguir as fórmulas tradicionais, até cria o gancho, mas cria com menos intensidade ou mesmo emoção, algo como aquele close seguido de um "tummmmm" que vemos sempre em todos os reality shows, e consequentemente cria a mesma sensação insossa no espectador. Um bom gancho ou cliffhanger seria aquele que surpreende, ofende, questiona o espectador, que faz com que ele queira assistir o que vem depois, mesmo que seja para xingar o diretor, que cria um aftertaste.


Semana que vem tem mais, acompanhem por aqui e em breve começaremos uma série sobre HQs! Não deixem de comentar abaixo o que vocês acharam e como gostam de utilizar os Cliffhangers.




Da Série Desvendando o Storytelling #Post 5 (último Post)
Para ver o # Post 4: O QUE PODERIA SER Storytelling, MAS AINDA É storytelling
Para ver o # Post 3: O QUE TODO MUNDO DIZ SER STORYTELLING
Para ver o # Post 2: O QUE TENTA ENGANAR NO STORYTELLING
Para ver o # Post 1: O QUE NÃO É STORYTELLING
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A Surpresa
"Finalmente." - Pensou Lívia. Finalmente ela poderia viver em paz, sem chorar quase todas as noites  ao pensar em seu amado com outra. Assim que ele fosse dela, todas as lembranças sombrias antes dele ficariam para trás. Fazia agora seis anos desde o fatídico dia. Naquela época, ela era apenas uma jovem moça que nunca havia deixado sua cidade no interior. Vivia tranquilamente e pagava suas contas não muito altas com seu salário de gerente. Havia trabalhado para o seu Tônio desde que era adolescente e havia conquistado o cargo com merecimento. Namorava Hélio e todos os meses recebia dele trufas de morango e maracujá, junto a uma carta que trazia em verso os mais belos dizeres. Tudo ia conforme o planejado. Até que um dia, ao abrir a carta de Flávio, ela não encontrou juras de amor, mas sim um bilhete de despedida. Flávio a havia abandonado após três anos de namoro e nem tivera a coragem de lhe dizer adeus pessoalmente. Lívia precisava sair dali. Não conseguia viver em um lugar onde tudo lhe lembrava dor. Ela pegou sua mala rosa, ainda nova por nunca ter sido antes usada, e partiu para a cidade grande. Ela agora estava sozinha, mas era exatamente onde queria estar. 

Lívia não contava com as dificuldades em arranjar um emprego, conseguindo apenas trabalhar como dançarina em um dos clubes de São Paulo.  Mas não era isso o que ela havia planejado. Sabia que podia mais, mas ninguém parecia interessar-se por uma garota caipira. Exceto por Carlos. A primeira vez que ele a olhou, Lívia não sentiu julgamento da maneira como costumava sentir, mas sim compaixão. Os dois se aproximaram e começaram uma amizade doce. Foi apenas no dia em que essa amizade evoluiu para um romance que Carlos lhe revelou ser casado. Era tarde demais, Lívia já estava envolvida e optou por aceitar ser sua amante. Mas seu sofrimento continuava e o pouco de Carlos que tinha já não era mais suficiente. Ela tinha duas opções: ou desistia de seu amor por Carlos e tinha seu coração dilacerado mais uma vez, ou continuava a sofrer calada, aproveitando o pouco de amor que Carlos lhe dispunha. A decisão veio em um momento de raiva e loucura, algo que ela nunca havia considerado antes: Ela precisava contar a Amélia a verdade. Amélia era esposa de Carlos e nunca havia desconfiado de nada. Lívia podia ver a decepção em seus olhos quando bateu a sua porta. Mas tudo tinha valido a pena e agora Carlos seria só dela. Lívia havia pedido que lhe desse o presente de casamento que ele daria a esposa e quando viu aquela caixinha rosa, já sabendo o que tinha dentro, riu de felicidade. Agora ele seria inteiramente dela. Mas Carlos agia de um modo estranho. Enquanto Lívia sorria, ele permanecia sério e suor escorria de sua testa. 

Quando menos esperava, Carlos mostrou o que estava carregando por trás de suas costas. Era um machado. Lívia ficou completamente sem reação ao perceber que quem ela mais amava estava prestes a cometer uma grande atrocidade. Seus olhos começaram a arder e ela falou com a voz mais firme que conseguiu encontrar dentro de si. "Me perdoe, Carlos, pois eu também o perdôo." As palavras pareceram tocar Carlos, que largou a arma e se retirou, deixando Lívia com o presente que antes tanto queria. Agora nada daquilo fazia mais sentido. Ela percebeu havia tentado possuir Carlos do mesmo modo que havia desejado possuir aquele vestido de seda e o colar de pedras azul turquesa. Lívia nunca mais tentaria ser dona de ninguém e não deixaria mais ninguém ser seu dono. Agora, ela pertencia a si mesma.
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Chegamos ao último Post da série exemplificando o que é o Storytelling, restritos pelo espaço disponível. A partir dessa história conseguimos identificar do que uma narrativa precisa para ser considerada Storytelling. Então vamos a isso:

1) Storytelling é sobre alguém.
A história deve importar para uma pessoa ou para qualquer outra coisa que possua verdade humana. Pode ser um robô ou um peixe, mas ambos precisam ter os sentimentos, aflições e desejos humanos. No caso da nossa história, esse alguém é Lívia.

2) Esse alguém tem um desejo
Apresentamos em nossa história o desejo de nossa personagem de forma sutil. Ela estava feliz com sua vida no interior e orgulhosa de si mesma. Tinha um amor e pretendia continuar com ele por toda a vida. No Storytelling, o personagem precisa querer algo em todos os momentos.

3) Esse personagem deve ser multi lateral
Um personagem multi lateral significa um personagem que tem várias perspectivas de personalidade. Por exemplo, se analisássemos a história sob a perspectiva de Amélia, poderíamos cair no erro de julgar Lívia como uma pessoa sem caráter. Ao invés disso, colocamos o ponto de vista de Lívia para mostrar como ela também possui conflitos e desejos com os quais podemos nos relacionar.

4) Esse personagem precisa sofrer uma mudança em sua vida
Se nada acontece na história, Lívia continua com seu namorado e todos vivem felizes para sempre. Precisamos, então, de um evento que impulsione a transformação de Lívia. No caso, foi o término de seu relacionamento de forma brutal.

5) Esse personagem precisa enfrentar conflitos
Vemos aqui que ao reagir ao incidente do término de namoro, Lívia começa a arcar com dificuldades que impulsionam a história pra frente.

6) A maneira como o personagem lida com seus conflitos e as escolhas que ele faz dizem tudo sobre ele
Muitas vezes lemos que é preciso definir o signo, a cor dos olhos, dos cabelos, as roupas utilizadas pelo personagem.. Sim, tudo isso é importante, mas não essencial. O que diz mais sobre a personalidade de um personagem, é quando ele é colocado em uma encruzilhada e deve tomar uma decisão.

7) Depois de enfrentar os obstáculos o personagem deve fazer uma escolha
Colocamos Lívia em uma encruzilhada. Ela está amando um homem casado e não suporta a dor que isso está lhe trazendo. Pressionada por seus próprios sentimentos, ela decide, num ato de loucura, contar tudo à esposa de Carlos.

8) O personagem enfrenta as consequências da sua escolha
Nenhuma escolha deve ser fácil. Deve estar claro o que está sendo colocado em jogo. No caso de Lívia, ela poderia perder Carlos para sempre, como realmente aconteceu. Acrescentamos um agente agravante, colocando, também, a vida de Lívia em risco. 

9) O personagem sofre um insight
Experiências negativas não vem de graça para o personagem. Tudo é feito para que ele aprenda algo. No caso de Lívia, ao ver o que tinha causado a si mesma, ao ver o presente (a posse) que ela tinha conquistado com tudo aquilo, ela percebeu algo sobre como vinha agindo até então.

10) O personagem sofre uma transformação
Com o Storytelling, devemos ser capazes de ver claramente a diferença do personagem que começou a história do personagem que terminou a história. A jornada deve, de alguma maneira, mudar algo na forma do personagem perceber e viver sua vida. Esse personagem utilizará seu conhecimento servindo de exemplo para as pessoas ao seu redor. (A transformação pode ser tanto positiva quanto negativa, caso a história retrate uma corrupção do personagem)

Muito cuidado, pois esses elementos e muitos outros que utilizamos para compor histórias não funcionam separadamente. Tudo deve agir em uníssono consolidado o universo ficcional criado. Aliás, você percebeu que a história "A Surpresa" foi composta pelas informações dadas nos posts anteriores.?Será que poderíamos chamar isso de transmídia? A resposta é NÃO. ISSO NÃO É TRANSMÍDIA. Aguarde o próximo POST explicando o porquê!

QUER APRENDER SOBRE STORYTELLING MAIS A FUNDO E COMO APLICÁ-LO? ÚLTIMOS DIAS PARA INSCRIÇÕES NO CURSO DO RIO DE JANEIRO:






Sabemos que o Halloween é muito mais do que um dia para se caracterizar e dar sustos. O Brasil apenas recentemente tem trazido um pouco mais dessa cultura que se mostra extremamente presente em outros países. O ritual que teve origem no Reino Unido como dia de homenagem ao "Rei dos Mortos" acabou se transportando para outros países e ganhando novos significados e tradições. Hoje, o Halloween é o maior feriado não cristão nos Estados Unidos. Vamos ver como as marcas estão utilizando do universo e atmosfera criados em torno do Halloween dentro e fora do Brasil.

99 Taxis
A 99 fez uma promoção em que quem ao solicitar um taxi 99 desse de cara com um taxista caracterizado, não pagava a corrida e ainda desfrutava de uma experiência de Halloween.




Hotel Urbano
O Hotel Urbano selecionou temas variados de Halloween em suas campanhas, todas com o tema: A fuga da Rotinolândia". No email a baixo o tema era: "A louça da pia te assombra?"



Burger King
O Burguer King lançou durante o Halloween, a edição limitada do lanche: Halloween Whopper.



M&M's
A M&M's criou um jogo interativo chamado: "Dark Movie Challenge" em que os participantes deveriam procurar por referências de filme de terror nas imagens e os personagens de M&M eram parte do contexto.



Target
Outro game interativo foi criado pela Target no Instagram. A página postava no feed dos usuários sobre o "Halloween Hills", uma vizinhança que mostrava receitas e feitiços. Cada imagem tinha a tag de Trick(Travessuras) ou Treats(Gostosuras). Gostosuras levava o usuário a uma página do Instagram que ensinava a fazer bolinhos de halloween, por exemplo, e Travessuras levava a um tutorial de como fazer uma lâmpada assustadora, por exemplo. Foram mais de 300 conteúdos e 28 milhões de menções nas mídias sociais. 



Tesco
A rede de supermercados Tesco decidiu assustar seus clientes com pegadinhas criativas de Halloween em seu ponto de venda.



LG
A LG para provar sua qualidade de imagem, decidiu colocar telas no chão de um elevador que simulavam as placas de ferro caindo, deixando todos com o coração na mão.




Simples ou complexos, os conteúdos gerados pelas marcas mostram como é possível inovar em cada ocasião e transformar um universo já criado, como o Halloween, em experiências inesquecíveis.