Amanhã tem participação de peso da Storytellers na Virada Empreendedora. Martha Terenzzo vai falar de branding, enquanto Fernando Palacios vai falar de Storytelling.


Durante uma hora, Fernando vai abordar a aplicação prática do Storytelling para empreendedores: técnicas para contar a história que originou a start-up, visando contagiar usuários e investidores com a paixão do fundador. A metodologia foi criada no Brasil pela Storytellers e já foi aplicada com sucesso em grandes empresas e para a ocasião do evento foi adaptada à realidade de novos negócios. Para facilitar a compreensão, serão usados exemplos de casos recentes, que ainda não estão nos livros de negócios. 

Mais informações sobre a Arena:
http://www.viradaempreendedora.com.br/startup-run-pitch-fight
 



Conheça as atrações da IV Virada Empreendedora

A IV Virada Empreendedora de SP prova que de maneira colaborativa pode-se realizar um grande evento, que durante 24 horas oferecerá atividades, painéis, debates, palestras e personalidades do universo empreendedor. As Inscrições estão abertas!
A Virada Empreendedora - que acontece nos dias 26 e 27 de abril na FGV em São Paulo - nasceu há quatro anos com a ideia de oferecer num mesmo lugar tudo que um empreendedor precisa para tocar sua empresa: serviços, conteúdo, informação e conhecimento. E uma característica desse evento é o seu caráter colaborativo: organizado pela empreendedora Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e um time de 11 curadores que cedem seu tempo e energia para ajudar a construir sete arenas com os mais variados conteúdos relacionados à capacitação de empreendedores. Confira o resumo das arenas:

ARENA INSPIRAÇÃO
Com a curadoria da empreendedora Ana Fontes, a Arena Inspiração trará grandes nomes e donos de histórias de sucesso para compartilharem suas experiências e renovar a fé nos empreendedores. Já estão confirmados os nomes de: Solange Bichara (Presidente da Escola de Samba Mocidade Alegre); Eduardo Lyra (fundador do Instituto Gerando Falcões); Ana Paula Padrão (jornalista e fundadora do Portal Tempo de Mulher); Keine Alves (líder da Mentoria Especializada); Gil Giardeli (estudioso da Cultura Digital e CEO da Gaia Criative); Rodrigo Rocha Loures (fundador da Nutrimental) e  Marcelo Vitorino (sócio da Presença Online); além de Sandro Magaldi (CEO do Geração de Valor).

ARENA STARTUP RUN + PITCH FIGHT
A Arena Startup Run + Pitch Fight, será um verdadeiro laboratório de prototipação para startups. Com os curadores Anderson Penha (Foltigo e Pitch Fights) e Gustavo Santi (E-Commerce Brasil e Laboratorium), os participantes terão um treinamento, que inclui palestras de Nei Grando (organizador do livro Empreendedorismo Inovador) sobre prototipação; Martha Terenzzo (Inova 360º) sobre Branding para startups e Fernando Palacios (Diretor da Storytellers Brand 'n' Fiction) sobre Storytelling para Startups.  Após o treinamento, na atividade Pitch Fights, haverá uma verdade "batalha de pitchs" sob o júri de Ludmilla Veloso (eyso); Juan Bernabó (Teamware) e Rodrigo Junco (Buscapé Company).

ARENA FUTURE THINKING E INOVAÇÃO APLICADA
A arena Future Thinking e Inovação Aplicada surpreenderá pela participação de pensadores críticos, experts e futuristas profissionais. A programação promete insights práticos para empreendedores e para qualquer pessoa interessada em mudanças que irão influenciar o futuro. Com a curadoria de Daniel Egger (Foltigo) e Marina Miranda (Mutopo). E a participação de Diogo Dutra (Caos Focado); Rebeca Dreicon; Fabio Uzunof; Fernanda Esposito; Luis Rasquilha; Robert William Velásquez Salvador. 

ARENA SUA EMPRESA VAI VIRAR
A arena tem a curadoria de Cássia Aulísio (E-Ability) e Heloísa Motoki (Quali Contábil) e trará uma programação com a participação do "empreendedor serial" João Kepler que falará sobre vendas e inovação; Roberta Omeltech (Omeltech Desenvolvimento) sobre administração financeira na empresa; Batista Giliotti (Fran Systems Consultoria) sobre como franquear um negócio e Luiz Trivelatto que fará uma palestra sobre o Posicionamento Estratégico de Mercado. A arena também trará os seguintes temas: Proteção de Marcas (Fernanda Picosse); Premiação e incentivos para funcionários de PME's (José Plinio Aulísio) Créditos para PME's; marketing e plano de negócios.

 ARENA EDUAÇÃO EMPREENDEDORA
Na Arena Educação Empreendedora, as professoras e curadoras Rose Mary Lopes (ESPM) e Vânia Nassif (UNINOVE) vão trazer professores para trocar experiências e conduzir workshops que irão demonstrar diferentes técnicas de educação empreendedora, a fim de discutir e compartilhar entre os presentes, a teia de recursos e programas de apoio para este ensino.

ARENA EMPREENDEDORISMO SOCIAL
Para a Arena Empreendedorismo Social, com a curadoria de Marcelo Nakagawa (FIAP e INSPER), os participantes conhecerão pessoas que têm interesse em resolver os mesmos problemas do mundo, desenvolverão modelos de negócios alinhados com o Capitalismo Consciente e terão momentos de interação com investidores de impacto.

 II FÓRUM EMPREENDEDORAS
O Fórum tem a curadoria de Alice Salvo (Pulo do Gato) e Cláudia Mamede (PitchCom) e acontecerá no sábado a partir das 14h30 às 20h00 no mesmo espaço na FGV, com vários painéis como o "Elas investidoras: o seu negócio está preparado para obter investir anjo"; "Carreira empreendedora: como gerir o seu tempo, projetos e sonhos"; "Sustentabilidade: novos pensamentos e modos de fazer de negócios"; "Negócios sociais: gerando impacto e transformando o Brasil"; Estereótipos femininos: você é muito mais do que pensa ser" finalizando com o "10.000 mulheres: as empreendedoras que estão mudando o mundo". Mais informações no site: www.forumempreendedoras.com.br

A Virada Empreendedora terá várias atividades que acontecerão simultânea e interruptamente por 24 horas.  A programação pode ser conferida no site: www.viradaempreendedora.com.br
Serviço:


Datas: 26 e 27 de abril  
Horário: a partir das 14h do dia 26/04  até às 14h do dia 27/04  
Local: rua Itapeva, 474 - Próximo ao metrô TRIANON MASP     
Tel: (11) 2619-9190         

Informações para IMPRENSA e cadastramento prévio para cobertura do evento com:
Cláudia Mamede - 11 - 98555-5234
Isadora Leone - 11 - 98445-4958

Histórias reais fazem um enorme sucesso. Isso porque elas nos mostram que podemos vivê-las, que não são impossíveis ou inatingíveis. E quanto mais inacreditáveis são, maior é o sucesso que fazem com o público. Afinal, elas dão uma esperança de que poderiam acontecer na vida de qualquer um já que são reais, e esse é o seu grande poder.


Existem histórias que são contadas como reais, mas que são de fato falsas e admitem isso. Entretanto, por parecerem reais demais, passam uma sensação muito cativante para quem são contadas. Um exemplo disso é o primeiro filme de Atividade Paranormal. O filme dá medo, sem nenhum elemento realmente assustador. O assustador é pensar estar assistindo uma história real, com a morte de uma pessoa e a possessão demoníaca de outra. O assustador é pensar que se isso aconteceu com o casal do filme, poderia muito bem acontecer com você.


Agora, existem histórias ditas como “reais” que são tão distorcidas que se tornam praticamente ficcionais. Eu poderia falar do filme “Dor e Ganho” com o Mark Walhberg e o The Rock, que conta a história de uma gangue de fisiculturistas que sequestra um “babaca” para roubar todo o seu dinheiro. No filme, os sequestradores são carismáticos e o sequestrado é o cara mais nojento e babaca do mundo. Na realidade, não foi bem assim. Mas eu entendo que essa parte da história tinha que ser distorcida para ganhar o carisma do público. Em compensação, seus elementos inacreditáveis e absurdos são reais. Tão reais e absurdos que, segundo as minhas pesquisas, o juiz do caso começava a rir em determinados momentos do julgamento dos criminosos, de tão idiotas que eram as coisas que eles faziam (se fantasiarem de ninjas em uma tentativa de sequestro, por exemplo) e que a polícia não acreditou no sequestrado real em seu primeiro relato.


Já o filme Horror em Amityville é o contrário. Todos os elementos incríveis da história são distorcidos e tidos como falsos pelas suas testemunhas, exceto pela família Lutz que detinha os direitos autorais da história. Ou seja, é uma história que, apesar de muito bem contada, te desaponta quando você descobre a verdade e perde parte de seu poder.

Por último existem as histórias genuinamente reais, que têm algumas alterações de roteiro para se adaptarem à audiência. O último Oscar foi recheado delas: O Lobo de Wall Street, Clube de Compras Dallas, 12 Anos de Escravidão, e por aí vai. Não é à toa que essas histórias foram tão prestigiadas. São genuinamente incríveis, e muito bem contadas em suas adaptações para o cinema.

Apesar de ter gostado muito das outras duas histórias, a que mais me fascinou foi a do Lobo de Wall Street. Sério, a história foi tão boa que Tommy Chong, da dupla “Cheech e Chong”, insistiu para que Jordan Belfort (personagem de Leonardo DiCaprio) a escrevesse em um livro. Então, o naufrágio do navio, a raspagem de cabelo de uma funcionária, as loucuras com drogas e prostitutas, tudo era real!  Acho que foi isso o que mais me cativou nessa história toda.

Para demonstrar o poder das histórias reais, sejam elas genuinamente reais ou não, vou usar um exemplo de uma história que criei e contei nessa última Páscoa. Essa é a história do meu amigo Mário Mariano, o pior traficante de drogas do mundo.

Nessa Páscoa fui para o Economíadas e fiquei no alojamento de uma faculdade. Tinha acabado de terminar um namoro de forma desastrosa, então, estava arrasado. Por isso mesmo, decidi que não teria limites no feriado. Queria viver 96 horas direto na loucura. Queria viver de excessos, e vivi.

Em um determinado momento da minha viagem, eu e meu melhor amigo Chico Piscina estávamos tão retardados que resolvemos "zuar" nosso outro grande amigo, Mário Mariano. Nós inventamos uma história sobre ele ter levado uma maleta de drogas para o alojamento onde estávamos, com todas as drogas imagináveis, incluindo um coquetel de loló e crack que só ele sabia preparar. Muitas das pessoas que ouviram essa história ficaram fascinadas por ela. Como eu e o Chico estávamos mais loucos que o Batman o tempo todo, até nós mesmo começamos a acreditar nela e a contávamos como se realmente fosse verdade. Não havia mentira nas nossas vozes em nenhum momento enquanto falávamos sobre a fantástica maleta de drogas de Mário Mariano. 

Não demorou muito para algumas pessoas começarem a procurar Mário Mariano em busca de drogas. Mas, detalhe, o Mário não tinha droga nenhuma. Ele não é muito dessas coisas. Então, as pessoas em busca de drogas achavam que ele estava “regulando” quando dizia não ter nada, e ficavam realmente putas com ele. Por isso, eu e o Chico demos continuidade à história.

Nós começamos a espalhar que o Mário Mariano era um traficante tão ruim que ele tinha queimado praticamente seu estoque inteiro de drogas no primeiro dia da viagem. E, depois de muitas e muitas pessoas irem procurá-lo, ele foi vencido pelo cansaço e começou a admitir nossa versão da história. E isso continuou até o domingo de Páscoa.

No domingo de Páscoa, eu e o Chico estávamos totalmente malucos pela manhã. E o Chico começou a abraçar todo mundo e desejar Feliz Páscoa, perguntando se as pessoas tinham procurado ovinhos enterrados pelo alojamento. Foi aí que surgiu a etapa final da história de Mário Mariano. Em determinado momento enquanto o Chico fazia suas piadas com os ovinhos de Páscoa eu o interrompi e disse: “Pessoal, vocês souberam do Kinder Drogas?”.

A reação das pessoas ao redor foi instantânea. Todos ficaram curiosos. Então, eu contei que nosso amigo Mário Mariano tinha colocado todo o resto do seu estoque de drogas dentro de um Kinder Ovo, e enterrado ele em algum lugar do alojamento. Para criar uma áurea ainda mais mística para a história, eu ainda acrescentei o fato de que Mário Mariano estava totalmente chapado quando fez isso. Então, ele não se lembrava de onde tinha enterrado seu “Kinder Drogas”.


Eu e o Chico espalhamos essa história para o máximo de pessoas que conseguimos, pedindo para nos devolverem o ovo caso achassem. Até oferecemos dividi-lo com quem quer que nos devolvesse ele.

Dia seguinte, a gente perdeu a conta de quantas pessoas nos pararam para perguntar se tínhamos achado o ovo. Até achamos buracos em determinados lugares do alojamento (prováveis tentativas de busca pelo ovo, nós supomos).

Resumindo, o que nós fizemos foi pegar um interesse em comum de muitas pessoas, criar uma história absurda, e contá-la como real para sacanear um amigo. E isso mexeu com a imaginação de muita gente., especialmente pelo modo que nós a contamos (afinal, o Telling é metade de Storytelling).

Esse exemplo ilustra perfeitamente o poder de uma história “real”. As pessoas ficam contagiadas por esse tipo de histórias. Afinal, elas são contagiantes. Todos que ouviram a história de Mário Mariano ficaram envolvidos por ela, curiosos e entretidos.


Então, quando estiver criando uma história para sua marca, aqui vai mais um aspecto a se considerar. Tente tornar essa história real! Se eu e meu amigo chapado conseguimos contagiar um alojamento no Economiadas, imagine o que você e sua marca não podem fazer com o mercado!


Dia 18 de Abril! Dia nacional da literatura infantil!

Parabéns para você que lê histórias todos os dias antes do seu filho dormir, que já contou algum causo pra sua sobrinha, que chora ao lembrar da sua avó narrando as histórias do saci ou que simplesmente um dia sonhou nos contos que ouvia na infância.

A data foi escolhida em homenagem ao grande Monteiro Lobato, tantas vezes lembrado aqui no Blog. Lobato pode ser considerado o pai da literatura infantil brasileira pois na sua obra resgatava a identidade do povo sertanejo e ícones do folclore, sempre aliando com histórias lúdicas, divertidas e inteligentes.

Como o próprio sabiamente já dizia: Um país se faz com homens e com livros”. A literatura transforma o homem, transmite conhecimento. Mas se a literatura expande os universos do homem e traz novos horizontes, a literatura infantil pode ser considerada a base do ser humano e do seu imaginário.

Além da importância na alfabetização e da formação do vocabulário, os livros também levam às crianças repertório para a formação ética e racional de cada um.


A literatura infantil, mais que qualquer outra, faz uso de recursos linguísticos que permitem diversas interpretações e estimulam a imaginação do leitor, seja uma criança de idade ou de espírito.

Sempre gostei muito de ler livros infantis, mesmo quando já consideravam que tinha passado da idade. Por mais que tentassem me empurrar alguns livros juvenis, ainda que me dessem “Crepúsculo” de presente de aniversário, eu preferia leituras mais lúdicas, contos de fantasia, se tivesse uma ilustração então... Eu viajava!

Lembro de uma vez quando tinha aproximadamente 11 anos uma coleguinha entrou no meu quarto e começou a fazer brincadeiras com a quantidade de livros infantis que ainda guardava em minha estante. Senti muita vergonha na hora. A partir do episódio, passei a guardá-los escondido no armário, até coloquei uns livros de pré adolescente na decoração do quarto, mas nas horas vagas era o Monteiro Lobato e o Ziraldo que realmente me faziam companhia.

Hoje não só gosto de escrever textos infantis como ainda leio, mesmo que com a desculpa de fins acadêmicos ou para me inspirar.


Recentemente foi dito pela internet que a MARVEL possui uma agenda de filmes que vai até 2028. A empresa que já está consolidada há décadas no mundo das histórias em quadrinhos tem uma bem-sucedida série de filmes que se referencia tanto às páginas de suas revistas quanto ao o cinema, além da própria série de filmes ter personagens que se interligam em suas tramas que acabaram culminando no sucesso avassalador de bilheteria "Os Vingadores" que reuniu as maiores estrelas de suas histórias num único filme. Além disso a empresa também tem um seriado de TV que se conecta com os filmes.

É uma senhora rede de personagens e histórias! Não é atoa que Kevin Feige, produtor da Marvel Studios descreve a sensação de olhar para este esquema (que como dissemos vai até 2028) como semelhante a observar o universo através do telescópio Hubble. 

Organizar personagens contextualizados num universo transmídia exige grande planejamento e um conhecimento profundo das técnicas de Storytelling. Porém, nesses casos não há um só roteirista, mas sim um time deles que trabalha incessantemente para organizar essa proposta ambiciosa que é o sonho de muitos nerds.


Quem acompanha este blog já percebeu que imaginar, fantasiar ou sonhar são praticamente elementos vitais do ser humano. Jung afirma que "[...] a fantasia é que intermedeia o mundo de fora e o mundo de dentro".

Talvez por isso histórias que mesclam fatos reais com ficionais tenham um grande impacto nas pessoas, quando são bem feitas. Assim como a ação lançada para o filme " X-Men: Dias de um Futuro Esquecido", aonde o site 25moments.com reúne 25 fatos ao longo da história da humanidade e dos mutantes, que levaram aos acontecimentos que serão narrados no filme. 


É possível encontrar casos como o envolvimento de Magneto no assassinato de Kennedy e o nascimento de Colosso após o acidente de Chernobyl . Claro que tudo isso, só desperta mais interesse pelo filme, vamos aguardar! 

Antes da convocação oficial, antes até de todos os estádios ficarem prontos e muito antes da Copa começar, há uma tradição que, seja a Copa no Brasil ou do outro lado do mundo, não falha: o álbum de figurinhas.

Mas o que isso tem a ver com storytelling?

Mesmo que o álbum da Copa ainda não conte uma história de fato (visto que nem os personagens – os convocados – estão totalmente corretos), o álbum da famosa Panini pode nos ensinar uma lição no storytelling.
Pouco mais de uma semana após o lançamento do álbum, entre figurinhas do Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo, vieram as críticas dos colecionadores às figurinhas patrocinadas. Contestadas pelo pouco valor de troca de suas figurinhas, marcas como Johnson & Johnson, Liberty Seguros e Wise Up se viram desprezadas ao ponto de a Panini considerar a troca dessas figurinhas por outras sem as marcas.
Para ler a notícia completa, clique aqui.

No momento em que o próprio termo “storytelling” passa a existir quando as marcas se inserem nas histórias e as histórias se inserem nas marcas, o desastre da inserção de marcas no álbum da Panini nos ensina sobre a necessidade de contextualização na inserção de marcas, sejam em histórias ou até em álbuns de figurinhas.
Ao simplesmente replicar anúncios convencionais de revista em meio ao álbum, mais do que criar um obstáculo ao colecionador (e consumidor), cobraram por isso criando figurinhas das marcas dentro da clássica coleção. A questão é que o álbum é, e sempre foi, de jogadores, estádios e brasões das equipes na Copa, e não de marcas e logotipos.
Apesar disso, ainda que álbuns sejam sobre seleções (e histórias sobre pessoas) existem formas para que as marcas “entrem em campo” de forma eficiente. A bola da Copa, tradicionalmente uma das figurinhas mais desejadas da coleção, estampa o logo da Adidas. Isso sem falar nas 162 figurinhas em que o logo da Nike, que nem patrocina o evento em si, aparece na camisa dos jogadores.






*Aplausos e gritos de urra!*

Primeiro job: Faça um pequeno post sobre você.

Mini infarto.

A última vez que falei sobre mim foi num site de namoro, e não deu muito certo.

E por onde começar?

Sou péssima para estourar minha bolha.

Acho que vou falar do meu signo: Libra. Super cool! Mostra que sou esotérica, moderninha... Além do que
 é o signo do equilíbrio e esse povo do storytelling dá muito valor para simbologias e significados.

Tá. Que mais?

Lógico! Vou fazer a minha história. O Storytelling de uma aprendiz de Storytelling, escrever uma narrativa meio épica, desenvolver a epopéia da minha vida!
Bacana, guria! Você tem 20 anos de idade, vai narrar o que? Seu d
ebut na Disney? Mochilão "nazuropa"?

Falar coisas mais triviais? tipo que eu faço publicidade mas meu sonho mesmo era cursar letras? Acho que isso o povo não quer muito saber.


Até que tenho bastantes coisa pra falar!
Nas horas vagas me divirto fazendo playlists, as vezes até temáticas. No dia da mulher fiz uma bem bacana com mais de 100 cantoras brasileiras.

Próximo assunto!

Sou muito ligada ao universo cigano, estou aprendendo Tarot, fiz aula de dança cigana, fui em diversas festas, até visitei um acampamento!



Há mais ou menos dois anos conversando com minha professora de dança, uma Kalon legítima,
e entre uma curiosidade cigana e outra ela comentou que na morte do patriarca de uma família cigana, eles queimam todos seus bens materiais e migram só com a roupa do corpo para outro lugar, onde refazem o acampamento do zero.

E isso havia acontecido há pouco na época com uma família de guarulhos.
O acampamento estava zerado, tinham conseguido apenas algumas panelas e lonas para cobrir o acampamento.

Na hora decidimos visitá-los no fim de semana seguinte para levar alguma ajuda.
Passei na 25 e comprei brinquedos para as crianças, levei também algumas roupas e tecidos para saias além de cinco dúzias de pães.

Após quase duas horas rodando para encontrar o lugar, minha carroça 98 chegou a um terreno baldio onde, de longe, só dava pra ver grandes lonas marrons, várias crianças e muita terra.
Roupas, pessoas, terra, grama... Tudo parecia ter mimetizado e adquirido o mesmo tom pardo.

Reparei que a maioria deles tinha pele bem morena e olhos claros, exatamente como nos filmes.

Nos
cumprimentaram numa língua estranha e minha professora explicou quem éramos.
Após o estranhamento inicial, todos foram muito receptivos e carinhosos, as crianças abraçavam e pediam colo, algumas meninas leram minhas mãos, me ensinando alguns macetes básicos de quiromancia, que eu mesmo tendo estudado leitura de mãos, fingia não saber, apenas para ver a cara de alegria no rosto das pequenas Esmeraldas.


Comecei a conversar com uma menina, não lembro mais seu nome... Era Lavínia ou Katina, algo assim. A menina de saia azul, tinha rosto de criança mas seus seios meio inchados revelavam um parto recente. Comecei a conversar com ela que confirmou que, apesar dos 13 anos de idade, já tinha uma filha bebê. Entreguei a ela uns acessórios, lenços, roupas e para sua filha dei uma boneca de pano e alguns brinquedinhos. Na hora os olhos da mãe-menina encheram de lágrimas, ela pegou a boneca da bebê e me disse “Nunca tive uma boneca, essa vai ficar pra mim”, agradeceu os presentes, me abraçou e saiu antes que alguma outra criança visse seu novo brinquedo.

Um braço levava a filha, o outro sua primeira boneca.

Há muito tempo atrás, em um lugar muito distante...

Histórias eram criadas, geradas e formadas aos montes para o combate. Verdadeiros exércitos de histórias que se matavam em campos de batalha.

E histórias são coisas poderosas. Muito mais poderosas do que soldados ou tanques de guerra.  Histórias têm o poder de inspirar nas pessoas as duas forças que movem o mundo: o Ódio e o Amor.

Algumas dessas histórias foram tão poderosas que quase destruíram o mundo por inteiro. Outras foram facilmente desacreditadas e derrubadas, não chegando sequer a fazer um único estrago.

Agora, pensando bem, isso não aconteceu há muito tempo atrás, e muito menos em um lugar muito distante. Aconteceu durante toda a história da humanidade ao redor de todo o nosso planeta. Ou seja, aconteceu nas nossas vidas.

Ontem, hoje e amanhã, usaremos histórias nos campos de batalha. Um soldado pode hesitar em puxar o gatilho se pensar no que está fazendo, mas ele não pensará duas vezes se acreditar na causa pela qual está lutando! Entende a diferença? É isso o que uma história faz com a mente de um homem. Ela o faz acreditar em um ideal acima de suas ações.

Ninguém sabe ao certo qual foi a primeira guerra já travada pelo homem. Em compensação, uma das guerras mais antigas de que se tem registro é a Guerra de Tróia. Se a Guerra de Tróia aconteceu ou não... bem, isso já é outra história. Agora, dentro da própria mitologia existe o uso de Storytelling. Supostamente a causa da guerra contada para os soldados era o rapto de Helena, a mais bela mulher do mundo, que pertencia à Grécia, enquanto os reais motivos do confronto eram as ambições dos gregos, em especial do Rei Agamémnon, uma coisa bem menos inspiradora.

A Guerra de Tróia foi fortemente usada como propaganda pelos gregos durante anos. E depois pelos romanos, que se julgavam descendentes do herói troiano Enéias. Aliás, os romanos sabiam melhor do que ninguém usar Storytelling para inspirar seus soldados e seus cidadãos. E as vitórias romanas eram amplamente representadas por gladiadores em arenas, mostrando a grandiosidade de Roma e enaltecendo os combates travados por seus exércitos contra outros povos. Assim sendo, o público ia ao delírio com as vitórias dramáticas de sua nação. O engraçado é que os americanos adaptaram hoje essa política propagandista de guerra para o cinema e a televisão #ficaadica.



O Storytelling nas guerras foi usado religiosamente nas cruzadas. Foi usado como doutrina em países como Japão e China. Foi usado como forte propaganda por Napoleão, especialmente em sua campanha pelo Egito, que foi um fiasco, mas que ele vendeu como a história de um enorme sucesso. Mas, quem realmente se deu bem com o Storytelling nas guerras foram os americanos, já mencionados nesse post.

Na Segunda Guerra Mundial personagens da Disney foram usados como propaganda em pequenas histórias. Isso sem mencionar muitos heróis dos quadrinhos. Lógico que Hitler não ficou de braços cruzados e também fez sua própria linha doentia de histórias, em especial envolvendo a mitologia nórdica.


Com o final da Segunda Guerra veio a Guerra Fria em seguida, e os americanos aperfeiçoaram ainda mais
suas histórias. Heróis como o Capitão América se tornarão um símbolo contra o comunismo, além da disseminação no ocidente de livros como 1984, Maravilhoso Mundo Novo e a Revolução dos Bichos. Quem acompanha as  HQs do Homem de Ferro também sabe que o personagem de Tony Stark criou sua famosa armadura em um cativeiro no Vietnã.


Em compensação, o Storytelling das guerras entrou em uma nova fase ultimamente. Com os meios de comunicação se ampliando cada vez mais e abrindo a oportunidade para debates, existem histórias que contam o outro lado das guerras. Um excelente exemplo disso é o seriado/filme The House of Saddam, que conta o lado de Saddam Hussein na Guerra do Iraque.



Guerras, apesar de serem coisas horríveis, sempre nos trazem valiosas lições. Se tratando de Storytelling, vemos como histórias são capazes de influenciar diferentes pessoas em diferentes momentos históricos em prol a um ideal. Como já disse antes, histórias são coisas poderosas. Então o melhor a se fazer é usá-las! Afinal, você não precisa estar em uma guerra para lutar por uma causa!


“Janeiro de 1969: os jornais publicam as primeiras fotografias coloridas da Terra vista do espaço. Bowie escreve: “O Planeta Terra é azul/ E não há nada que eu possa fazer”, uma música nova sobre um astronauta sozinho no espaço. Ele a batiza de “Space Oddity” – um trocadilho com o título do filme de 1968 de Stanley Kubrick, 2001: A Space Odissey. O single é lançado em julho, pouco antes do lançamento da missão Apollo 11 à lua. No dia 20 de julho, a BBC toca a música com as imagens do pouso na lua: “Controle de terra para Major Tom/ Seu circuito apagou/ Há algo errado”.”
David Robert Jones, ou David Bowie, ou também conhecido como “O camaleão do Rock” é, sem dúvida, um dos maiores nomes da música mundial – e espacial. Bem como outras lendas da música, seja internacional como Bob Dylan (Like a Rolling Stone, Hurricane) e Beatles (Yellow Submarine, Michelle, Eleanor Rigby); ou nacional como Legião Urbana (Faroeste Caboclo, Eduardo & Mônica), Chico Buarque (Geni e o Zepelim, Valsinha, Construção, Cotidiano, João e Maria), Titãs (Marvin) e Paralamas do Sucesso (Vital e sua moto) – Bowie se consagrou também pela sua capacidade de criar ótimos personagens e contar grandes histórias.
“Major Tom é um personagem complexo – um astronauta heróico, mas também um homem comum, vulnerável e alienado. Ele vai aparecer novamente em “Ashes to Ashes” (1980) e na versão single de “Hallo Spaceboy” (1996).”
Mais do que isso, David Bowie, assim como os outros gigantes da música, percebeu o poder de uma história para conquistar multidões, gerar identificação, criticar e ser idolatrado até pelos alvos de suas críticas. Além do decadente “Major Tom”, primeiro astronauta a ver a Terra do espaço e que, tempos depois, acabou sem dinheiro e viciado em drogas, Ziggy Stardust talvez tenha sido o maior dos personagens de Bowie.
Ziggy, um alienígena que caiu na Terra e perdeu tudo – menos seu legado, era para ser uma “criação teatral”, segundo David, mas que acabou sendo levado a sério e que, por muito tempo, não se soube diferenciar o que era Ziggy de quem era Bowie.
Entre perfeitos retratos de uma sociedade em busca da “evolução”, com Major Tom, e de profundos alter egos como Ziggy Stardust, Bowie não só nos encantou (e ainda encanta) com sua música, como nos ensinou um pouco sobre bons personagens. Mais do que isso, só mesmo conferindo ao vivo, na exposição que leva o nome do músico e que está no MIS de São Paulo até o dia 20.



A matéria foi escrita por Larissa Coldibeli para o UOL. Aqui está selecionado o trecho com a opinião do Diretor da Storytellers e professor da ESPM Fernando Palacios. para ler na íntegra, acesse aqui.

Para Fernando Palacios, professor de storytelling (disciplina que trata sobre narrativa e roteiro) da ESPM, as empresas que desejam atuar no setor precisam, de fato, dominar a técnica de criar uma apresentação. 
"Da mesma forma que escrever dezenas de e-mails diariamente não torna uma pessoa um profissional da escrita, elaborar uma série de apresentações não significa dominar o assunto. Existe uma gama de técnicas que precisam ser dominadas, desde a estruturação de um roteiro bem encadeado até o design visual", diz Palacios.
Segundo o professor, recentemente, houve uma multiplicação de empresas despreparadas, sem conhecimento técnico, mas que estavam ganhando mercado por oferecer o serviço mais barato. No entanto, ele afirma que elas foram sumindo na mesma proporção que apareceram. 
"Os clientes perceberam que o resultado não era o mesmo, foram ficando frustados e voltaram a solicitar o serviço para as empresas mais conhecidas", diz.
Outro risco do setor, de acordo com o professor, é a promessa de entregar especialidades que estão fora do escopo e da capacidade.
"Muitas empresas especializadas em fazer apresentações passaram a ofertar serviços de gestão de marcas e de publicidade. Em muitos desses casos elas frustraram clientes. O melhor é focar na sua especialização", diz.


George R.R. Martin tem atraído milhões de leitores às livrarias e um número igualmente incrível de assinantes para o HBO, canal por assinatura que tem adaptado sua série de livros Crônicas de Gelo e Fogo para a TV na forma da série "Game of Thrones". Mas qual seria o segredo deste sucesso?
Um deles é que Martin é um autor de carreira e está por aí solidificando seu nome obra atrás de obra desde a década de 80.

Além disso, o autor parece utilizar técnicas conhecidas pelos storytellers, pois diz que "autores podem ser como arquitetos ou jardineiros" deixando bem claro o equilíbrio que mantém entre o estilo pantzer, dos autores que escrevem guiados pelo espírito artístico e os plotters, storytellers meticulosos que planejam cada passo de sua história.

Ele também revela que a experiência pessoal é muito importante quando se quer cativar o público, por isso aconselha que os storytellers escrevam sobre aquilo que os emociona e ordena que eles vivam antes de escrever.

O autor, que tem seu sucesso atribuído as suas narrativas magneticamente cativantes e imprevisíveis, ressalta ainda que a revisão pragmática e a prática constante são fatores decisivos na carreira de um escritor.

Quer mais dicas de George R.R. Martin? Veja 20 delas no link abaixo (em inglês):



COMO NÃO SE PERDER NAS REDES SOCIAIS? MONTE UM ENREDO!
Publicado inicialmente na Revista Interface, por Fernando Palacios.

Você ainda nem chegou ao trabalho e pelo celular já descobriu que tem mais de uma dezena de e-mails à sua espera. Entretanto, a péssima ideia de dar uma olhada no Face antes de começar as atividades do dia o faz perder boa parte da manhã e os e-mails que estavam em cativeiro agora se multiplicaram como gremlins em dia de chuva. Tem gente que chama isso de Information Overload. No Brasil, o apelido chega a ser engraçado: Obesidade Informativa. Independente do nome, o fato é que o problema é global.

Quarenta anos atrás o economista ganhador do Nóbel previu o que estamos vivendo agora. Ele disse que “o que a informação consome é um tanto óbvio: a atenção do seu receptor. Assim, riqueza de informação provocará pobreza de atenção.”

Só que ele não contava com os Storytellers, ou seja, os contadores de história. Esses que aparecem na sociedade como escritores, roteiristas, poetas, quadrinistas, cineastas, romancistas, dramaturgos e novelistas, enfim, pessoas que vivem a vida de contar boas histórias. Eles são um tipo de pessoa capaz de fazer com que você desligue seu celular numa sala escura ou largue tudo e segure seu livro com as duas mãos por horas e mais horas, às vezes roubando até mesmo as preciosas horas de sono.

Os mais atentos ao texto já devem ter se perguntado: “Se o problema é excesso de informação, como que produzir ainda mais informação – em forma de narrativa de histórias – pode ser a solução?”. Parece contraditório, mas não é. Primeiro porque toda história é capaz de aglutinar e organizar toneladas de informações de forma coesa e fácil de ser compreendida. Tudo o que seria dito em 10 comunicações com finalidades diferentes – desde o comunicado do RH pros colaboradores até o anúncio publicitário – pode ser orquestrado numa única história. Segundo porque toda narrativa é uma coletânea de melhores momentos. É uma exploração em profundidade daquilo que importa para a história e nada mais. Então se o narrador diz que o personagem se ajoelhou, pode ter certeza que alguma coisa vai decorrer desse ato… ou ele vai escapar de um tiro, ou é porque achou a Moeda #1 do Tio Patinhas.

No caso da presença das marcas nas redes sociais, por exemplo, digo que sim, não só é possível combater o excesso de informação com histórias, como ainda é possível melhorar o conteúdo publicado com técnicas narrativas.

O fundamento principal do Storytelling é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar se a narrativa despertar emoções. Para isso, o personagem precisa sentir essa emoção para contagiar os leitores. Só que para o personagem sentir essa emoção, o autor precisa sentir primeiro.

Se você estiver rindo enquanto estiver escrevendo, os leitores vão rir. Se estiver chorando, vão chorar. Se você estiver bocejando, aí vai estar falando sozinho, porque no primeiro bocejo eles vão virar de página… da sua para a de outra marca.

A seguir vou contar 5 dicas de como melhorar a sua narrativa nas redes sociais:

1. Tenha sempre um personagem. O personagem é alguém para carregar a ação. Ele pode funcionar como narrador ou protagonista. Ele pode até mesmo atuar como os dois ao mesmo tempo. O importante é que ele tenha a consistência de alguém com vida própria.

2. Pense o post como um episódio. Por mais curta que seja a postagem, organizer de forma ressonante é fundamental. A estrutura de “começo, meio e fim”, funciona a partir de três frases. De preferência, faça com que “o fim” contenha a moral da história. E que a moral não seja uma pregação, mas um aprendizado pessoal do personagem.

3. Comece o post no meio da ação. Pule as explicações.

4. Citações como frases de um diálogo Releia o começo do artigo e repare como eu estabeleço uma conversa imaginária. Para fazer isso, é simples: ao invés de “fazer um texto para a massa amorfa da internet”, tenha alguém em mente na hora de escrever. Ao se conectar com uma pessoa, você acaba se conectando com milhares.

5. Escolha um sentimento que quer provocar, e cutuque! O fundamento principal que garante o sucesso do Storytelling na Humanidade é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar como narrativa se despertar emoções.



Já se tornou natural a gente falar de como os games estão se aproximando dos filmes holywoodianos, cada vez mais com cutscenes que poderiam ser filmes a parte. Melhores trabalhadas, não apenas nos roteiros, mas também nas animações.

Mas a gente também sabe de como vários games já superaram (e muito) o faturamento do cinema e então podemos pensar em um movimento inverso, sim, o cinema se aproximando dos games para tentar aumentar o seu faturamento.  Vamos tentar trazer a luz alguns elementos que podem apresentar ideias de como isso aconteceria. 

A exploração do mundo das histórias 


A primeira característica marcante dos games é a construção do mundo das histórias e sua exploração. Por mais que o jogador não passe por todas as fases ou se engaje pouco com um lugar, ele existe com toda sua complexidade.  Quando um desses mundos de histórias nos games conhecidos como "Game World", através do jogo, consegue atrair a audiência, pessoas podem passar vidas inteiras descobrindo coisas novas lá dentro. 

É assim no caso da série Transformers, que esconde uma imensidão de informações sobre os autobots e seu antigo planeta. Aliás a ficção científica por si, já carrega consigo todo um background capaz de construir esse Storyworld para quem a acompanha - seja na TV, Cinema ou Etc.  O novo filme do ator Tom Cruise, nos leva pra uma reflexão mais intensa. 
Em um futuro próximo uma raça de alienígenas invadiu a Terra, o Major Willian Cage (Tom Cruise) fica preso no tempo, condenado a voltar sempre ao dia anterior a uma guerra. Entretanto, com as repetições, suas habilidades de guerreiro melhoram, e ele tem uma possibilidade de mudar o curso do dia. - Edge of Tomorrow, lançamento em Junho de 2014


Além das informações implícitas no texto, o cinema e o game são obras visuais. Alguns gêneros de jogos como o First Person Shooter tem na exploração visual uma das chaves do seu sucesso.  Lucien Soulban Lead Writer, Ubisoft Montreal chega a dizer que "o objetivo básico e primordial da narrativa em um jogo FPS é a exploração do gamespace."

A tecnologia visual impacta este tipo de jogo podendo ser decisivo no sucesso da história. Os gráficos e efeitos visuais acabam se tornando também a própria mensagem do jogo, cada elemento planejado minuciosamente em um intenso esforço de tecnologia pra conceder notoriedade.  Quando voltamos ao filme Edge of Tomorrow, está tudo ali. O esforço tecnológico criando elementos visuais que serão explorados através da narrativa, por qualquer um que for assistir o filme.  



Eu escolhi o gênero FPS de jogo para fazer esse paralelo, pois não há como olhar a sinopse desse filme e não pensar em uma sinopse de um jogo como Dead Space por exemplo:  O jogador toma o papel de um engenheiro chamado Isaac Clarke, que luta contra uma infestação alienígena. - Apesar desse ser um jogo de Tiro em Terceira pessoa, são temas recorrentes, o combate entre exércitos, armaduras futurísticas e coisas do tipo. 

O que ambos podem ganhar com isso, tanto o game quanto Holywood é um poder maior de faturamento, baseado na transmídia. Eu acredito e defendo bastante que num futuro bem próximo, quase a um passo, veremos produções que surgiram naturalmente para os dois meios, sem necessidade de adaptações.