Quando uma guerra se torna um fenômeno





Muitas vezes quem está no mundo corporativo tem dificuldades de perceber que um filme, um livro, um seriado ou qualquer outro formato de entretenimento é um produto de consumo como qualquer outro. Parece mais fácil entender o aparelho televisivo como algo a ser marqueteado do que um espetáculo teatral.

Isso sempre fica claro durante cursos de Storytelling ou Branded Content. Para ensinar sobre como contar histórias e produzir bons conteúdos, muitas vezes recorremos à cultura pop. Nessas horas alguém sempre interrompe e pergunta se não tem algum exemplo mais corporativo, como se o anúncio de refrigerante estivesse mais próximo da realidade profissional do que o filme de Hollywood ou a novela da Globo. Na prática, qual é a diferença entre vender um disco de blu-ray ou uma garrafa de cerveja artesanal?

Do ponto de vista mercadológico, as histórias contidas em livros e DVDs podem valer fortunas. A Disney, por exemplo, desembolsou US$ 4 bilhões para comprar Star Wars e Indiana Jones. Além disso, a indústria do entretenimento vive de fazer e marquetear conteúdos e até por isso aprendeu a fazer isso melhor do que qualquer outra. Afinal, ao invés de pular o conteúdo feito por essas empresas, as pessoas ficam ansiosas pela continuação.

Veja o caso do seriado Game of Thrones, que angariou milhões de fãs pelo mundo e tem pautado boa parte das conversas nas redes sociais. Assim como Harry Potter, a obra de George R.R. Martin também começou a ser adaptada para audiovisual antes do fim da saga literária. O que acontece com GoT é ainda mais extremo: a adaptação vai revelar o desfecho da história antes mesmo da saga original. Ao que parece, isso deve ser uma tendência. A franquia The Walking Dead vai passar pela mesma situação.

Se você nunca viu o seriado e quer entender melhor a mecânica de uma franquia de entretenimento, vale a leitura do artigo o Futuro de GoT no Portal Administradores.

Se você viu e sofreu com o seriado, inclusive a quinta temporada, e cansou de gastar lenços, recomendo o artigo sobre como não torcer pelos personagens errados no artigo no portal Série Maníacos.

Este artigo foi publicado inicialmente no LinkedIn

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