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Um enólogo japonês e sua busca pelos 12 melhores vinhos do mundo. Uma história recheada de mistérios e análises que pode ser descrita como um "Código Da Vinci" em um bar de Tóquio. É assim que esse post da PSFK fala de Kami no Shizuku, ou As Gotas de Deus, um mangá que tem despertado uma sede voraz em seus leitores. Sede de vinho, é claro.

Não vou repetir todas as palavras do post, cuja leitura é recomendada, mas adianto duas coisas: a idéia central da história é muito interessante e os efeitos que cada edição provoca no mercado asiático de vinhos é assustador (no bom sentido, pois os comerciantes parecem estar bem felizes).

Sabemos que não é de hoje que a relação entre histórias e enologia tem reflexos importantes no mercado. Alguém aí se lembra do filme Sideways? Uma fabricante teve um aumento de vendas de 147% nas 12 semanas seguintes à sua estréia (é o que conta essa notícia).

Tanto o mangá quanto o filme são bons exemplos de histórias que poderiam ter sido bancadas por produtores e importadores de vinhos. E será que não foram? Ao invés da boa e velha campanha, com propaganda na TV e promotora fazendo sampling do produto, uma história que é escolhida pelas pessoas, e não empurrada pra elas.

As Gotas de Deus não estavam entre as páginas de uma revista e Sideways não foi transmitido no intervalo do seu programa preferido. Pelo contrário, o mangá é vendido em banca e o filme foi para o cinema e depois DVD. Pense nisso.

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Storytelling voltou pra casa como um conceito premiado não apenas em diversas categorias, mas também pelos bate-papos oficiais e não oficiais do Festival de Cannes. Uma história que agora parece sem fim, até que enfim.

Outras edições fizeram o papel de prólogo dessa tendência. Lynxjet (Axe) e The Hire (BMW) não me deixam mentir.

O que mudou este ano é que vi alguém explicar a diferença de uma campanha storytelling. Pelo menos melhor que a média. Porque quem vê algo assim acha que é simples, "contar histórias, af, coisa de criança". Mas na prática a teoria é outra, como diz o já-quase-chavão.
Um processo storytelling demanda uma grande mudança de pensamento. De perspectiva. De meta. De preocupação, que passa de “how do you market a video game” para “how do you honnor a hero”. Isso faz toda a diferença, principalmente quando se fala com quem não está nem aí pra vídeo game ou não entende lhufas de propaganda.
E o que me diz de contar histórias pra entreter crianças? Nada de novo e, sim senhor, a eficácia de sempre. Ainda mais se ela for uma aventura online, com jogos e diversas opções de caminho a seguir, além de boa uma motivação como a de salvar o planeta das garras de Findus Refrigeran, o malvado que quer deixar azedo todos os sabores gostosos do mundo. Esse foi o case da Storytellers para Mini Schin, shortlist de Cyber em Cannes este ano.
Preparado para a ID\TBWA, a história mistura ficção e realidade em um cenário 3D de cidades perdidas e fantásticas, como Atlântida e El Dorado. E depois de viver a aventura, a história pode ser salva e modificada a qualquer tempo ou ainda impressa na forma de um livro de verdade, com capa e tudo.
Se boas histórias já eram bacanas nos velhos tempos, nos modernos ainda mais. E que atire o primeiro job quem nunca se rendeu a uma delas.
Se quiser saber mais sobre a Storytellers clique aqui e conheça os nossos cases. Mas se só estiver afim de uma aventura, clique aqui e boa viagem, uá-rá-rá-rá-rá. Ah, espere, espere, preciso te falar: procure embaixo da cama... E preste atenção com o horário de dormir, não espere a mamãe mandar.