Vídeos que fazem Chorar e o Storytelling Asiático | Storytellers

Os asiáticos têm grande tradição na arte do storytelling, desde o épico Gilgamesh na Suméria – uma das demonstrações mais antigas dos princípios do storytelling – até os quadrinhos e animações japonesas, com destaque para Hayao Miyazaki – por sua vez inspirado pelo lendário diretor de cinema Akira Kurosawa – passando ainda por As Mil e Uma Noites (uma estória sobre estórias, de vários lugares da Ásia) e também pelos característicos filmes ‘Bollywoodianos’; é inegável a efervescência das estórias nas culturas asiáticas.
Porém, o assunto aqui se foca em um storytelling asiático que tem conquistado o mundo em um campo que não é nenhum dos citados, Publicidade e Propaganda, e através de um meio de propagação viral, a internet. É provável que você já tenha visto algum vídeo bem emocionante de origem asiática no YouTube ou no Facebook. Também é grande a possibilidade dele ser da Península da Malásia (Tailândia, Myanmar, Malásia e Singapura). Quer um exemplo?



O anunciante do vídeo acima é a Bernas: uma ex-estatal da Malásia privatizada em 1996, responsável pela indústria de arroz no país, da agricultura à acessibilidade ao povo; mas se você nunca havia visto esse acima, pode ser que já tenha se emocionado com este outro comercial exibido em Hong Kong da empresa de seguros de vida MetLife (dos Estados Unidos):




Uma coisa que chama a atenção é a enorme valorização da família, não aquela família asséptica que recebeu o apelido “família de margarina”, mas famílias com altos e baixos de uma intensidade “tearjerker” (em bom português: “tente não chorar!”).

Robert McKee fala disso, que a história é construída com Valores variando entre suas cargas negativas e positivas, exigindo ações dos personagens. Outros princípios do storytelling são identificáveis. Não vou me alongar nisso porque falam por si só. 

Dizem que as exceções confirmam a regra, então, segue agora um vídeo que é mais sobre um homem que vive sozinho, não em família:




Bem, pode-se dizer que ele tem uma família afinal, e nutrem grande carinho. Esse comercial Tailandês é de uma série de propagandas nesse estilo chamada Thai Good Stories, da companhia de seguros Thai Life. É a segunda empresa de seguros citada aqui, então vale lembrar que temos uma brasileira de seguros e saúde que também conta com bons comerciais de apelo emocional, a Unimed.

Talvez, as empresas mais ligadas a alimentação, saúde e seguros – me lembro das bases da pirâmide de Maslow, necessidades Fisiológicas e de Segurança – sejam as mais beneficiadas de um storytelling carregado de drama, enquanto outros ramos se dão bem com comédia, ação, aventura ou algum outro gênero. 

Para quem leu até aqui ou apenas viu os vídeos e gostou, segue mais um, da True Move, uma operadora de celular da Tailândia – diga-se de passagem que telefonia já se encaixa num setor acima nos degraus da Pirâmide de Maslow, as necessidade Sociais, que mesmo mais longe da base ainda fazem bom proveito das fortes emoções:




Lembrou de algum outro comercial nesse estilo? Mande nos comentários, mesmo que não seja asiático. E compartilhe sua opinião sobre as ideias desse artigo também!



Nesses últimos dias muita coisa se falou nas redes sociais e nos portais de notícias, todos seguiam corriqueiramente seu plano editorial até que um evento chamou a atenção e fez muito jornalista abandonar a pauta para pegar o celular. Pokemon Go era uma febre, maior do que Tinder, Twitter e com perspectivas maiores do que o próprio Facebook.

O jogo dos monstrinhos em realidade aumentada nem chegou ao Brasil e já tem operadora pensando em oferecer um pacote especial para quem aderir a seu plano. Mas por quê? Por que esta todo mundo tão ofegante assim com esse aplicativo?

Claro que é arriscado e petulante tentar uma resposta unilateral, mas tenho algumas ideias e convido vocês a explora-las agora:

A realidade aumentada já existia

A Niantic, produtora do app, já era conhecida pelo jogo “Ingress”, que desafiava os usuários a explorar suas vizinhanças e reivindicar territórios.  Ele alcançou chegou a ter milhões de jogadores em todo o mundo, mas não era o bastante. Após um sucesso repentino de uma ação do Google,  um jogo ande as pessoas encontrarem pokémons pelo aplicativo do Google Maps, a Niantic resolveu se aproximar da Nintendo para oferecer a ideia do Pokemon Go. 

A gente sabe que um bom jogo só alcança o notoriedade se surpreender com seu desenvolvimento. E eles já tinham algo surpreendente, mas precisavam preencher com algo poderoso. E pokemon sempre foi. 

Pokemon desperta a nossa vontade de colecionar coisas

Me lembro quando o desenho chegou na TV aberta, era década de 90. No final ele cantava um Rap, o Rap do Pokemon que ensinava você o nome em ordem dos 150 principais monstrinhos. Eu podia reproduzir isso por anos, cantava a cada episódio. 

As pessoas se desafiavam em testes e RPGs, toda a garotada queria ser uma Pokedex (agenda pokemon) ambulante. Só que vieram mais produtos licenciados e a febre estourou: Tazo, Mclanche, RPGs, Miniaturas, Cardgames, Tabuleiros... era um terreno fértil para construir uma franquia de colecionáveis.

O número de monstros aumentava junto com o enredo principal

Ash Ketchum era um garoto de 10 anos, sem pai e com um único propósito na vida: ser um mestre Pokemon.  A narrativa ia se desdobrando de modo em que a audiência descobria o mundo ao mesmo tempo que o protagonista.  Era muito didático e serviu para fazer cada fã entender bem dos poderes, fraquezas e afinidades que os vários monstrinhos desenvolviam.  O universo ficcional cresceu e resultou em mais de 700 variações de Pokemons.  Um fã pode escolher o seu preferido, suas evoluções e criar grande afinidade com sua história.



Se engana quem achar que não havia narrativa pra entregar tudo, vejam os números: 
 + 18 séries de mangás
 +17 álbuns de som com músicas pokemon
+16 filmes

Pokemon é a série de desenho com o maior número de filmes já produzidos, eram 18, mas o sucesso do app já despertou um novo interesse de Holywood para a franquia. 

Um dos melhores jogos já lançados

Reforço que Pokemon não acertou apenas na construção do seu universo ficional, mas na entrega dele ao público. Sempre sendo ovacionado e gerando uma grande audiência. 



Não foi diferente no gameboy, não atoa a franquia é considerada a segunda franquia de jogos mais bem sucedida e lucrativa do mundo, perdendo apenas para o Mario. Com uma mecânica simples de RPG você podia embarcar em uma jornada romântica através do game boy, enfrentar todos os líderes de ginásio e capturar a maior diversidade de Pokemon possível.   

As versões clássicas Red, Green e Blue completam 20 anos agora em 2016 e vão ganhar um reboot. Muitas outras vieram e inseriam sidequests ou novas batalhas, mas o segredo do sucesso nunca mudou: capturar pokemons, de preferência os raros - e até hoje sempre que posso instalo direto no android pra relembrar as aventuras. 

Mesmo longe da TV aberta brasileira, graças ao TCG (Card Games) Pokemon movimentava vários campeonatos, com seletivas para o mundial. A deste ano acontecerá em San Francisco. 



Os fãs desejavam uma revolução digital

É verdade que nos últimos anos a Nintendo não conseguia mais entregar um jogo a altura para toda essa comunidade. Várias versões indies estavam circulando a web, releituras da mecãnica do Game Boy.  Muitos pediam um MMORPG ou algo que pudessem criar disputas, porque o legal mesmo é treinar seu monstrinho e desafiar os amigos. 

Se já era desejado com certa euforia um jogo oficial para criar batalhas pokemon em qualquer plataforma, imaginem uma com realidade aumentada.  Percebam, a maioria dos fãs brasileiros sequer pode experimentar o gameplay do app, mas vai ao delírio no twitter contando as horas esperando o lançamento como quem espera um messias. Foram duas semanas que dobraram as ações da Nintendo, mas lendo o post podem perceber quantos anos de narrativas foram necessárias pra esse resultado? Esse é o poder de Pokemon, o mito. 


Contar histórias é o primeiro e principal método de transmissão de conhecimento da humanidade. A novidade não é o Storytelling em si, mas suas formas de uso, com metodologias claras e técnicas que possam ser aplicadas pelos mais diversos profissionais.

Story: é a construção mental feita de memórias e imaginações que cada pessoa tem sobre uma determinada história.
Telling: é uma versão da história expressa por um narrador, seja em forma de texto, roteiro ou relato, e depois ganha vida por meio de atuações, filmagens e publicações.

Com este livro você aprenderá por meio de conceitos, técnicas e cases como apresentar um projeto, disseminar uma ideia, construir uma marca, alavancar vendas, enfim, cativar os olhos dos leitores e os ouvidos da audiência através da emoção que só as histórias são capazes de despertar.
Este livro aprofundará o Storytelling sob seus diversos pontos de vista e assim instrumentalizará o leitor em diversas habilidades:
       ✔✔ Objetivos empresariais e táticas de Storytelling
       ✔✔ Apresentações
       ✔✔ Plataforma de estratégia mercadológica
       ✔✔ Memória corporativa
       ✔✔ Corporate Storytelling: Exotelling e Endotelling
       ✔✔ Patrimônio ativo da empresa

POR QUE LER ESTE LIVRO?
O objetivo deste livro é permitir que você consiga aquilo que os contadores de histórias já fazem há tempos: capturar a atenção do público, seja ele o seu consumidor, empregador, comprador ou colaborador. Em um mundo pautado pelo excesso de canais, tecnologia e informações, é prioridade repensar o modo de gerenciar uma marca e como ela influencia uma categoria e setor.






Os especialistas Fernando Palacios e Martha Terenzzo se unem no lançamento do livro O Guia Completo do Storytelling. Por meio da Editora Alta Books, a obra chega ao mercado com objetivo de mostrar metodologias claras e técnicas que podem ser usadas e aplicadas por diversos profissionais, além de aprofundar a ferramenta em ambientes empresariais, mercadológicos e corporativos.


Com longa experiência na esfera corporativa, conciliada com a vida acadêmica, Palacios e Martha contam que, como professores, recebem todos os dias perguntas sobre Storytelling e como utilizar a técnica em projetos. “Fica claro que existem muitos tipos de profissionais que querem saber mais sobre o assunto”, explicam os autores.


Em dez capítulos, os especialistas mostram conceitos, técnicas e cases do storytelling. Também é apresentada base teórica distribuída em temas que mostram como os exemplos se aplicam ao dia a dia e às marcas. Os profissionais lembram que, embora as pessoas estejam acostumadas a contar e ouvir histórias, sendo atividade diária, não existe fontes sólidas sobre o assunto no Brasil.

“Parte do nosso trabalho com este livro foi de ‘arqueólogos do conhecimento’. Fomos estudar mais a fundo o que se fala sobre o assunto, com o intuito de complementar ou então desmistificar o Storytelling”, revelam os profissionais. O lançamento oficial da obra O Guia Completo do Storytelling será em agosto, mas o livro já está disponível em pré-venda na web. Na página da Editora Alta Books, o leitor pode baixar capítulo de amostra para conhecer o conteúdo.

Publicado originalmente no Portal Comunique-se


Veículo: Portal Direcional Escolas
Pauta: Martha Terenzzo e Fernando Palacios incluem aula de “ética” e “storyding” em curso de Storytelling da ESPM



Veículo: Portal da Propaganda
Pauta: Martha Terenzzo e Fernando Palacios incluem aula de “ética” e “storydoing” em curso de Storytelling da ESPM
Link: http://portaldapropaganda.com.br/noticias/3525/marthaterenzzo-e-fernando-palacios-incluem-aula-de-etica-e-storydoing-em-curso-de-storytelling-da-espm/

Curso Inédito - Storytelling na Saúde

O CHAMADO
Sabe quando um executivo quer motivar a equipe de propagandistas e parece que ninguém se engaja? Ou quando propagandista tenta explicar uma pesquisa para um médico e ele nem presta atenção? Ou quando um médico fala do diagnóstico para um paciente, que não entende nem metade? Ou ainda quando uma start-up de saúde tem uma ótima ideia, mas não consegue fazer os olhos do investidor brilhar? São nesses momentos que uma boa história podem fazer a diferença. Foi para isso que surgiu a metodologia Storytelling.

O QUE STORYTELLING?
Storytelling é uma estrutura usada por roteiristas de Hollywood para que seus filmes sejam apreciados por diferentes audiências em todos os cantos do mundo. A mesma estrutura é aplicada por escritores que produzem livros que roubam horas de sono do leitor. Publicitários também já adotaram a metodologia para evitar que seus anúncios sejam pulados e, ao contrário, ganhem um espaço no coração do consumidor. Na saúde pode ajudar o profissional da saúde  num mundo em que todos têm acesso ao mar cibernético de informações - que nem sempre corretas - e com isso temos um paciente cada vez mais confuso e ao mesmo tempo arredio. Além disso, é sabido que dentro das corporações, Storytelling ajuda a explicar e aprovar projetos. Ou seja, executivos da área de saúde também podem contar com essa metodologia.
Esses são apenas alguns dos exemplos de aplicar a metodologia.

POR QUE STORYTELLING  É IMPORTANTE PARA A SAÚDE?
Certa vez, uma aluna cirurgiã dentista contou que buscava o curso para resolver um problema antigo: se falasse durante as consultas, os pacientes ficavam desconfortáveis por não estarem em condição de responder. Mas se ficasse quieta, seu dia ficava tedioso. Então Storytelling apareceu como uma ótima solução: ela poderia narrar histórias enquanto os pacientes apenas prestariam atenção e não precisariam responder. Mas o pulo do gato estava no fato de que não se tratavam de histórias aleatórias. As narrativas eram escolhidas de acordo com as necessidades de compreensão de cada paciente. Esse exemplo ilustra o ponto mais importante do Storytelling: manter a atenção entretida enquanto comunica uma mensagem importante.
Por isso, muitos laboratórios já estão investindo para melhorar a atuação dos propagandistas, assim como acadêmicos e cientistas estão usando a metodologia para financiar suas pesquisas.

A EXPERIÊNCIA

O programa foi feito para dar segurança e ferramentas ao participante com relação à estratégia de Storytelling. Para isso, além de um conteúdo direcionado para a área, teremos a experiência suportada por três pilares: teoria, cases e prática.

O CONTEÚDO
Vamos começar com um alinhamento importante das definições e expectativas acerca do tema. Como não poderia deixar de ser, vamos começar efetivamente com uma história de abertura. O início é estratégico porque não parece uma técnica e assim o aprendizado é mais orgânico. Além de engajar a atenção, já ajuda a vivenciar o que é contar uma história. Ao pontuar o que é, de onde veio e para que serve Storytelling, vamos ao momento de prática.
O segundo bloco começa com o embasamento a partir da (neuro)ciência de por que contar histórias - mesmo para adultos e profissionais muito capacitadas - em especial para médicos. Esse é o momento de explicar os mecanismos por trás da prática.
O terceiro bloco lida com a desconstrução da história contada no início para destacar como foi estruturada. As observações começam a elucidar que qualquer um pode contar uma boa história e ao mesmo tempo demonstram o poder das narrativas, vivenciadas pelos participantes.
O quarto bloco enfoca na Técnica: 10 tipos de histórias que podem ser contadas para ressaltar valores e influenciar comportamentos. Esse momento tem objetivo de garantir uma fácil aplicação até mesmo por pessoas que não se consideram criativas.
O quinto bloco vai listar e ilustrar as diversas possibilidades do Storytelling na área da saúde a partir da apresentação de cases.
O sexto bloco vai ensinar como roteirizar um projeto, ideia ou assunto dentro de uma lógica narrativa, criando tensão, prendendo a atenção e gerando significado.
A experiência termina com tom inspiracional, para deixar todos os participantes com vontade de sair contando suas histórias.

CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO
Ao final do dia, todos os participantes receberão um certificado de participação.

QUEM SERÁ O FACILITADOR DA EXPERIÊNCIA?

Fernando Palacios é pioneiro do Storytelling no Brasil: produziu o primeiro estudo acadêmico em 2007 e em seguida fundou a primeira empresa de Storytelling do Brasil. Como CEO dos Storytellers, realizou os primeiros projetos brasileiros de Storytelling em 2008 e a partir de então passou a moldar o mercado com dezenas de cases de sucesso que foram estudados por empresas e faculdades.
-Teoria aplicada à prática: projetos mostraram que cientistas bioquímicos podem explicar projetos futuristas para o board em apenas dois minutos, da mesma forma que empresas B2B como a IBM podem se comunicar através de espetáculos teatrais.
-Know-how comprovado: além de aliar teoria à prática, a metodologia didática já foi comprovada por mais de 20 cursos na ESPM, todos com aprovação acima de 90%.
-Já disseminou o conhecimento em mais da metade dos estados brasileiros através de cursos e palestras nas principais universidades brasileiras.
-Metodologia internacional: palestras e cursos mininstrados em quatro continentes, em países como Estados Unidos para CIOs, PUC de Lima no Peru, Portugal para a Universidade da Beira Interior, além de Singapura, Inglaterra, Holanda, Nigéria, Espanha e Alemanha.
-Linguagem corporativa: já realizou mais de 100 palestras e treinamentos in-company, capacitando mais de dez mil profissionais dos mais diversos segmentos e especialidades.
-Experiência no segmento farmacêutico, tendo mininstrado palestras para: Aché, Hypermarcas, EMS, Bayer, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Moinhos de Vento.
-Inovação em healthcare: Desenvolvou projeto pioneiro de Storytelling a ser lançado no segundo semestre de 2016. A pesquisa prévia de neurociência indicou que o projeto tem potencial de ser um game changer no setor.

QUEM SERÁ PARCEIRO DA INICIATIVA?
Fernando Cembranelli - Médico formado pela EPM com Residência em Administração Hospitalar pelo HCFMUSP, MBA em Health Sector Management pela Duke University, Chief knowledge Officer da Live Healthcare Media e Chief Operation Officer da Berrini Ventures, a primeira aceleradora de saúde do Brasil.

REALIZAÇÃO:
O workshop é uma iniciativa do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP(INRAD), o Centro de Estudos Radiológicos Rafael de Barros (CERB) em parceria com a Live Health Care Media e a DesignThinkers Group Brasil.

Inscrições pelo site
 www.eventick.com.br/storytellingnasaude



O último milênio passou por muitas revoluções e o mais interessante é que boa parte foi silenciosa. Além dos saltos tecnológicos, houve uma evolução na forma de se fazer publicidade e marketing. Mesmo cidades e países perceberam que não adianta mais  mostrar paisagens paradisíacas em vídeos bem produzidos.

A função “compartilhar” das redes sociais empoderou as pessoas a escolherem que tipo de conteúdo preferem consumir. Ficou claro que a estratégia do feirante que grita mais alto perdeu espaço. Comprar um espaço de mídia já não garante a visualização.

Quem entendeu isso foi o cineasta Woody Allen, que passou uma década produzindo filmes em parceria com cidades como Barcelona, Paris e Roma. Em troca, aumentou em média dez porcento do turismo nesses destinos.

Ao estudar esses e outros exemplos, o professor Fernando Palacios em parceria com o Sebrae-MG decidiram adotar a estratégia para um destino nacional. Ao invés de um anúncio, uma história de ficção para divulgar as qualidades da cidade de Ouro Preto.

Para explicar o processo em andamento e lançar um portal da Marca, a cidade vai receber uma palestra gratuita sobre o tema. Com realização do Sebrae-MG e Ufop e apoio de diversas associações da cidade, a palestra vai ocorrer no dia 7 de junho às 19h no Centro de Convenções.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site bit.ly/palestraemouropreto



Recentemente os produtores de cinema passaram a conversar mais sobre "universos compartilhados"  ou cinemáticos. Porque perceberam que uma franquia sustentada por algo assim pode ser bem mais rentável do que entregar apenas uma história para os fãs.

A maioria deles está sedento por detalhes, novos personagens e países para se explorar. Porém existe uma outra indústria que descobriu como se dar bem, se lançar mão de uma transmidia em Holywood: a indústria dos jogos AAA - os blockbusters dos games. 

A tecnologia tem avançado a um nível que promove cada vez mais personagens realistas e mecânicas que simulam emoções humanas em inteligência artificial.  Os novos consoles são imensamente poderosos nessas questões, todavia um jogo ainda falha em entregar os elementos da narrativa. Difícilmente um fã consegue contar toda a saga de seu personagem a partir de sua experiência com o jogo e isso foi notado. Agora essas narrativas interativas estão transbordando para outros meios, em uma tentativa de atrair um público novo e renovar a conexão que já mantém com o atual. Separei dois lançamentos que irão chegar e compreendem essa transmídia. 


Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos


Warcraft é uma franquia da Blizzard, que detém o título de maior MMORPG do mundo e mais rentável com seus mais de 10 milhões de jogadores pagando mensalmente uma assinatura.  Além de compreender um dos card games onlines de maiores sucessos na atualidade, o Hearthstone emais de 20 anos de histórias que são contadas nos títulos eletrônicos, mas também em Hqs e web séries.
O filme que tem lançamento previsto para o começo de Julho pode instaurar um novo momento para a empresa e se bem sucedida, iniciar um dos maiores universos cinematográficos. Fãs já anseiam tremendamente, a continuação com histórias de personagens lendários como o Lich King!




Assassin's Creed 

A adaptação do jogo homônimo, da Ubisoft vem também para marcar uma nova fase da franquia. A própria produtora já anunciou que tem escrito 20 anos de histórias para a série. E que série, diga-se de passagem, uma dos maiores sucessos da última década. 

Além de best seller nos jogos, já rendeu um best seller literário no Brasil - do qual já comentamos aqui 

O produtor do filme anunciou que respeitou muito os jogos, mas que quer trazer coisas novas, elementos que podem surpreender os players como desfechos não revelados e assuntos não abordados nos jogos.  Tanto que a história irá se passar bem mais no tempo presente. O lançamento é previsto para Dezembro deste ano.



Claro que se você quiser acompanhar o desenrolar desses cases transmídia, podem ficar ligados aqui na redação Storyteller. :)




Semana passada foi de festa. A Redação Storytellers completou oito anos e, ainda mais importante, foi aniversário de uma grande amiga. Para comemorar ela marcou um jantar em um restaurante japonês.

Quem conhece restaurante japonês já sabe: para acompanhar as conversas, o saquê não poderia ficar de fora. Bebida alcoólica típica, à base de arroz, feita para enganar os desatentos. Parece leve, suave, mas é tão alcoólica quanto vodca, uísque ou cachaça.

O curioso é que na hora de servir, existe um ritual. Para simbolizar prosperidade e fartura, é normal fazer a bebida transbordar. Mas como a cultura japonesa é contra o desperdício, depois você bebe o que ficou no pires.
O mesmo ritual tem acontecido com muitas histórias. 

Nesse nosso mundo digital um único livro não dá conta de contemplar tudo o que existe no universo criado pelo autor. Assim, a história que começa no seriado continua em filmes (Sex in the City), as histórias que não foram contadas nos quadrinhos ganham seriados dedicados (The Walking Dead) e assim por diante. São histórias que para ter prosperidade, transbordam seus formatos. O nome disso é Transmídia e expliquei o processo num curso online.


Como sempre, tudo o que acontece no entretenimento acaba influenciando a esfera corporativa. Muitas empresas já estão indo além da comunicação 360 graus e investindo em verdadeiras campanhas transmidiáticas. Um exemplo é a IT Mídia, que nessa semana lança a primeira edição do IT Forum revestido com Storytelling. Vai ser a primeira ação  do gênero no mundo... quem participar vai ver a História ser escrita em frente de seus olhos ;)



RPGistas são narradores natos, de fato compreendem os elementos e sabem controlar o ritmo de uma narrativa interativa, como diria Daniel Erickson, o Creative Director da Warner Bross Games.  Considero este jogo como a forma mais eficaz da união entre Storytelling e Game. Porém existe uma diferença imensa entre um narrador (de RPG) e um Storyteller, escritor realmente.

Há dois anos, eu era apenas um Roleplayer que fez uma jornada com nomes como Fernando Palacios e Martha Terenzzo, pelo caminho do Storytelling e este post é sobre isso... Aliás essa é uma história de dois posts, você pode escolher como ler os dois. O outro está lá no RPG Vale e se chama "O que um Storyteller pode aprender com o RPG"


Narrativas para RPG geralmente são despretensiosas e orientadas para um pequeno grupo


Eu conto essa história para todo mundo, quando em um curso na ESPM - esse de Inovação em Storytelling. - , o Fernando me convidou para um café e perguntou de alguma história minha. Comecei a narrar um projeto de mundo ficcional que eu tinha escrito para minhas aventuras. 

"Cara isso está uma verdadeira bagunça!" Foi o que me disse após ouvir os detalhes e me deu dicas de como controlar isso. Sabe, até aquele momento eu escrevia tão despretensiosamente que sequer considerava a ideia de eu me tornar um escritor.  Cheguei a anunciar no RPG Vale, meu blog, que isso nunca aconteceria - que ingenuidade a minha. 

Após alguns outros cursos, café e projetos juntos passei a enxergar em encontros de RPG e em outras aventuras de narradores o que existia na minha: era orientada para o grupo, pequeno e não para se tornar algo maior.  Eu era um Pantser, sentava e escrevia sem parar, sem saber o que aconteceria no final.  Tenho que ressaltar que isso não é errado, mas quando se é um escritor iniciante significa não ter técnica alguma. 


O segredo de uma história é aquilo que você não conta


Acredite, quando se trata de criar universos de fantasia, RPGistas são imbatíveis... criam um em cada café da manhã. E, eu tinha vários na mente, mas como comente anteriormente, não sabia como conta-los.  Durante um dos cursos que fiz com a Storytellers, essa citação acima me causou uma epifania. 

"Como assim, eu criei um mega cenário futurístico e distópico com referências rebuscadas e um vilão com conflito digno de um blockbuster, eu preciso mostrar tudo..."  Não, não precisa. 




Metade da história acontece no papel, a outra, deve acontecer na mente do leitor. É como é uma boa história, cria curiosidade e instiga a continuar a aventura.  Tive um resultado maravilhoso quando percebi isso, mas vou seguir com outro tópico antes de descreve-lo. 


Afie sua caixa de ferramentas do Storytelling  


Desconheço um Nerd que não tenha ouvido sobre o monomito ou como é conhecido no meio pop "A jornada do herói".  E o que eu faço com esse conhecimento agora?  Afinal eu sempre conheci a jornada, mas minhas histórias continuavam bagunçadas. 

Nessa hora eu já estava acompanhando mais de perto e escrevendo mais aqui na redação Storytellers.  Percebi que precisava de mais ferramentas e estas são técnicas de escrita para cinema, hq, TV, literatura e tudo mais que pudesse absorver.  Para aprimorar o Story passei a estudar mais afinco as mitologias e suas estruturas arquetipicas.  Campbell não foi o único, conhecer outros autores como Gilbert Durand, me abriu os olhos. 

Ah sobre aquele resultado que comentei acima: Com as dicas e aulas que tive com o Fernando, abandonei meu texto e comecei um outro. (qualquer dia conto o porque abandonei),  baseado na estrutura da narrativa de Caim e Abel, fiz escaleta e revisei inúmeras vezes até ir cortando as gorduras e foi meu primeiro destaque como autor.  O conto "A cor de seus olhos" representou o Brasil em uma antologia mundial de Ficção científica - e hoje você pode ler diretamente no Wattpad neste link

Daí em diante a coisa ficou séria.  Neste mês estamos desenvolvendo um dos maiores projetos com Roleplay e Storytelling que alguém poderá contar, mas é assunto para outro post, em outra hora.  

Mas nossa conversa ainda continua, afinal toda história pode ser contada por vários pontos de vistas e o próximo é o post "O que um Storyteller pode aprender com o RPG" lá no RPG Vale.  Clica aqui ;) 




Autor está no município para conhecer histórias e lendas da região que vão compor a trama em torno de um assassinato. Com apoio do Sebrae, o professor Fernando R. R. Palacios pretende incentivar seus leitores a visitarem os cenários de fundo de sua história.


Quando se fala em História do Brasil mais de um capítulo é destinado a contar os fatos que ocorreram no Estado de Minas Gerais. Seja pela Inconfidência Mineira, a obra arquitetônica de Aleijadinho ou lendário Chico Rei. Agora, as ruas da histórica Ouro Preto, uma das principais cidades mineiras, vai servir de cenário para um livro de ficção.

“Será uma espécie de Código da Vinci que se passa pelas ruelas de paralelepípedos da cidade”, afirma o autor do livro intitulado O Ouro Preto, Fernando R. R. Palacios, da Storytellers. Segundo ele, a ideia base do livro é o mistério entorno de um crime. “Na obra, o personagem vem para Ouro Preto em busca de um tesouro e morre assassinado”, revela o autor.

De acordo com o professor, o objetivo do projeto não é um livro histórico sobre Ouro Preto, ou um simples guia turístico da cidade.  “O Ouro Preto será um livro de entretenimento de cultura pop que acontece em meio a história e com informações da cidade.”  

O projeto surgiu quando o professor foi convidado a ministrar um treinamento de Storytelling para a equipe do Sebrae-MG. Os alunos comentaram que a metodologia tinha muito a ver com a cidade de Ouro Preto, que tem como slogan 'onde todo dia é histórico'. Diante disso, o Sebrae-MG solicitou um projeto para a Storytellers, que propos algo inédito no Brasil. Projetos que aliam Storytelling e Place Branding são comuns na Europa e nos Estados Unidos, mas é a primeira vez que está sendo feito para um destino turístico nacional. O projeto prevê ainda uma marca-destino da cidade para disseminar o livro e seu local de origem. O Ouro Preto será o outdoor da marca pelo Brasil.



“Este projeto tem o objetivo de dar o devido valor histórico, cultural e turístico  um dos territórios que leva o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Ouro Preto é um dos maiores e melhores livros de história deste País”, afirma Maria de Fátima Magalhaes Tropia, assessora do Sebrae-MG.

Palacios está na cidade para conhecer a fundo suas histórias, lendas, costumes e modo de vida do povo de Ouro Preto. “Estou ouvindo muitas histórias, com diferentes versões para estimular ainda mais o meu imaginário e resultar num livro muito interessante. ”

O autor do livro faz um convite ao povo de Ouro Preto. “Se você conhece algum fato histórico, lenda, personagens ou estórias antigas, até com fantasmas, nos procure, quero conhecer tudo da cidade”.

Durante os 40 dias que ficará na cidade, Palacios reafirmou a importância de Tiradentes na história da cidade e como o personagem é marcante na vida dos moradores. A morte trágica do inconfidente mineiro fará parte da trama do livro. “Tiradentes foi enforcado, esquartejado, partes de seu corpo foram espalhados pela cidade e sua cabeça ficou exposta em praça pública. Quero o mesmo para o personagem do livro, mas com um assassino. ”

O lançamento do livro O Ouro Preto está previsto para o mês de dezembro. Até lá, você pode conferir o que Fernando R. R. Palacios está fazendo na cidade por meio de sua página de turismo https://www.facebook.com/proximamaravilha.


Foto: Fernando R. R. Palacios
Originalmente postado em  www.ouropreto.com.br



Foi em um luta de boxe entre Muhammad Ali e Chuck Wepner que a história de Rocky Balboa nasceu. Wepner conseguiu um feito nunca antes realizado: ele nocauteou Ali, o então campeão. E, mesmo não vencendo a luta, Chuck Wepner entrou para a história do boxe mundial graças a esse nocaute.


Inspirado por essa luta, um ator descrente em sua carreira em Hollywood passou os três dias seguintes em sua quitinete 3X4m na companhia de seu cachorro escrevendo uma história. Esse ator era Sylvester Stallone, e a sua criação foi a primeira versão para o que iria se tornar posteriormente o roteiro final de “Rocky – Um Lutador”.

Enquanto a história original escrita por Stallone era um tanto quanto sombria, a versão de Rocky que chegou às telas tinha por base o psicológico de alguns personagens que marcaram o cinema da década de 40, intitulado como filmes "Noir". Personagens descrentes da sociedade, ambíguos, alienados, formam a galeria final de alguns principais e secundários da franquia, o que acaba por dar uma caracterização muito mais realista ao filme, tirando um pouco da mágica e do sonho que tanto envolve o cinema Hollywoodiano. Junto a estes personagens, há uma crítica à sociedade americana do espetáculo, que se torna fantoche ou marionete diante a uma mídia inescrupulosa e completamente voltada para o entretenimento. Claro que o roteiro não deixa de incutir disfarçadamente o "sonho americano" do pobre desconhecido que se torna visível da noite para o dia, não sem batalhar pelo seu lugar ao sol, porém o que vale muito mais no processo é a forma como se vive, como se percorre esse caminho do que o objetivo final.


O resultado do filme foi um só: um enorme sucesso. A produção de pouco mais de um milhão de dólares conseguiu faturar 117 milhões de dólares, teve nove indicações ao Oscar (Melhor Roteiro Original – Sylvester Stallone - , Melhor Ator – Sylvester Stallone -, Melhor Atriz – Talia Shire -, Melhor Ator Coadjuvante – Burt Young e Burgess Meredith -, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som), faturou três delas (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Edição) e deu o pontapé inicial para a franquia.

As três versões seguintes de Rocky são divertidas e envolventes. Abandonam alguns dos elementos de seriedade e sucesso do primeiro filme, porém conseguem agradar ao público. “Rocky IV” seria o final perfeito para a série, exaltando o ego de Stallone e passando sua mensagem. Infelizmente o bom senso nem sempre se aplica em Hollywood, e surgiu “Rocky V”.

Não só pelo simples fato de “Rocky V” não precisar existir que o filme é uma merda. É na verdade por destruir todo o sucesso de seus predecessores. Enquanto nas quatro primeiras versões da série o personagem trilha um caminho contínuo de desafios e conquistas, nessa versão ele volta à estaca zero. É triste. Mas o pior é o fato de que Rocky Balboa não pode mais subir nos ringues, o que é a cereja no topo do bolo para essa grande cagada em forma de película.

Não satisfeitos em cuspirem na cara de um dos personagens fictícios mais célebres da história do cinema, eis que produzem “Rocky VI”. Por quê? Simplesmente porque o Stallone estava afins. Se Rocky V já é triste, Rocky VI quase me fez chorar. O cara perdeu tudo, a mulher morreu, o filho virou um merda... Tirando alguns minutos de um diálogo inspirador, eu posso dizer que joguei duas horas da minha vida fora.


Ao final de “Rocky VI” eu estava cabisbaixo. Achei que tinham fodido uma das melhores franquias da história do cinema. Enquanto os quatro primeiros “Rocky”s são excelentes filmes motivacionais, que realmente inspiram, os dois últimos são depressivos e te põe mais para baixo do que quando sua mãe e sua namorada se juntam para ter dar um esporro. Era realmente triste ver Rocky Balboa acabar daquele jeito.

Acho que nos últimos dois filmes Sylvester Stallone tinha brigado feio com seu amigo fictício. Talvez até saíram na porrada e deixaram de se falar. Um relacionamento desgastado com o tempo, cujo o resultado foi o que vimos nas telas. Mas acho que Stallone e Balboa se encontraram após algum tempo em um bar para conversar e tentar resolver as coisas.

Acho que um falou para o outro e disse: “Ei, vamos tentar de novo?! Vamos fazer como nos velhos tempos?”. E um dos dois respondeu: “Sim, vamos tentar de novo. Mas os tempos mudaram e nós também.” E juntos os dois começaram a tomar cerveja e discutir a relação.

Era óbvio que Rocky estava velho demais para lutar. Que a tecnologia e o gosto musical da nova geração mudaram radicalmente. Que o próprio boxe mudou como esporte e indústria. E que a motivação do “underdog” de antigamente também tinha mudado para outra coisa. E conversando sobre todas essas coisas Stallone e Balboa fizeram nascer Creed.


Creed ainda é uma história de Rocky, mesmo que Rocky não seja o personagem principal. É a continuação digna dos quatro primeiros filmes da franquia. Aliás, não só isso, é a modernização da franquia em si.

A começar pela motivação do personagem. Ele tem dinheiro, uma boa carreira e uma boa vida. Basicamente os elementos do “american dream”. Mas não é isso com o que sonha. Exatamente como os membros da Geração Y, Adonis Creed, o personagem principal, não se satisfaz apenas com essas coisas. Por isso joga tudo para o alto e vai perseguir seu sonho de se tornar lutador. E isso faz uma nova geração de fãs criarem uma ligação emocional com o filme.

Adonis é um personagem forte, ambíguo e realista, extremamente bem construído. Mas não é só ele que está assim no filme. Rocky está mudado. Deixa de ser aquela figura mítica, desce do Olimpo e se torna humano, deixando o papel de herói para trás e se tornando mentor, apesar de ter sua própria batalha para lutar.


Com os novos personagens, uma trilha sonora atualizada e jogos de câmera dinâmicos, “Creed – Nascido para Lutar” é “Rocky – Um Lutador” para uma nova geração de fãs. A fórmula é igual e funciona, apenas modernizando os elementos. É como se Sylvester Stallone e Rocky Balboa tivessem trocado uma ideia, resolvido suas diferenças e voltado ao início da amizade onde as coisas eram muito mais coerentes e divertidas.



Nem a luz da lua, nem os fogos da destruição causada pela guerra eram fortes o suficiente para iluminar a floresta.  Os soldados do batalhão de ferro, o mais incisivo na defesa do estado,  estavam dispersos.  Sua missão era instalar bombas na estação férrea de Jaguariaíva, mas alguma dinamite explodiu antes, revelando sua posição ao inimigo. 

Metralhadoras começaram a despejar balas para todos os lados. Entre feridos e assustados estava Vicente Anchiano ou simplesmente Vince. O nome estava escrito atrás da fotografia.  Aquele, sem dúvida não era o seu lugar, nunca havia sonhado em se alistar, mas decidiu fazer pelo irmão que sofreu um grave acidente. 

Após a confusão o soldado correu para se esconder e foi parar sozinho no meio da mata.  Ele olhava para as estrelas, uma cadente passou bem perto, teve a impressão até de que caiu ali atrás em algum lugar.  Parou ofegante e ficou observando os inimigos que estavam perto.  

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A gente já falou aqui na redação sobre como um autor precisa criar um senso de realismo em sua fantasia. Esse é um trabalho de hércules, não é fácil costurar personagens e situações fantásticas de forma coesa... isso significa construir os limites do seu storyworld e conhecê-los muito bem.

Agora: e se precisasse misturar realidade com sua ficção? 

Para encontrar essa resposta eu me propus a escrever um romance de Dark Fantasy, uma fantasia assustadora com um background importante: A Revolução Constitucionalista ou revolução de 32!  Foram alguns meses de estudo, catalogando fatos históricos extraídos de pesquisas, livros e documentários.  Tudo para saber o que eu poderia aproveitar na hora de transpor para um novo mundo. 




O livro será lançado pelo Bookstart, uma plataforma de crowdfunding nacional. Se você quer saber se minha fórmula de misturar realidade com ficção, deu certo ou quer saber como a história dos soldados termina e o que aconteceu com o personagem Vince, apoie o financiamento pelo site - https://bookstart.com.br/pt/Alastair