Vamos falar um pouco da proposta dos Storytellers. Mas às vezes é mais fácil entender conceitos por meio de exemplos.

Numa sociedade de consumo as marcas fazem parte do cotidiano das pessoas; não tem um dia sequer que uma pessoa que vive em uma cidade não entre em contato com pelo menos um punhado de marcas.

Só que não é isso que se vê na maior parte das vezes que uma marca ou um produto participa de uma história. Mas nas raras exceções, foi provado que é possível uma marca ajudar inclusive a construir um personagem e enriquecer uma trama. Um ótimo exemplo é o célebre diálogo no filme Pulp Fiction, que foi criado depois de o filme ter sido produzido.

Nossa missão é encontrar a história certa e adaptar a um ou mais formatos para mostrar marcas e produtos da forma mais natural e interessante possível.

Pra contextualizar os refrigerantes mini-schin no universo infantil, criamos uma história em que as crianças precisam ajudar a salvar o mundo do terrível Findus Refrigeran, o vilão gigante que quer acabar com todo o sabor do mundo.

Para explicar o novo posicionamento de quatro marcas tradicionais a funcionários de uma grande companhia alimentícia, criamos uma peça de teatro intitulada de As Filhas do Dodô. O palco futurista projetava os cenários enquanto que atores viviam um dia na vida da família Aguiar e assim mostravam na prática como pensa cada consumidor e, conseqüentemente, como irá se posicionar cada marca.

Depois foi a vez de Gilberto Dimenstein comentar que achou muito inteligente a ação que fizemos colocar a Petybon dentro da Virada Cultural. Chamada de Virada Cinegastronômica, criamos um evento que somou ao Noitão do HSBC degustações referentes aos pratos que estavam na tela. E nada melhor para entender um personagem do que mexer com os 5 sentidos.

Pegando carona nesse ritmo de cinema, conhecemos o pessoal da Coração da Selva, uma produtora que ficou conhecida pelo ótimo Contra Todos e pelo Antônia, que era pra ser película mas começou como mini-série na Globo e deu vida à banda fictícia.

Junto com essa produtora, trabalhamos no desenvolvimento de um projeto transmídia para o Condomínio Jaqueline. Condomínio Jaqueline é um filme que foi produzido em 2008 e exibido em circuito nacional. O personagem principal é um tradicional – porém fictício – edifício paulistano, onde todas as histórias do enredo se convergem. Nossa parte foi expandir o universo do enredo criando histórias que dêem vida a figurantes e permitam que marcas e produtos participassem do projeto de forma interessante, orgânica e criativa.


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Pra ser um Storyteller é preciso conhecer todo o tipo de história. Obrigatoriamente o repertório muda, muitas vezes para além do gosto pessoal. Mas com o tempo o gosto pessoal também muda.

Outra coisa que se altera é a rotina. Atividades como ler um livro ou ir ao cinema passam a ser uma espécie de obrigação, ossos do ofício como diz o outro. Mas um osso gostoso de roer, vale dizer.

Esse comportamento incomum acaba confundindo os cinemas, ou pelo menos quem os representa. A tarefa aparentemente simples de comprar os ingressos, torna-se complexa quando três pessoas abordam o caixa pedindo ingressos para dois filmes seguidos, no caso Iron Man e Speed Racer.

Ambos vieram de quadrinhos - um era Comics e o outro, Manga - e por isso têm certas semelhanças de linguagem e releitura que justificaram o double-deal. Mas apesar disso, quando chegamos à portaria descobrimos que o caixa havia emitido errado um dos ingressos, trocando Speed Racer por Indiana Jones. É verdade que assim como os outros dois, Prof. Jones não deixa de ser um filme revival, mas não era o caso.



Perdida, a moça da portaria não sabia o que fazer. Disse que havia fiscalização e que não poderíamos entrar no cinema com o ingresso errado - mesmo considerando que estávamos em 3 com 6 ingressos e apenas estava errado - e que também não poderia sair de lá. Ou seja, de volta à estaca zero, conversar com o caixa.

Iron Man foi o primeiro filme produzido pela Marvel Entertainment, que até então apenas vendia a licença de uso da marca para grandes produtoras. Eles apostaram nessa idéia (literalmente, já que tinham riscos de falência caso fracaçasse) porque queriam um filme mais fiel à história original. A escolhera não foi por acaso: Iron Man é uma das histórias mais inteligentes sobre super heróis.

Assim que acabou o filme, ao sair da Sala 6, reparamos em nossos ingressos que ela nos acompanhou: o Speed Racer seria lá mesmo. Para manter a tradição, as meninas foram ao toalete. E eu, que ia voltar à sala, fui barrado, e nem adiantou mostrar que havia estado lá antes e que tinha o próximo ingresso. No deal. Fiquei no corredor e abriram a sala para quem estava na fila. As meninas voltaram e entramos como se nada houvesse. Ironicamente, se por um acaso não tivéssemos os ingressos, dessa vez não faria a menor diferença.

Speed Racer é um anime japonês, mas que ganhou o mundo na versão americana. Considerando que é um filme dos irmãos Wachowski, não faltam e talvez até sobrem algumas cenas de luta e de ação em uma direção de arte eletrizante e muito colorida. Provavelmente só vai gostar quem era fã ou que cresceu jogando muito video-game... ou então quem for para prestar atenção na história, que foi contada de uma forma bem inteligente e dá pra entrar no universo Speed Racer rapidamente, mesmo sem ter assistido a um episódio sequer.

Apreciar uma boa história muitas vezes exige um pouco de experiência e um certo sacrifício do expectador. Falhas de continuação, buracos na história e cenas sem lastro com a realidade interrompem o processo de projeção. Mas com algum esforço é possível vivenciar o mundo do personagem e passar pelas mesmas emoções dele. Deve ser difícil encontrar alguém que nunca se emocionou - com pelo menos um nó na garganta ou uma lágrima desprendida da ponta dos olhos - assistindo a um filme. Mas caso seja encontrada, só há uma recomendação possível: assista a mais filmes, porque uma hora um vai falar com você; a partir daí o processo de projeção se torna mais fácil e o que era bom fica ainda melhor.

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O conjunto de toras pode ser imaginada como se fosse uma mesa sobre a qual o moleskine do autor encontra seu espaço cativo para assim poder registrar atentamente os passos dessas trilhas sinuosas que percorre a criatividade de um para então elaborar as tramas que irão fazer trilhar a imaginação de outros.
Mas, por outro lado, também não surpreenderia se a madeira em questão fosse o tablado de um palco sobre o qual estão pousadas as anotações de um ator relacionadas ao ponto de vista da personagem que ele está incorporando.
Nada impede de ser parte da cenografia de um set de filmagem ao qual recosta-se as muitas páginas em que estão impressas as diversas percepções e pontos de vista de cada uma das muitas cenas que deverão ganhar vida.
Pode até mesmo ser a madeira coletada por diversos amigos e dispostas ali, frente a um lago, à espera da noite para que se possa fazer surgir a chama que irá somar o seu calor à das muitas garrafas de vinho e juntá-los todos para que contem suas curiosas, magníficas e inesquecíveis histórias.
Pensando por aí, também pode ser uma mesa de jantar, em que o pai – enquanto serve mais uma rodada de spaghetti - conta aos seus filhos mais detalhes dos épicos duelos de futebol; os quais eles ainda não eram vivos para ver, mas certamente irão morrer sem esquecer.
Seja como for, a madeira está presente na vida do ser-humano de forma tão arraigada e anciente quanto a própria história. E hoje só chegamos onde estamos – se temos abrigo, se vivemos em sociedade, se nos locomovemos grandes distâncias e se temos heróis milenares – é por conta de ambas.

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O conceito ainda está em formação, mas sem você saber já faz parte do seu dia a dia.
Se você é formado em disciplinas como Comunicação, publicidade ou afins, já escutou falar sobre o termo transmídia em algum ponto da sua formação. Caso tenha se especializado em outras disciplinas ou trabalha em áreas totalmente aleias à comunicação, provavelmente nunca tenha escutado sobre o termo, mesmo sendo impactado por ele no seu cotidiano.

Transmídia no seu dia a dia

Entenda-se por transmídia a maneira como uma história é contada; ou seja, o uso de diferentes mídias para contar partes de uma narrativa. Ao usar diferentes recursos para o consumidor interagir com a marca, abre-se um novo mundo para ele, uma vez que ele terá vários pontos de entrada para conhecer diferentes aspectos da marca. Ao mesmo tempo, a marca  conseguirá atingir mais consumidores.
Um ótimo exemplo de transmídia que talvez ajuda a entender o porquê esse conceito faz parte do nosso cotidiano é as adaptações de livros para formatos como filmes, gibis, desenhos ou seriados. O objetivo a levar essa história para outros formatos é facilitar a conexão com outros públicos, nem tudo mundo consome os mesmos canais, e cada mídia tem algumas vantagens que permitem aproveitar o melhor dela para colocar a mensagem de uma forma tão fluida que parece natural ao conversar com o consumidor.

Por que falar de storytelling e transmídia?

O ato de contar histórias evolui a passos agigantados, inclusive mais do que o corpo humano, até porque com as novas tecnologias e canais que têm revolucionado a sociedade, não tem como continuar com as mesmas estruturas antigas se quer ser competitivo no mercado. A atenção do consumidor hoje está fragmentada, isto já é um baita desafio para a indústria do marketing e a publicidade.
A questão é como manter esse consumidor atento, engajado e motivado? Não há uma única resposta, mas a união transmídia e storytelling podem ser uma alternativa, partindo da premissa que toda comunicação fica ainda mais interessante se for usada uma  boa história. Grandes da indústria do entretenimento como JJ Abrams já entenderam isso e esse é um dos segredos do seu sucesso como um dos diretores mais respeitados na indústria cinematográfica.

Cases

Já falando de marcas, Coca Cola entendeu há muito tempo que a transmídia storytelling era o segredo para tornar à marca mais próxima dos seus consumidores. Hoje, a marcar é tão próxima que assim você não consuma refrigerante é inevitável não lembrar do urso das propagandas de natal, das latinhas que vinham com os nomes das pessoas, dos caminhões que chegavam em qualquer lugar do mundo para levar a magica da receita.
Será que temos algum case nacional de transmídia e storytelling? Certamente sim, e são mais conhecidos do que acreditamos. Contudo, cabe ressaltar o trabalho do roteirista e diretor Rodrigo Mac Niven e sua obra Olympia, uma vez que podem se considerar como destaque nacional nesse quesito. O HQ  e documentário basearam-se nas situações que estavam se passando no Rio de Janeiro em 2013, ambos contam uma história sobre verdades humanas que são vivenciadas no dia a dia, só que toda a narrativa é bastante fantasiosa mantendo o espectador cativado nos dois formatos.


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O storytelling está abrindo um novo mundo de possibilidades, porém, é preciso aprimorar algumas habilidades antes de dar o primeiro passo.

Dia a dia escutamos inúmeras histórias seja pelas mídias sociais, na televisão, no nosso trabalho ou em qualquer lugar por onde passamos, nossa vida está permeada por histórias, mas nem todas são bem contadas, isto aplica tanto para pessoas como para as marcas.
Contar uma história parece fácil, a estrutura é simples: eventos que tenham um começo e um fim, claro com um ponto de clímax para manter o leitor engajado. Dessa forma, será que só seguindo essa estrutura é possível contar uma boa história? Na teoria sim, mas ninguém nasceu aprendido, é necessário treinar. Mas como? Eis aqui a resposta.
Ao igual que qualquer outra disciplina, para entender o storytelling e saber usá-lo é preciso treinar! Não se preocupe, não será uma jornada entediante. Pelo contrário, você descobrirá novas habilidades a serem desenvolvidas, viajará para novos universos e até pode se reinventar, ou pelo menos otimizar significativamente a forma como conta suas histórias, tornando-se o centro das atenções.
Se ainda dúvida sobre a importância do treinamento ou não está completamente seguro que quer se tornar um storyteller, confira alguns benefícios que podem mudar sua opinião.

 

Comunicação mais humanizada

À medida que você entende melhor como usar os recursos do storytelling, suas práticas de comunicação vão se tornando mais humanizadas, pelo fato de contar histórias que além de cumprir uma estrutura básica. Essas histórias também conseguem engajar ao seu interlocutor, facilitando a criação de novos vínculos seja com objetivos pessoais ou profissionais, independente do canal que for utilizado. No final do dia, uma boa história é inesquecível.
Com um bom treinamento, você poderá desenvolver tanto a habilidade de criar boas histórias como de saber contá-las. Lembre-se que a prática faz o mestre.

 

Crescimento profissional

Uma vez desenvolvidas as habilidades relacionadas à criação de boas histórias, você poderá ir atrás de todos esses objetivos professionais:  apresentar um projeto que pode transformar a sua empresa, alavancar as vendas da sua equipe ao engajar à sua equipe, cativar seus clientes com ideias inovadoras, criar novas oportunidades de negócios. Em resumo, ir tão longe quanto quiser, claro sempre levando em contar que há questões éticas que precisam ser respeitadas.
As startups são as que mais tem se apropriado do storytelling para captar seus investidores, vender sua ideia para diferentes públicos-alvo e se apresentar ao mercado etc. Esse setor já entendeu o poder do storytelling e estão explorando ao máximo seu potencial.

Criação de novos universos

Cada história contada é um novo universo, e claro nele sua marca pode criar uma nova realidade, se aproximar de ser humana, que é hoje o que a maioria dos consumidores querem, uma marca humanizada e autentica.
Para atingir esse objetivo e tornar-se a “queridinha” dos consumidores é essencial trabalhar treinamentos de storytelling, uma vez que nesses espaços é mais fácil entender quais são os arquétipos da marca, qual é a linguagem que deve ser utilizada, quais canais são os mais apropriados etc.
Em síntese, os treinamentos de storytelling são as chaves para abrir múltiplas porta, inclusive deveriam ser uma prioridade para todas as áreas da empresa, e para todo tipo de empresa.


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O storytelling tem tudo para potencializar todos os resultados da sua empresa, e o melhor só é preciso começar com uma boa história

Contar histórias é quase inerente a nossa natureza humana, mesmo que pareça o contrário quase todas suas conversões são um compilado de narrativas, umas mais cativantes do que outras. Por exemplo, você conhece alguém que viajou pela Europa inteira e ele começa a descrever todas as cidades que visitou, as comidas que experimentou, fatos interessantes sobre a cultura e por aí vai.
Há dois caminhos a seguir nessa situação, você fica maravilhado ou entediado, tudo vai depender de como as histórias são contadas. O narrador pode ter visitado algumas das maravilhas do mundo, lugares incríveis; porém, se ele não conta as coisas de forma cativante e fluida, provavelmente sua vontade de conhecer esses lugares diminua radicalmente. Pois saiba que nos negócios funciona igual.

Era uma vez um negócio que usou storytelling e cresceu!

Hoje as empresas compreenderam que precisam usar recursos como o storytelling para manter seu público-alvo engajado, e claro para atingir seus objetivos. Contudo, nem é algo tão fácil, uma vez que uma história cativante e engajadora é aquela que consegue causar algum tipo de emoção, pode ser dramática ou engraçada. O importante no  final do dia é criar algum vinculo emocional.
Uma vez criado esse vínculo emocional, o público já engajado terá mais interesse tanto em conhecer sua empresa, como tudo que está por trás dela. Isto aplica para todos seus targets, tanto internos como externos. Quando a empresa tem um colaborador comprometido, ele vai ser o primeiro a posicionar a marca no mercado. Aplica o mesmo para clientes e parceiros.

Da teoria a realidade, como  o storytelling vai alavancar meu negócio?

O storytelling tem um poder revolucionário, ou seja, pode transformar todas as áreas da sua empresa: vendas, treinamento de equipes, elaboração de projetos etc. O primeiro passo é criar personagens que representem a marca, uma vez que para manter cativados aos clientes, é preciso humanizar à marca. Após essa humanização, é essencial se aprofundar em aspetos mais técnicos tanto da narrativa como do design visual.
Já quando o assunto é inovação, o storytelling torna os processos criativos como  o “brainstorming” mais produtivos, uma vez permite que os participantes usem histórias para vender suas ideias, o que permite uma melhor visualização e gerará maior engajamento. No primeiro momento pode ser complexo, uma vez que para ser um profissional da escrita é necessário praticar arduamente, mas a jornada para atingir o objetivo sempre vai valer a pena tanto para o crescimento do profissional, como da empresa.
Certamente, o processo de desenvolvimento das histórias varia entre cada empresa, até entre cada área. O importante é entender que o storytelling está aí para ser um agente transformador e talvez revolucionário, porque que é a vida  e claro os negócios sem uma boa história.

A armadilha das boas apresentações

Quem nunca fez ou participou de alguma apresentação que sentiu que foi eterna e certamente foi zero produtiva?  Quase 99% das pessoas que está no mercado de trabalho já vivencia uma situação igual ou bem parecida. Certamente, não é muito recomendável ser o protagonista desse tipo de situações, mas como evitá-lo? Simples, com o storytelling.
A apresentação de um projeto é um momento crucial para qualquer empresário, independente se a empresa é própria ou de terceiro, todos queremos vender nossa ideia o melhor possível. A questão é que muitas vezes esse espaço acaba se tornando bastante entediante tanto pelo discurso do apresentador, como pela narrativa dos slides.
Tristemente, não há uma formula magica que consiga tornar um projeto interessante de dia para noite. Entretanto, as técnicas e ferramentas de storytelling conseguem otimizar radicalmente tanto a narrativa usada pelo interlocutor, como o arquivo utilizado.
Lembre-se, na sociedade da informação tudo comunica e isso pode alavancar ou prejudicar seu negócio.


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O conceito tem ganhado força no mundo corporativo, mesmo assim ainda seu potencial não foi plenamente aproveitado pelos profissionais das diferentes áreas.

A tradução literal do termo storytelling seria contar histórias, algo que tem sido parte do nosso cotidiano desde o inicio da humanidade, senão pensa no mito da caverna, é um dos primeiros exemplos de histórias e assim por diante poderíamos citar inúmeras histórias que explicaram os diferentes fenômenos do que hoje entendemos por mundo.

É claro que contar histórias é parte do nosso dia a dia, mas será que o storytelling é só isso? Se for, por que as empresas só estão usando-o hoje? Essas questões e outras serão abordadas ao longo deste post.

O que realmente é storytelling?

O storytelling é muito mais do que contar uma anedota em uma reunião, utilizar textos para posicionar seu produto e outras ações voltadas para Marketing de Conteúdo. Na verdade, é saber escolher uma história ou criá-la para passar uma mensagem estratégica que atinja um certo objetivo. Para atingir essa meta são utilizados recursos do jornalismo, literatura, teatro e outras disciplinas afins.
Alguns dos elementos usados por essa arte são personagem, ambiente, conflito e mensagem; assim como eventos que tem um começo e um fim, claro com um ponto de clímax para manter o leitor engajado.  O melhor exemplo para entender essa estrutura são os contos de fantasia que conseguem reunir todos esses elementos e usá-los para nos manter cativados e conectados emocionalmente.

O que o storytelling tem a ver você?

A resposta é tudo, querendo ou não, em algum momento da sua carreira, você precisará engajar um público-alvo, seja para obter aquele investimento que vai alavancar sua empresa, engajar seus funcionários, posicionar sua marca pessoal, conquistar aquela vaga dos seus sonhos, vender um projeto para seu cliente ou gestor, lançar um novo produto ao mercado etc.
O storytelling pode te ajudar a atingir todos esses objetivos, só que claro é preciso entender como ele funciona, porque não é só contar uma boa história, é preciso deixar clara a proposta de valor (a sua ou da sua marca) enquanto cativa ao leitor e conectar-se com ele emocionalmente. Se marcas como Apple, Lego e Microsoft conseguem, por que você não?

Storytelling é só uma modinha no mundo corporativo?

O storytelling parece ter surgido há pouco tempo. No entanto, sua prática já é bem antiga. Um dos primeiros exemplos é a famosa obra de Julio Verne, ‘A Volta ao Mundo em 80 Dias’ (1872).  No livro, o escritor francês já menciona algumas empresas transportadoras.
Já no século XX empresas como Michelin aproximaram-se mais ao conceito por meio de materiais como a Guia Michelin. O documento publicado pelo André Michelin, fundador da Compagnie Générale des Établissements Michelin, apresentava os hotéis e restaurantes referências em vários países no mundo.  O material é publicado até hoje em vários continentes, incluindo America-Latina.
Na verdade, o que fortaleceu o storytelling no mercado corporativo foi a mudança de comportamento do consumidor. Atualmente, os usuários recebem quantidades gigantescas de informação, especialmente de ofertas de produtos e serviços, isto os tornou mais exigentes, pedindo informações cada vez mais personalizadas.
Diante desse cenário, as empresas precisam pensar mais estratégias de Inbound Marketing. Aí é quando o storytelling entra como o perfeito aliado para se conectar com o público-alvo, posicionar à marca da forma humanizada e a torná-la inesquecível.
Parece fácil, mas será que na prática é? Com certeza não, mas nos próximos posts abordaremos alguns pontos relacionados aos diferentes usos do storytelling, como a arte alavancará o crescimento do seu negócio e até o tornará uma pessoa muito mais interessante.


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Histórias bem contadas aproximam às marcas do consumidor moderno
O consumidor de hoje lê livros, assiste filme e ouve histórias- o marketing precisa se adaptar para conseguir impactá-lo por meio desses canais e mantê-lo cativado

No Brasil de 1950 até 1970, as estratégias de marketing eram planejadas com base no princípio 4 P´s (place,product,promotion,price). Sabendo usar esses quatro elementos (lugar,produto, promoção, preço) na rádio e na televisão, sua estratégia de marketing ia ser um sucesso. Porém, aos poucos algumas marcas como Standard Oil Company of Brazil e Refinações de Milho Brazil procuraram caminhos diferentes e começaram a trabalhar com ações associadas a o que hoje conhecemos como branded content.
Essas e outras empresas criaram conteúdos autorais naquela época, o objetivo era divertir e até algumas vezes educar, mesmo assim os conteúdos conservavam um tom bastante unidirecional, atrelado aos princípios das 4P`s. No momento funcionava, mas a indústria cultura e a evolução da internet chegou para transformar esse cenário.

Industria Cultural e Marketing

Antes de entender como a indústria cultural impactou ao mundo, é importante entender o que é. A Indústria Cultural foi um termo criado pelos filósofos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, ambos pertencentes à Escola de Frankfurt. Eles afirmavam que a máquina capitalista de reprodução e distribuição da cultura estaria apagando aos poucos tanto a arte erudita quanto a arte popular. Em palavras mais simples, todo produto artístico estava sendo padronizado para poder ser consumido pela maioria das pessoas.
Mas, como esse conceito está relacionado com o marketing de hoje? Simples, as narrativas deste movimento massificaram muitos produtos culturais, vendendo-os como originais e eruditos, essa era a intenção no primeiro momento. Além disso, a Industria Cultural conseguia promover uma satisfação entre os consumidores, uma vez que toda a narrativa deixava muito claro que a decisão de compra era feita consensualmente. Até hoje esse é o caminho para ter uma estratégia de marketing bem-sucedida.

Por que apostar nas histórias?

É claro que as narrativas da Indústria Cultural usavam histórias o suficientemente cativantes para atingir seu objetivo. No entanto, será que hoje também é preciso usar esse recurso? Se sua resposta é não, lamento dizer que precisa repensar esse posicionamento, uma vez que hoje mais do que nunca as histórias são a chave para engajar seu público-alvo.
Com a gigantesca quantidade de informação que é produzida hoje na internet, os usuários são mais exigentes, especialmente com as marcas, ou seja, não vão aceitar qualquer conteúdo; pelo contrário, eles procuram histórias que os conectem e sua marca pode conseguir isso enquanto vende seu produto e serviço, deixando bem clara qual é sua proposta de valor.
Se não sabe como criar essas boas histórias, o storytelling está aqui para lhe ajudar. Claro que não vai solucionar todos os problemas da sua marca, mas posso garantir que quase a maioria. Não será um caminho curto, uma vez que primeiro é preciso entender quais são suas tribos, qual linguagem permite uma comunicação mais fluida, criar personas para logo criar personagens adaptáveis a múltiplos formatos e canais, ao e por aí vai.
 A criação de boas histórias é uma jornada que requer esforço, transparência e se abrir a um novo mundo de possibilidades na era data storytelling. Está preparado para esse novo universo?


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A internet revoluciono a forma como consumimos informação e os jornalistas precisam se preparar para cobrir as novas demandas

Para 2020, 44 trilhões de gigabytes ou 44 zettabytes serão produzidos pelas organizações, segundo estudo do Instituto for the Future (IFTF). Isto é uma quantidade assustadora de informação, e essa quantidade só corresponde às organizações, logo, juntando com os dados produzidos por pessoas físicas, o número pode ser ainda maior.
Uma grande parte dessa gigantesca quantidade de informação já está circulando pela internet, que desde o boom da internet mudou o modelo de comunicação  mudou radicalmente, e naturalmente transformou-se  a forma como consumimos informação. Atualmente, o numero de pessoas que leem jornal impresso de manhã, compram revistas na bancada ou que pagam uma subscrição para receber conteúdo impresso é bem reduzido, por conta de toda a informação que circula na internet, que querendo ou não, é mais acessível e diversificada.

Reinventando-se para a indústria 4.0

Diante desse cenário, as mídias tradicionais precisam repensar a forma como se relacionam com o consumidor, uma vez que estão concorrendo com esse mar de informações e também com o fenômeno do consumidor multitelas, aquele individuo que ao mesmo tempo que assiste TV está lendo matérias do Twitter e vai trabalhando no seu note. Certamente, nenhuma das telas tem 100% da sua atenção, tornando-se concorrentes entre si.
Para se destacar nessa era das multittelas e manter o leitor cativado com a informação que seu veículo proporciona é fundamental pensar em novos estilos, especialmente se sua plataforma trabalha com conteúdo pago. Pense bem, não é só trazer as notícias mais quentes, também é preciso saber contá-las e aqui é quando entra o storytelling, para renovar essas narrativas. Pois assim conseguirá manter um público engajado ao longo prazo e atrairá novos usuários, tornando-se um concorrente de destaque no mercado da informação.

É possível ser jornalista e storyteller?

Um jornalista é um contador de histórias, ou pelo menos é o esperado, especialmente em uma era na qual o sensacionalismo impera, as fakenews contaminam nosso cotidiano e as mídias tradicionais tem perdido a confiabilidade. Perante esse panorama, torna-se necessário adotar o “soft tell”.
 Há um tempo considerável (estima-se que desde a década de 1960) vem se falando  dessa técnica, uma vez é abraçada por um movimento chamado new journalism. Essa nova onda jornalística propõe um estilo mais leve de escrever as notícias, ou seja, contar a verdade de uma forma um pouco menos amarga e sim mais entretida.
Lembre-se que as histórias cativantes e os jornalistas-storytellers não só usam recursos jornalísticos, também pegam elementos de outras disciplinas como a literatura e a dramaturgia, já que no final do dia, o que importa é manter informado o usuário, garantir a divulgação de informação confiável e entreter. O que é a vida sem um pouco de diversão?


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A educação precisa se reinventar para preparar aos futuros cidadãos de uma sociedade que evolui a passos gigantescos

Atualmente existem cerca de 258 milhões de crianças de crianças e adolescentes de entre 6 e 17 anos em todo o mundo, um sexto do total, não frequentam a escola, segundo dados de 2018 pela Organização das Nações Unidas (ONU). (Fonte: CGN ). Infelizmente, o cenário nacional não está tão longe dessa realidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até 2018 havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com mais 15 anos ou mais idade.
Essa cifras apresentam um panorama bastante desapontador, uma vez que evidencia a falta de acesso a um recurso que é parte dos diretos fundamentais de qualquer individuo. Contudo, será que o problema é só a falta de acessibilidade, ou o modelo em si precisa ser repensado?
Não existe uma única resposta para a pergunta anteriormente formulada, uma vez que a acessibilidade à educação no Brasil é um dos maiores problemas do País atualmente, porém o modelo educacional atual não está suprindo as necessidades educacionais atuais. Claro, algumas instituições já perceberam isso e estão trazendo novas propostas mais inovadoras e com bastante conteúdo tecnológico, mas ainda carece de um elemento essencial, empatia.

Empatia- oportunidade para ser criativo e motivador

O modelo tradicional de educação baseia-se ainda na comunicação unilateral, ou seja o professor fala, os alunos escutam. Cabe destacar que alguns profissionais já estão mudando um pouco essa estrutura, mas a maioria ainda usa a mesma metodologia que aprendeu no ensino fundamental ou médio, reclamando no final do dia da falta de atenção dos alunos.
Essa falta de atenção na verdade não bem isso, uma vez que esses estudantes que não conseguem prestar 50 minutos de atenção na aula, passam horas no cinema, assistindo séries de mais de 60 minutos por capitulo ou podem gastar uma tarde inteira lendo um livro do seu interesse. Então o problema não é a atenção e sim nos recursos de narrativa utilizados.
O storytelling não vai mudar radicalmente o modelo de educação, nem vai roubar o lugar dos professores, pelo contrário vai se tornar seu parceiro na hora de dar aula, conseguindo manter alunos engajados. Humanizar o conhecimento é o que o tornará mais cativante para os mais jovens. Ninguém vai se interessar por quantas maças tinha Pedro se deu duas para Maria, mas se trocamos os nomes por Magali e Cebolinha aí captou a atenção da sala inteira. Lembre que as histórias não são interessantes por si só, depende significativamente de como são contadas.

O novo educador precisa conhecer sua audiência

Audiência é um termo relacionado a mídia, marketing e negócios, já para a educação ao parecer não é aplicável, uma vez que os estudantes precisam aprender e o professor precisa ensinar, mas será que é só isso? Certamente não. O novo profissional da área além de claro preparar um material adequado ao programa educativo oferecido pela instituição, precisa conhecer seu público, ou seja pesquisar mais sobre esses alunos, quais são seus interesses, que os motiva para aprender, como pode engajá-los, ou no final do dia tudo o conhecimento será esquecido assim que a aula acabar.
O professor dessa era precisa consumir todos esses produtos culturais que seus alunos mencionam no seu dia a dia, aí está o segredo para o engajamento. É essencial usar essas personagens para fazê-las parte das aulas, uma vez que já são parte da vida dos alunos. A indústria do entretenimento precisa ser seu parceira e não sua detratora.



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O storytelling pode torná-lo um profIssional desejável?

A arte de contar boas histórias está revolucionando como as marcas são percebidas, e sim pode fazer o mesmo por você

A evolução tecnológica está transformando a sociedade, e certamente as profissões também estão sendo impactadas. O futuro é incerto tanto para os profissionais atuais como para os que estão em processo de formação. Hoje é necessário ir pouco além da formação tradicional, é preciso trabalhar em habilidades como a resiliência, a adaptabilidade, gerenciamento de altas cargas de informação, foco e colaboração.
Algumas das habilidades mencionadas estão estreitamente relacionadas a um conceito que vem ganhando força no mercado corporativo, as softskills. Mas o que é isso? São habilidades e competências ligadas ao comportamento humano. No entanto, só até pouco tempo essas habilidades ganharam relevância, e a tecnologia teve muito a ver nessa movimentação.

Softskills e storytelling

Hoje as empresas estão automatizando quase todos seus processos operacionais, ou seja, esses profissionais que estão sendo trocados pelas maquinas precisam ser preparados para desenvolver essas habilidades comportamentais e continuar sendo competitivos no mercado.
Aqui é quando entra o storytelling entra, uma vez que por meio de histórias cativantes e claro autenticas, esses colaboradores estarão engajados com o movimento e certamente mais dispostos para aprimorar essas habilidades, até porque as boas histórias tem o poder de mudar a vida de quem as escuta, e até podem ser a motivação para desenvolver um novo caminho pessoal ou profissional.

Empatia, liderança e storytelling

Poderia se dizer que a tecnologia está aproximando às pessoas, uma vez que agora é possível mandar uma mensagem instantânea para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Além disso, as ferramentas tecnológicas tem nos tornado seres mais conectados, o que poderia ser pensado como seres mais empáticos, mas infelizmente não, pelo contrário, a empatia está se tornando um presente nesses dias.
Diante desse contexto, lideres de todos os segmentos precisam trabalhar mais nessa habilidade por meio de gestos, ações e histórias que mantenham motivados e engajados tanto aos seus colaboradores como aos seus clientes. No final do dia, se não conseguimos fazer algo que nos conecte realmente com o outro, como alavancaremos nosso crescimento? A vida é de mais ubuntu e menos individualismo e os lideres mais amados pelo mundo entenderam isso há muito tempo.

Ser storyteller mudará sua marca pessoal

Ao igual que as marcas se preocupam pelo seu posicionamento no mercado, os profissionais também deveriam ter essa mesma preocupação. O conceito de marca pessoal hoje está atrelado a bloggers e influenciadores que querem se tornar atrativos para o mercado.
Entretanto, a marca pessoal deveria ser uma preocupação para qualquer profissional, uma vez que é a percepção que está criando e isto pode ser determinante no crescimento ao longo prazo. Muitas vezes deixamos de ser levados em conta em oportunidades profissionais que tem a ver tudo com o nosso perfil porque não fico muito claro que realmente encaixávamos aí, ideias foram descartadas e projetos foram jogados para fora. Nesse sentido, o storytelling pode ser o parceiro para aprender a vender suas qualidades profissionais, dar valor as suas ideias e tornar qualquer projeto realidade e por que não conseguir o inimaginável?


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As empresas assim como as marcas que não sabem contar uma história estão condenadas ao fracasso
Parece bastante radical falar que toda empresa que não saiba contar histórias ficará fora do mercado, mas infelizmente essa é a realidade. Há uns anos, as empresas só precisavam vender seus produtos ou serviços, era uma transção bem simples, uma vez que bastava com mostrar o produto, deixar bem claro o preço e pronto, o consumidor o levava. Por isso todos os esforços eram voltados para tornar o produto mais atraente.
Atualmente, o cenário é bem diferente, uma vez que os clientes querem se sentir conectados com a empresa, não é só um produto ou prestar um serviço, é se fazer entender com uma história. É preciso pensar a marca como se fosse uma pessoa, caso contrário qualquer história perderá fluidez instantaneamente.

Tudo depende do momento

Como assim que não é só contar uma história? Sinto dizer que não. É importante introduzi-la no momento indicado, ou seja, precisa de um contexto. Além desse contexto, existem situações que facilitam o desenvolvimento da história, tudo é questão de saber aproveitar a oportunidade, especialmente quando o assunto é marketing.
Por exemplo, o Itaú, sendo mesmo de um segmento tão rígido como o financeiro, o banco já pegou carona  com eventos como Rock in Rio, o lançamento da última temporada de Game of Thrones. Isto com o objetivo de colocar a marca mais próxima dos seus clientes e possíveis novos usuários em plataformas digitais por meio de posts mais descontraídos e interativos.

Sem autenticidade não há engajamento

As mil e uma noites são um claro exemplo de que sem autenticidade, nenhuma história sobrevive, ou no caso a Scherezade ela nem teria sobrevivido nem a primeira noite. No entanto, o que podemos entender por autenticidade? No caso do storytelling, entenda-se o termo como a personalidade da empresa, e claro a forma como apresenta sua proposta de valor para o espectador.
Hoje a forma de interagir com seu público-alvo é o que marcará a diferença, por isso é essencial que a empresa crie seu universo corporativo, ou pelo menos esse é um dos segredos de grandes da indústria como Disney. Quem diz que sua marca não pode aparecer em um filme de uma forma tão natural que conversa com o contexto? É só questão de autenticidade e fluidez.

O profissional 4.0 dever ser storyteller?

Toda história por curta que for tem por atrás uma equipe trabalhando nela, e claro essa equipe conta com profissionais que estão preparados para tornar essa história cativante e engajadora. Contudo, nem todos os professionais estão preparados para lidar com essa nova demanda do mercado, uma vez que além dos requerimentos básicos, MBA e tudo mais, o profissional precisa ser um ótimo storyteller, especialmente em uma era que os consumidores são bombardeados por informação constantemente.
A pergunta é será que o sistema educacional já está preparado para suprir essa demanda do mercado corporativo? Contaremos com bons storyteller no futuro? Será que é uma habilidade que pode ser trabalhado em sala de aula? Não existe uma única resposta, mas como qualquer habilidade, é possível aprender a ser um storyteller.
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Identity Branding Brand Marketing Business Concept

Marcas humanizadas - a nova era do Branding 4.0: Os consumidores 4.0 preferem marcas com personalidade, opinião, que não tenham medo de ser tão humanas enquanto eles.
Há um século as empresas focavam todas as ações de publicidade no produto ou serviço oferecido, focando toda a informação nas qualidades do mesmo. A comunicação era de forma unidirecional, ou seja, o consumidor era considerado um agente passivo que se limitava a receber informações; uma vez recebidas, a tomada de decisão era influenciada e como resposta ao estímulo, os produtos eram adquiridos.

Branding 4.0

Por conta da evolução social e tecnológica, os consumidores mudaram seu comportamento, tornando-se cada vez mais ativos. Nesse sentido, as marcas precisaram entender esse novo perfil e se adaptar às novas demandas, assim como procurar novos canais e formas de interagir com esse novo consumidor.
No meio dessa constante evolução, várias marcas perceberam que um caminho era vender o produto por meio de ações voltadas ao entretenimento, ou seja, criar histórias cativantes para venderem seus produtos, e sim elas estavam certas, esse é o futuro da comunicação.
Algumas marcas optaram por inserir suas marcas nos filmes de Hollywood, uma grande maioria, mesmo que não são perceptíveis ao olho humano de forma imediata, em um filme aparece uma média de 40 marcas, mas só chegamos a perceber máximo cinco de forma imediata. Esse é um caminho, mas não único. 

Storytelling- uma oportunidade para resgatar práticas antigas

O storytelling começou a ser explorado da década de 1990 quando Joe Lambert lançou um projeto intitulado “American Film Institute”, no qual as pessoas contavam suas histórias de vida em uma linguagem voltada para o meio digital. Contudo, a prática de contar histórias é parte da nossa evolução humana.
As guerras são um claro exemplo do uso de storytelling desde a idade antiga. A civilização romana usava o recurso para manter seus soldados motivados para lutar pela causa. Já no século XX, os norte-americanos e a Alemanha governada pelo Hitler souberam se apropriar do conceito para manter sua causa vigente entre os cidadãos. Portanto, podemos ver que certamente o storytelling tem nos acompanhada desde o começo da civilização humana, mas só até faz pouco tempo o mundo corporativo está olhando nessa direção.

Branding e storytelling- juntos para sempre

Uma grande quantidade de marcas já percebeu que as demandas dos consumidores estão mudando, mas nem todas sabem como usar o storytelling ou o que é, então optam por não o usar nas suas estratégias de branding. O primeiro passo é entender a versatilidade do storytelling, uma vez que é um recurso que pode ser utilizado para alavancar resultados, posicionar a marca e engajar colaboradores. É essencial deixar de lado a ideia de que ele só serve para a estratégia de conteúdo de marketing, na realidade, ele é uma porta a um novo universo.
Empresas como Coca-Cola e TIM já entenderam isso, e estão usando diferentes narrativas para chegar até seus públicos-alvo, às vezes até sem mencionar a marca ou produto no primeiro momento, a mensagem se revela entre linhas. Incrível, né?

Publicitário e contador de histórias?

Infelizmente, os publicitários não são muito afins de na trabalhar estratégias que impliquem o uso de histórias cumpridas, talvez porque receiam perder o interesse do consumidor se optar por esse caminho. Nunca o saberemos com certeza o motivo exato pelo qual eles optam por narrativas mais enxutas.
O que podemos confirmar hoje é que não importa a extensão da história e sim a qualidade narrativa.  Não é fácil para os profissionais dessa área desenvolver histórias maravilhosas e ricas narrativamente falando sem a ajuda do cliente, o que em algumas situações pode se tornar motivo de disputa sobre quem tem a razão, isto no final possivelmente só vai gerar resultados desastrosos para as duas partes e claramente prejuízos financeiros e reputacionais.
Para entender melhor a relevância da narrativa clique aqui e confira alguns cases que podem ser a peça-chave para convencer seu cliente ou equipe em apostar nesse caminho chamado storytelling.
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